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Aldeia da Maria do Mar VI
O
Pequeno Pastor
Amigos
leitores poetas e escritores... como venho descrevendo, esta e uma
historia de pura ficção, deixando a mente baralhar-se
com peripécias sem explicação, apenas para
retirar o pensamento muitas vezes do ardor da vida de trabalho e
de amor.
Como ia dizendo no numero anterior, minha amiguinha Tifa tinha os
preparativos quase nos toques finais, para poder lançar os
panfletos de propaganda para a maior sardinhada e caldo verde de
todos os tempos.
Estes
foram escritos em papel de algas e enviado para todos os lados nas
ventoinhas dum tufão que arrancou toneladas de peixe que
os distribui por todos os lados ao terminar as forcas dos ventos.
Juntamente
nos balões de espuma, vinham pendurados os panfletos anunciadores
da sardinhada.
O
pequeno pastor ao ver um desses balões passar, pegou na fisga
e atirou certeiro rebentando o balão de espuma, caindo assim
o panfleto escrito na linguagem das sereias, mas que era transmitido
em alto som assim todos poderiam saber onde ficava a festa e o resto
dos pormenores.
Este
que nunca tinha visto uma vila, ficou radiante e ao mesmo tempo
apreensivo com medo de o não poder fazer, pois teria o rebanho
para guardar sozinho desde que seu pai desapareceu correndo atrás
de uma imagem que ele dizia ver cada manha, e que parecia ser sua
esposa, essa imagem se transformava em veado quando era descoberta
atrás dos pinheiros ou arbustos.
Sua
mãe tinha morrido do parto, e seu pai o criou entre os cães
pastores... que os livravam dos perigos da serra; e assim peles
de links e minks, as cabras e ovelhas que eram sua vida.
Seu pai nunca mais voltou da correria atrás do veado; este
estava mesmo quase a agarrar-lho, mas o veado saltou no abismo e
os dois desapareceram na queda, um poço quase sem fundo de
escuridão, apenas em noites quentes de lua cheia se podia
ouvir um murmurar, de sons meigos como ali existisse um mundo de
paz e amor.
Este
imaginou um plano que poderia resultar se tudo corre-se bem.
Lembrou-se
em ensinar os cães a guardar rebanho sozinhos a mesma hora,
e por o rebanho a pastar a cada dia.
Havia
o problema do comer para eles, e racionado, mas suficiente para
os manter sadios e sempre alerta para defender o rebanho.
Assim
do lado norte da serra atrás de um penedo onde a neve nunca
derretia completamente, este jovem que tinha sido baptizado com
o nome Trintão ensinou seus cães e companheiro das
agruras e perigos da serra a esconder na neve sua comida e a racionar,
então caçarão um javali e ali o depôs
aos pedaços, mostrando-lhe a ração de cada
dia, depondo ali uma quantidade de queijos para variar sua alimentação,
ainda ensinando de mansinho a mugir as tetas das cabras mais cheias
para as livrar do peso e da pressão do leite.
Tristão
falava com seus amigos, e eles entendiam abanando a cabeça
e o rabo sorrindo.
Chegou
ao dia Tristão pegando num molho de peles, pois era o única
coisa que poderia trocar e seguiu para a Aldeia da Maria do mar,
agora a Praia Tifá.
Neste
meio tempo os balões carregados pelo tufão espalharam-se
pelo mundo fora, e assim no meio do mar foram cair num grande barco
de Sarracenos infiéis e ladrões.
Que logo pensaram em se aproveitar das multidões e poder
roubar mesmo o palácio do bugio.
Tristão
chegou, tudo apostos mas ainda tudo deserto, apenas luzes no mar
talvez pescando a sardinha; então um arcano do mar logo se
apresentou para lhe mostra a menina a que faziam este caldo verde
e sardinhada em sua honra, assim Tristão viu a menina mais
linda que deveria existir na terra; Tristão principiou a
fazer um casaco das peles de mink para oferecer a tão bela
menina, e ao mesmo tempo pedir alguma coisa para comer.
Não
se fez esperar na praia apareceu uma mesa com todas as iguarias
que Tristão nunca tinha visto igual, este comeu e agradeceu
as estrelas por tão bela mesa sem saber de onde tinha aparecido,
a bebida era muito melhor que o vinho das amoras que seu pai lhes
ensinara a fazer.
No
meio do mar o barco Árabe se preparava para lançar
ancora e vir em pequenos barcos, se prepararem para o roubo, mas
os arcanos estavam atentos, formando uma muralha de água
intransponível a volta de seu barco mãe, apenas ficou
fora da muralha um pequenino barco que estava a ser carregado, nele
apenas estava a filha do capitão chamada Cloé rapariguinha
linda dos seus 15 anos, e sua amiguinha Valtina.
Os
arcanos trouxeram o barco a salvamento, mas fez tão grade
ventania que arrancou os véus que cobriam as faces das duas
mocinhas Árabes, deixando a descoberto, faces de beleza pura
com seus olhos grandes como duas azeitonas pretas onde se podia
ver o brilho que o cio da a carne.
Os
arcanos do mar as encaminharam estas duas belezas para a mesa onde
se encontrava Tristão que ficou estupefacto e de coração
a bater desenfreado, ao ver aquele corpo mais desenvolvido de Cloé
embrulhado em cedas transparentes que o enlouquecia.
A
noite esfriava com o ventinho do mar: então Tristão
retirou as mais belas peles de Link ja preparadas para costura e
as deitou sobre os ombros destas; anjos de beleza...
Onde a incerteza bailava no seu olhar.
Capitulo VII - Foi o Destino
Por:
Armando C. Sousa
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