No País da Neve X

A Lição


Como se devem lembrar, deixamos a nossa fada de beleza, tomando banho e se lavando na fonte da juventude, os olhos da outras mulheres se esbugalhavam ao ver aquela Vénus nadando e brincando com a água, ela dizia era mesmo coisa que estava a precisar.

Foi nesse momento que uma mais jovem se resolveu tirar a burca e ir para a água, mas sentia-se um tanto comprimida, ao ver suas pernas cheias de grande pelos... Eomina disse se vos confiares em mim, todo vai modificar...

As mulheres foram criadas para atrair o homem e lhes dar prazer, o máximo prazer, mas receber em troca o mesmo que deu.

A mulher deve ser risonha e franzina na aparência, mas muito mais forte que o homem.

A mulher não foi criada com esta beleza, para ser uma mula de carregamento.

Em contra partida o homem vos faz desaparecer debaixo dessa burca, que não deixa arejar vosso corpo, e por tal motivo, vossas amornas se transformam e tereis de criar pêlos, quase por todo o corpo. Todo para eles vos possuir e escravizar.

Ninguém deve possuir um ser humano pela forca.

Um ser humano deve ser cativado, com mimo, com sorriso, com a companhia onde o outro se sinta segura, mas nunca pela forca, ou pelo medo, ou ainda por loucas tradições.

Vós devereis ter os mesmos direitos e responsabilidade, o homem é um ser igual, com a particularidade de ser homem.

Eomina deu a mão a todas e disse, amanhã nos podemos juntar aqui o maior número possível, vamos aprender a nos ajeitar como mulheres.

Entretanto Alípio era chefe de equipa, engenheiro, e um deus.

Pois já teria montado todos os painéis eléctricos de captação de energia solar; e o grande milagre estava feito... Alípio era considerado um deus de luz...

Os homens lhe faziam vénias, que Alípio dizia não, isso, não... somos todos iguais, vós aprendereis se quiseres aprender, mas estes teriam de passar muito tempo para ver que ele não era deus. A mente destes homens acreditava no impossível.

Entretanto Alípio mandou que os homens abrissem uma grande fossa não muito longe de sua cabana.

Pela noite Eomina contou o que se tinha passado com as mulheres do lugar, dizendo a Alípio, olha amoreeeeeeee, aquilo e uma fonte de sonho.

Então os dois, pegando nas lanternas especiais, lá foram se banhar.

Naquela água quentinha foi fazer amor de maneira inimaginável... nadando, rindo e gritando, para mais uma noite de sonho, entre as duas carpetes de lã de ovelha da mais fina.

Ao outro dia Alípio e os homens, fizeram um grande churrasco para toda a aldeia, enquanto as mulheres tinham a lição de mulher com Eomina.

Ela lhes ensinou como deveriam lavar, pentear, e por seu cabelo, cortar o seu pelo pudico para não se ferirem ou o marido a fazer amor.

Seria muito importante cheirarem sempre frescas para trazerem seu marido sempre preso pelo seu sorriso, todo o cabelo deveria ser lavado com tremontelo.

Além disso, seria muito importante para não contraírem doenças incuráveis.

Alem disso, disse todas as mulheres em idade de engravidar, tem de aprender os dias perigosos de gravidez, e fazer sexo de diferente maneira, existe diversas maneiras.

Não é preciso ter filhos se os não desejar.

Donde venho, temos medicação para não ter filhos, mesmo fazendo sexo todas as noites: mas vós aqui tereis de contar os dias.

E nesses dias se quiseres fazer sexo, tereis do o fazer de diferente maneira, para não engravidar, e lhes explicou quais os dias de maior perigo.

As mulheres ao saírem da gruta olhavam-se no pequeno espelho que a Eomina lhe ofertou, rindo-se e remirando os lábios de cor rosada. Estas agora se amavam mais como mulheres, no seu lenço de tule azulado deixando antever um esboço de seu cabelo.

Cheirando a frescura.

Todas as mulheres vinham risonhas ao chegar ao lugar onde os homens ficaram a preparar o churrasco, com batatas cosidas no borralho e coelho a caçador.

Os homens ao olhar o rancho de mulheres que se aproximavam ficaram de olhos esbugalhados e de coração arfando.

Um no bando que nada fazia apenas procurava atrapalhar com suas pregações e pegou na mulher e desapareceu.


A seguir capítulo XI

Deus ou Engenheiro

Por: Armando C. Sousa