|
Aldeia da Maria do Mar VII
Foi
o Destino
Amigos
leitores depois do ultimo capitulo, retirei-me para dormir e sonhar
com minha amiguinha a sereia Tifá, e com Tristao e Cloé,
estes que andam com a pequena Valtina.
Tristao tremia todo quando seu corpo tocava nas sedas finas que
cobriam aquele corpo transparente de beleza, mas Tristao nunca tinha
conhecido moças, a não ser aquelas pastorinhas encapsuladas
nos seus mantos pretos de capucho, que por vezes cruzavam com seu
rebanho.
Nunca
tinha visto peitos iguais e os biquinhos a transparecer daquelas
cedas finíssimas, estes a crescer quando suas mãos
se tocavam, e as caras se aproximavam.
Ouviu-se
grande estrondo e os três se abraçaram com medo, os
olhos de Tristao fixaram-se em Cloé e Valtina aquele amor
de menina ficou de rosto escondido no colo de Cloé.
Neste momento a amiga sereia deixou que uma tenda se forma-se sobre
os três; estes acordaram ja com o barulho dos preparativos
do grande dia...da sardinhada e do caldo verde.
Mas
qual foi sua surpresa ao acordar... estavam sozinhos e os dois abraçados,
Cloé corou e principiou a olhar por todos os lados, pois
era habito de acordar abraçada na sua amiguinha Valtina,
mas no meio da noite Maria do mar a tinha levado para o palácio
Bugio e a deitada numa cama com o mais fino veludo, juntinha a Princesinha
Tifá.
Valtina
acordou com os bracinhos da mais bela crianca a cariciando sua boca...
ficou encantada mas lembrava-se de como a Agua fez muro a volta
do grande barco, e perguntava por seu tio o pirata e por sua prima
Cloé; Maria do Mar quase não tinha palavras para mentir
e lhe foi dizendo que sua prima estava vendo os barcos da sardinha
mas logo que estaria para o caldo verde, toda a linguagem era quase
por gestos, e palavras que tinha aprendido com pescadores marroquinos.
Valtina
estava entusiasmada mesmo encantada com a menina, mas queria saber
do feito dos seus.
Maria
do mar disse-lhe que deram a praia alguns destroços, certeza
o barco foi desfeito com o temporal mas poderiam ter sido salvos
e estar noutra praia... Valtina olhou, baixou os olhos e disse também
só vinham para roubar.
Maria
do Mar mais uma vês a abraçou Valtina e a beijou dizendo
que teria nela uma mae, se quiser-se aceitar a Linda Princesinha
Tifá como irmã...
Valtina
beijou a pequenina e pegou nela nos braços com uma alegria
louca; disse em bom Portugues, Mãe, logo que encontre Cloé
lhe pedirei para ficar junto a minha belissima irmazinha porque
eu fui retirada a minha Mãe para servir de dama a senhorita
Cloé; as duas era-mos muito amigas, mas seu pai tratava-me
como criada.
A
gente principiava a chegar, mas as estradas estavam todas entupidas
os campos da aviação cheios de aviões alugados
do estrangeiro.
Os
arcanos do mar realizaram então que os balões feitos
de espuma, com os cartazes feitos de algas tinham chegado muito
longe, que haveria impossibilidade de todos chegarem a tempo.
Então
minha amiga a Sereia Tifá pediu ao feiticeiro do Mar para
resolver este assunto, pois estava certa que todos queriam vir para
receber a alga que curava todas as sortes de enfermidades cancerosas.
Ao
mesmo tempo as malguinhas de feitio de bugios iriam ter uma procura
enorme, mesmo incalculável.
Sabendo
que todo o produto iria para minorar as gentes africanas com enfermidades
de AIDS.
Chegando
o feiticeiro e com visão mental viu as estradas entupidas
para chegarem; num gesto como um deus do impossível... um
enorme campo de parque, apareceu todo esquematizado para todos o
veículos, aquele que não seguisse as regras de trafico
com todas as manobras requeridas era posto automaticamente junto
a sua casa e teria apenas mais uma chance de guiar.
Mas
era tanta gente que vinha para esta sardinhada que o feiticeiro
a todos que tinham intenção de chegar os fez levantar
voo para vir para a praia Tifá.
Então
todos ficarão estupefactos olhando para o ar.... eram camionetas
voando, bicicletas motos carros todos seguindo uma estrada imaginaria
que haveria de parar no grande campo de parque.
