No País da Neve XII

Chegou Ajuda

 

Alípio reuniu um grupo de bons batedores e foram em busca do homem que se considerava embaixador do seu deus, médico feiticeiro, e rei daquela tribo de gente comunitária, mas pacata.

Sua mente estava aberta a tudo que pudesse melhorar a sua existência.

Via toda a mudança como uma forca de deuses, pois ainda não sabia o que era ciência, não sabia que tudo relacionado com o oculto, vinha do pensamento, e cada cromossomos do nosso sangue nos poderiam transformar, se eles se transformassem no pensamento dando realidade ao pensar.

Um dia alguém pensou em dar a volta ao mundo, e depois o pensamento reciclado, e reciclado consegui dar muitas voltas ao mundo.

Um dia alguém pensou ir ver o que era a lua, se era apenas feita do pensar, ou de partículas solar, reciclou o pensamento e descobriu que foi um enorme passo, para o principio da ciência estrelar.

Um dia alguém disse, Deus esta no céu e na terra e em toda a parte, mas nunca ninguém, ninguém o viu ate hoje... então esse alguém o imaginou, e principiou vendendo mentiras, com uma imagem pintada, cada religião vende as suas mentiras... alguém disse, será que a nossa imagem pode estar no fim do mundo, e nasceu o cinema em abstracto, e a imagem foi ao fim do mundo.

Alguém disse, poderá fazer-se tinta invisível?. é com essa tinta que vos estou a escrever, é com tinta invisível que vos adoro e que vos chegais ate mim. Trabalhei numa mina de urânio donde e originada essa tinta, faço parte dela.

Então o homem foi encontrado morto no fundo dum precipício.

Foi carregado para a aldeia, e então Alípio mandou reunir a gente da aldeia e perguntou alguém tem alguma coisa a dizer?

Algumas mulheres disseram, era um enviado de deus, e tudo que dele saía, de deus vinha.

Alípio pegou no seu black Cherry, accionou-o e perguntou... o que aqui aparece é enviado de Deus?

Não, isto e tecnologia, e se vos acreditares amanha terei tudo que aqui podereis ver.

Abriu e nele apareceu um vídeo mostrando diferente gentes viajando em carros e trajando da mesma maneira que este e Eomina trajava.

As pessoas beijavam o chão.

Alípio disse vossa ajuda chegou na morte destes vossos tiranos que desflorou uma grande parte de vocês e secretamente se encontrava na gruta com algumas que ainda hoje usam burca, as mulheres que restavam usando burca fugiram de tantas pedras que lhes caiam em cima.

Este era como todos os malvados que dizem defender o povo e são os maiores assassinos de seu povo... exemplo o presidente Americano actual etc.

Alípio disse, os engenheiros, estão sobrevoando os picos, vão abrir estradas como as que viste aqui neste milagre como lhe chamais, estradas atravessando esses picos.

As bombas de água que aprendeste a fazer com os bambus e troncos de árvores serão automáticas e de material durável.

Os plásticos serão vidros, o gaz. não sairá de fossas como estas que tereis de ter um tudo para respirar.

Enfim tudo será diferente, os veículos irão tão depressa como o vosso olhar.

A neve principiava a cair, Eomina juntou uma classe de mulheres entretendo-se ajudando-a a passar o tempo, ao mesmo tempo ensinando tudo sobre ervas de remédios caseiros e muitas coisas sobre o mundo moderno, incluindo as injecções.

E suspirando um dia disse... amanhã faz um ano que entreguei minha virgindade ao homem que amos.

Vim para vos ajudar, mas hoje tenho saudades, das luzes da música dos colegas universitários e, sobretudo de meus pais e da pequena quinta.

No outro dia esta foi presenteada com as frutas dos deuses.

O fruto da noite de noivado... fruto que levava os noivos ao píncaro do prazer.

Este era o cogumelo subterrâneo, depois de ingerir este entre o prazer e a vida não havia mais fronteiras.

Os três meses seguintes não foram fáceis.

Mas um dia que o sol veio aquecer ainda a neve que restava, um helicóptero chegou a clareira com muito ardor desbravada, os nosso heróis davam os últimos adeuses, prometendo voltar quando a estrada estivesse rasgada e estes podassem ver que não existia deus visível, que quando a mentira fosse dominada, a ciência regeria o universo.

Pouco a pouco terminando a ignorância.

O dinheiro do café por dia dos amigos desta vez foi oferecido a engenheiros sem fronteiras.

Os pais irmãos e amigos não cabiam em tanta alegria ao nascer esta filha e neta, tanto esperada, estes nossos heróis nunca deixaram de estudar e trabalhar... até que um dia... ao passar aquele velho restaurante...



Fim deste conto...

No País da Neve.

Por: Armando C. Sousa