No País da Neve

 

Sem duvida Canadá País que se estende do atlântico ao Pacifico, com mais de 5.000 quilômetros de extensão, fronteira com América do Norte, se estende desde os grandes lagos ate ao pólo norte, Canadá é atravessado por grandes corrente de ar frio, fazendo o jogo das montanhas e lagos, estas correntes se transformam no que se chama correia de neve, sempre cada ano esses sítios são os que recebem mais neve, chega a atingir mais de 50 centímetros no espaço de horas.

11 de Novembro se comemora o dia do armistício ás 11 horas e 11 minutos, fazendo nos lembrar as guerras mundiais... nesse dia 11 uma sexta-feira, dum ando do terceiro milénio Alípio no fim do dia escolar da quinta-feira, encheu seu carro de gasolina deu uma boa tarde aos amigos e professores e deixou a universidade via noroeste, Sudbury.

Uma Cidade mineira de Nikel.

Ali laborava como engenheiro seu pai, imigrante dum pais tudo ao norte da Europa Rússia, como não é de estranhar, neste país vivem gente de todos os países do mundo, onde todas as religiões vivem sem atropelos e com respeito.

Cerca das 9 da noite nessa quinta-feira Alípio estacionava bem perto da garagem de casa de seu pai, logo ao sair do carro foi recebido por suas duas irmãs gêmeas, moças que deveriam freqüentar a escola secundária no seu ultimo ano, e ainda por sua mãe ainda limpando as mãos e seu irmão mais novo, Alcino.

A mesa estava posta, mas seu pai não estaria presente, foi chamado ao trabalho para resolver avarias no seu ramo de trabalho.

Mesmo assim o jantar decorreu alegre com mil e uma perguntas de suas irmãs curiosas e com ansiedade de ter mais um pouco de liberdade, a universidade... mas bem longe de sua casa...Seu irmão Alcino pedindo-lhe para no amanhã lhe reparar sua bicicleta , tinha caído e a roda da frente estava empenada... suas irmãs pediam para que as acompanha-se ao cinema... sua mãe queria que Alípio os acompanha-se ao monumento do soldado desconhecido, relembrar os que tombaram nas duas grandes guerras mundiais, para que haja paz, e o dia do armistício no dia no mês 11 na 11hora e no 11 minuto.

Seus pais chegaram do trabalho cerca das 11 horas, trabalho reparado.

Alípio abraçou seu pai e estes iniciaram conversando de seus projectos de caca ao veado no sábado em Manitulin... era a primeira vez que Alípio voltava a casa, desde o principio das aulas em setembro.

O sábado foi passado em família, mas estranhou Fernanda o não vir visitar, soube depois que voltou a Ingland com a família para seus estudos... apenas a família o prendia ao lugar de onde foi criado desde seus tenros anos.

No domingo acordou com uns vinte centímetros de neve branquinha a primeira do ano, mas ao mesmo tempo um dia solarengo e sem vento...depois do meio dia principiaram a aparecer no espaço umas nuvens que se iam amontoando... mas mesmo assim foi ao cinema com suas irmãs que estavam ansiosas de sair de casa.

O filme um misto de amor e aventura fez essas meninas delirar, mas Alípio agora fazia-o pensar nas suas cinco ou seis horas de viagem com forme o trafico e a cara de nevar que o tempo fazia; a mãe de Alípio nada mais fez que encher o carro para que Alípio tivesse por alguns dias os paladares da casa.

Cinco da tarde Alípio entrou no seu carro para a viagem de volta a universidade, caia de já uns poucos farrapos de neve, mas era preciso partir para não faltar a escola no próximo dia uma simulação de operação a apendicite.

A uns 50 quilômetros de Perrissao a estrada já estava com um vinte centímetros de neve... tornava-se muito perigoso guiar nestas condições sem que a estada fosse limpa.

Então Alípio resolveu guiar ate um restaurante que se lembrava de ter visto perto.

Já a uns cinqüenta metros viu num outro carro que se esforçava para seguir para a entrada do restaurante... Alípio conseguiu chegar perto e foi ajudar a puxar o carro para a entrada, fugindo assim da estrada para dar lugar a limpeza da mesma.

Neste momento a neve caia forte tocada pelo vento, a estrada neste momento com mais de trinta centímetros tornava-se impossível de seguir viagem.

Foi neste momento que uma linda rapariga saiu do carro, de olhos meigos envergonhados, disse muito obrigado, pela sua gentileza e ajuda e talvez companhia, vamos agora retirar o seu carro da estrada, pois creio que não pode seguir viagem, depois do Alípio estender cerca de dez quilos de sal sobre a estrada, no lugares onde deveria passar, aquela linda mocinha entrou para conduzir e Alípio ajudando empurrado o carro chegaram a ficar fora de estrada, mas cheios de frio e encharcados.

Alípio entrou dentro do carro, ela olhou para ele tímida e cheia de pudor, mas situação era realmente grave, não podiam ficar com o carro a trabalhar por tempo indeterminado.

Seria melhor entrar no restaurante, mesmo de aspecto desprezível e os sinais a cair.

Ela olhou e Alípio fez sinal de acordo.

A mocinha saiu de casaco grosso pela cabeça enterrando-se na neve que naquele lugar tinha feito duna, mais uns passos enterrou-se e caiu de barriga, a neve deu-se e a rapariga ficou encharcada em água neve e lama: Alípio procurou dar-lhe a mão, mas os pés escorregaram na neve e este se estatelou no mesmo charco.

Os dois riram, mas já o corpo não tinha calor suficiente para conter suas roupas flexíveis; precisavam de as retirar e secar, assim a custo se levantaram, e se encaminharam para a porta do restaurante, mas este tinha encerrado as portas talvez para sempre... depois de um vidro partido e a porta aberta se encaminharam para dentro daquele casebre sem luz e frio.

Eomina já tiritava de frio, assim se chamava a moça que era uma imigrante vinda do Afeganistão, filha de um lande lorde dos poucos que se dedicava ao cultivo de cereais.

Animais e tecidos de carpetes...

Alípio voltou a carro, para pegar o estojo de imergência de inverno, nele continha saco de dormir, e dois cobertores ligeiros de viagem velas e fósforos alem doma lata com um rolo de papel embebido em álcool ...

Alípio disse para a Eomina, sei que a situação e delicada, mas apesar de teu pudor tens de retirar essas veste geladas, eu te voltarei as costas, e estendeu o cobertor nas suas costas para que nada visse desta deusa de mulher, uma caucasiana de cabelos longos e negros que ate ao momento os tinha escondidos debaixo de seu agasalho de inverno.

Alípio sentiu o cair da blusa, depois das calcas, tremeu e se arrepiou; sentiu umas amos a tocar nas suas e agarrar o cobertor, ao voltar-se viu uma linda cara que lhe dizia obrigado beijando sua mão.

Alípio diz-se, agora é minha vez, pois minha roupa está gelada como uma couraça de um guerreiro de mil anos atrás; Eomina riu e disse; também posso ver, pois nunca vi um homem vivo despido, mas mortos já tenho visto alguns nos meus estudos.

Fim do 1º capítulo

Por: Armando C. Sousa