Eu
ali estava num cantinho com minha amiga a sereia a ver chegar tanta
gente.
Das
mais conhecidas vi Antonia Gandarela com seu vestido vermelho, a
Maria Jose, com seu vestido de Cigana, a Lindinha com seu missal
de evangelhos, a minha amiga pequenina que a conheci pelo sua borboleta
nas costas e vestido a antiga vermelho veludo, a cara nunca a tinha
visto mas e uma esbelta mulher a amadurecer com porte de rainha.
Pareceu-me
ver minha amiga violeta, daquelas que se prezam de ser mulher madura,
bela ainda, mas não me admirei porque mora mesmo muito perto;
tenho certeza que estavam presentes muitíssimos conhecidos
da net.
Uma
que não vi, bem conhecida da net, foi a poeta Ifigénia,
sempre muito atarefada com a sua academia; outro que não
vi, foi o bem conhecido Poeta Armando Figueiredo, este preparando-se
para declamar das suas mais belas poesias, irá faze-lo com
mestria.
O
recinto estava completamente cheio, a musica era maravilhosa de
todos os géneros, fiquei imensamente surpreendido ao ouvir
num dos palcos um cantor muito conhecido que embelezam os poemas
de meu anjo formatadora, este que faz correr mundo minhas poesias,
a formidável artista poeta pequenina.
Cantava
ele canções do famoso artista Bing Crowsby; estava
a cantar maravilhosamente, mas era um tímido amador, mesmo
assim ao som desta musica fomos encontra a nossa querida Cloé
e seu anjo do amor o Pastor de ovelhas, de nome Tristao que veio
do alto da serra da Estrela, ali perto das paragens do Lendário
Viriato.
Mas
estes estavam tão entusiasmados nos braços um do outro
de lábios colados, que o amigo Ribatejano se preparava para
nova canção e estes ainda rodopiavam nas asas do sonho.
Era
entrenecedor ver estes dois jovem sonhando nas maravilhas do mundo,
alheios aos olhos mais curiosos por ver esta mocinha com capa de
peles de mink enrodilhada o resto do corpo em cedas finíssimas.
Danças
por todos os lados, nos palcos do mar, virados a praia se exibiam
os ranchos folclóricos. outros se passeavam com suas roupas
coloridas cheias de rosas escudos representado os eidos e os castros
e senhorias dos lugares dos condados.
O
povo olhava para o ar eram como balões chegando ao parque
inventado polo feiticeiro do mar tio da minha amiga Tifá...
bicicletas voadoras carros mesmo camionetas carregadinhas...
Todos
se serviam das sardinhas que não paravam de se assar.
Todos
que queriam caldo verde teriam de comprar seu bugio e com ele vinha
o pao de milho... não fartavam as canecas de vinho, e jus
das uvas algálias que dava alegria sem fazer andar cabeça
rodando.
A
festa era de arrombo, os arcanos do mar encontraram os dois meninos
enamorados e os levaram a ver a menina rainha no Bugio palácio
no mar que era onde se encontrava Valtina.
Esta pediu a prima se poderia ficar a guardar a princesinha, mas
se ala precisa-se que estaria a sua disposição...
Cloé respondeu, se quiseres ficar com a princesinha eu irei
ver a montanha com o senhor de meu coração, Tristao...
mas sempre que queiras os arcanos do mar nos juntarão.
A
tarde ja ia alta e eu ainda via chegar alguma conhecidas, e a festa
não terminava e o luar ja estava apic.
Cloé
Prometeu seguir Tristao e os arcanos do mar prometeram o depor na
sua casinha da serra junto a seus cães e seu rebanho.
Todos
retornaram da sardinhada muito mais confiantes com sua alga vermelha
e bugio na mão.
As
estacões de televisão e da radio fizeram rasgados
elogios a tudo que foi visto, tudo comparado ao sonho mais belíssimo
da vida, pedindo o mesmo respeito para o mundo como foi visto na
praia Tifa.
Nesta
famosa sardinhada e cardo verde.
Minha
amiga a sereia Tifá prometeu de acompanhar Cloé e
Valtina na sua odisseia através da vida.
Tristao ficaria
com sua vida ligada a seus dois anjos Árabes.

Capitulo VIII - O Reino Saído das Águas
Por:
Armando C. Sousa
|