Aldeia da Maria do Mar X

Reunião de Família

 

Tristao ainda correu um pouco atrás do lobo, mas recuou não fosse haver alcatéia perto; assim voltou Para junto de Cloé que tremia no meio das palhas coisa inédita para esta menina filhas dos haréns Árabes, mas sempre bem disposta a seguir o caminho traçado pelo destino e empurrões do Arcanjo do mar.

Foi mais um sem fim de beijos, de abraços e promessas.

Ainda o sol não tinha subido o pico da montanha e ja os dois se banhavam numa queda do princípio do rio Mondego onde a água era tão clara como seus espelhos de espírito onde apenas reflectia a sombra do bem fazer.

O calor dos seus abraços, foram as suas toalhas macias e absorventes.

Cloé vestiu suas cedas e pegou no seu capucho de pele macia dos mais tenros anilhos.

Tristao pegou num queijo e num jarro de leite, o pão foi aquecido encima doma pedra lasca e sentados a porta da gruta comeram com avidez.

O sol apareceu no pico da montanha, entrou a gruta que ficou toda iluminada, que afinal viram que não era assim sinistra.

Nu lugar onde estavam os pirilampos, era um pequeno parapeito, parecia ser trabalhado pelos homens, Tristao aproximou-se e viu que existia uma pedra (dissimulado) com o mesmo barro da gruta.

Este usando a faca de pastoreio esgravatou e consegui retirar a pedras, onde no fundo continha uma caixa antiguíssima, faria falta saber o que continha.

Outra vez a faca pastorícia trabalhou em pouco tempo viram uma lindíssima coroa de rainha...estava escrita com signais que Tristao não soube ler, e ao lado uma grade pedra que brilhava provavelmente de enorme valor.

Mas Cloé tinha feito sua escola em decifrados inauditas e conseguiu ler... Esta coroa Pertenceu a uma Rainha Finícia... só poderá ser usada num novo reino... esta pedra pode servir para enriquecer a mente da rectidão.

Cloé pegou na pedra e fechou a caixa dizendo, novo reino? Terá de nascer... Tristao ruiu...? E a pedra?

Essa poderá ser usada para enriquecer a inteligência, e os conhecimentos de bem fazer.

Depois destes distribuir os queijos e o leite, pelos mais necessitados, voltaram pela casa da senhora, que estava bastante mal, mas já a encontraram bastante melhor... lhe prometeram que voltariam.

Sendo já tarde voltaram ao seu casebre da montanha, ver seu rebanho e seus fieis amigos, que logo se estenderam a seus pés com mil e uma lambidela.

Apenas um estava um pouco ferido, provavelmente teria lutado com o lobo para proteger o rebanho.

No seu dormir, no seu sonhar, outra vez sua amiguinha Tifá, esteve com os dois conversando, foi um sonho maravilhoso onde a sua prima Valtina esteve também com a princesinha que vive no palácio do bugio, e no sonho deram uma voltinha pela ilha encantada que vinha de sair do encantamento vulcânico e dos mistérios do mar.

Ao despedir-se, disse-lhe, que na manha, os queria ver na casa dos dois idosos, haveria uma surpresa para todos.

Manha cedo os dois namoradinhos desceram a ladeira e confiaram mais uma vez seu rebanho aos dois animais que eram mais amigos, que o maior amigo, sempre contentes apesar do seu trabalho duro, angariando também sua alimentação.

Ao chegarem ao local, lá estavam os dois idosos sentadinhos virados ao sol nascente, mas a grande surpresa é que um pedaço do jardim já estava cavado e feita a sementeira das batatas tardias.

Os dois olharam para o galho do pinheiro manso e lá estava sorridente o nosso arcanjo do mar, mas só os dois namoradinhos poderiam ouvir e falar Com Tifá.

Estes abraçaram os dois idosos que dava gosto ver aquelas rugas do sorriso...estes cheios de alegria disseram o nosso filho chegou ontem, o nosso querido Tabico.

Estes olharam para o galho, o arcano lá estava fazendo sinal que lhes queria falar.

Estes foram cumprimentar Tabico e disseram vamos conferenciar e voltamos em minutos.

Foi determinado que podereis dar vosso rebanho a Tabico que assim nunca mais deixara seus pais; eu o encontrei depois de tanto procurar, numa quinta Espanhola de beterraba e Laranjas, eram vigiados por guardas, sem poder sair nem receber o fruto de seu trabalhos, entrei no escritório deduzi o que lhes deviam e voei com ele enquanto sonhava, aqui o depus, mas agora falta o motivo para que fique com os pais.

Vós ontem recebeste todo o preciso para estudares e viveres.

Aquele diamante pagara para os estudos nas melhores universidades do mundo, Valtina vos acompanhara, no aprender.

Tendes o poder de cada vez que meteres a mãos ao bolço poderes retirar um euro.

Mas perguntaram os dois ao mesmo tempo, e atua afilhada? A princesinha do palácio do bugio?... bom nas minhas viagem pelo mundo vi uma menina africana chorando sozinha
Pondo pedra sobre pedra sobre os corpos quase desfeitos de seus pais, que morreram com SIDA... e os abutres espreitavam para se banquetear.

Então será essa menina tão meiguinha a nova dama de companhia da princesinha minha afilhada, vos ireis aprender a combater o mal que está quase senhor do mundo, sem um só deus a valer a esta humanidade.

 



Capítulo XI - O Aprender

Por: Armando C. Sousa