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Aldeia da Maria do Mar IV
Vila
Tifá
Uma
Manhã, depois de um sono reparador, e um sonho maravilhoso,
onde Maria sua esposa voavam no universo astral, onde encontraram
outra gente e procuraram entender-se com gestos sorrisos e abraços.
Estes
acordaram ao ouvir roncar máquinas de trabalho muito próximo,
e outras mais longe da Estalagem Maria do mar.
Os
dois se levantaram e depararam com uma grande placa que estava nela
escrito... Futura Vila Tifá.
As
máquinas trabalhavam rasgando uma avenida marginal, e rasgavam
outra acima do penedo que abrigava a estalagem Maria do Mar.
Os
engenheiros trabalhavam atarefado sempre olhando os mapas onde se
podiam ver os paredões que haveriam de dividir a paia e a
forma estética do que seria a central eléctrica accionada
pelas ondas.
Muito
no fundo do mar, outro trabalho principiava, reparação
e modernização do bugio Palácio do avo do grande
mágico e feiticeiro do mar.
Foram
contratados centenas de aranhões do mar para a limpeza e
polimento de todo o palácio, a trás destes vinham
as ostras que davam a cor do nada progressiva ao azul clarinho do
céu, transformando tudo em magia duma leveza alegre que só
a calma angelical se poderia comparar, com a diferença, a
calma angelical nunca foi vista, e este bugio.
Palácio
seria a atração das crianças do mundo, onde
dentro deste seria transmitido os sons e notas da paz de amizade
e igualdade.
No
andar segundo estavam a trabalhar aquelas belezas de conchas que
se abrem em leque formando os mais sofisticados jacuzzis, dando
a beleza do macio da brancura, ao cor de rosa seco levíssimo
onde olhos repousam deixando-se humedecer de amor.
As
camas eram aquelas grandes conchas em tom macio de ternura, colchões
feitos dos fios das mais delicadas algas, mais fofos que as nuvens
e o ar, onde as crianças do mundo poderiam repousar sua mente
na doçura angélica da paz, ser formadas sem ódios...
as janelas apenas viradas para o amor e igualdade, também
viradas para o espaço para verem a grandeza com que o altíssimo
criou todos os detalhes, da grandeza e amor para termos aqui o leito
da felicidade, tornado em espinhos pelo egoísmo de ser superior,
pelo querer ser fada ou rainha ou rei dos infernos como o tem sido
nossos governantes, civis e donos das religiões.
Oh
sim! Das janelas se poderia ver as cores inéditas da natureza,
entrar nas narinas o perfume da saúde de do amor, na mente
entrava os microcosmos do respeito e da compreensão.
O
andar de cima foi trabalho dos pequeninos bugios, estes prepararam
os acordes da musica, podia-se ouvir os sons das harpas marinhas,
formados pelas bolinhas de espuma.
Batendo e entrando na boca dos mexilhões, ou se partindo
na areia, outros sons eram o vento fazendo ondular o musgo dos penedos
criado na maré baixa do mar.
Tudo
era iluminado pelas baterias das enguias eléctricas... formando
um sonho
Enfim Tifa preparava um palácio de sonho para sua afilhada
terrestre.
Da
amizade criada dentro deste sonho sairia todas as normas de paz
e de amor.
Os
trabalhos da vila Tifa andavam a ritmo acelerado, a central que
era uma obra prima já produzia electricidade para as obras,
os engenheiros do mundo vinham visitar esta maravilha, medindo todos
os pormenores, olhando as correntes e o solo do mar, mas o penedo
de trás que fazia as ondas se esparralhar e partir pelo outro
lado era o principal da central, obra prima criada pela mente do
sonho e o mar.
A
primavera estava a chegar, no alto já se via o amarelo das
flores de gesta e do mato.
Mesmos nos socalcos dos trabalhos os chorões se abriam num
lastro lindo cheiro e cor.
Mas os botões das rosas selvagens já enfeitavam em
grinalda, o seio das crianças, salpicadas das flores amarelas
dos dentes de cão.
Uma
manhã apareceu um desenho na placa da vila Tifá deixam
os engenheiros pensativos ....um palácio em cima da água
com uns carrinhos tendo como estação a estalagem indo
acima do palácio voltando a praia.
Ao
outro dia compreenderam... apalpando o olhos batendo na cabeça
ou dizendo que estavam loucos... má praia batido pelas ondas
estava plantado um bugio maior que um prédio de três
andares como um nome saliente feito com enormes pérolas,
que dizia vila Tifa......apenas a mãe da futura Tifa se pode
aproximar e receber chaves de entrada e títulos de possessão,
todos que pretendiam aproximar-se eram retirado pelo impulso da
natureza, mas Maria do Mar e João entram naquele sonho que
os deixaram paralisados de tão atónitos , todos os
convidados de boas intenções entrariam na reino de
pureza e escola de paz para o mundo, mas os de más intenções
eram retidos como estatuas...
As
dores chegaram a Maria e naquele sonho nasceu a mais bela e bondosa
menina que lhe foi dado o nome de Tifa em comprimento das promessas
no sonho...
Milhares
de crianças do mundo por ali passaram, aprenderam o quanto
vale o amor e a alegria de escorregar num bugio para as águas
do mar.
A
sardinhada na praia ficou como tradição, a panela
de caldo verde cada ano é maior para chegar para todos que
vem por bem...
Um
dia, cá estaremos de volta a festa da sardinhada...
Por:
Armando C. Sousa
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