Aldeia da Maria do Mar

 

Creio que todo os meus amigos poetas e leitores se recordação da Maria do Mar e seu marido João.

Estes dois apaixonados de, pois de casarem ficaram a viver e administrar aquela estalagem única: cenário da mil maravilhas, lugar quente a praia de areias de corais e branquinhas conchas, o mar entrava areia dentro muito mansinho se podia ver branco a mais de 100 metro de distancia; a naquela aldeia pescatória. Era mais um céu que ultimamente todos queriam abandonar.

Verdade encontrei a Aldeia Maria do Mar muito desolada e quase sem ninguém: disseram, desde quando aquele navio passou a limpar os seus porões e deitar para o mar o petróleo em bruto, este entrou em todas as enseadas e praia.

Os turistas desapareceram porque os moradores abandonaram o lugar e não o quiseram limpar.

Apenas João e Maria trabalhavam dia e noite para a limpeza.

Um dia viram quase com desespero que do outro lado da aldeia apareceu um buraco enorme, nas dunas do outro lado da praia, e como um túnel que vinha do mar direito a esse enorme buraco com mais de 50 metros de largo e ainda mais de fundo que a largura.

Uma noite João do Mar estava muito desesperado ao sentir que os meios escasseavam para viver, os peixes davam a praia cheia de óleo já mortos; seu alento escasseava, ao ver Maria terrivelmente cansada e quase faminta,

Este pegou n’um grande lampião, e no seu barco e se lançou ao mar, deixando-se seguir com o decorrer de seu pensamento, que neste momento estava com a sereia Tifá que tantas vezes o ajudou na faina do bacalhau.

De momento muitos golfinhos rodearam o seu barco e encimaram uma musica tão alegre e divertida que João se esqueceu das agruras da vida, estes saltavam o barco que o faziam balouçar e estremecer de medo de se afundar.

De momento montada num garboso cavalo marinho aparece Tifa, com um grande sorriso vendo João com um olhar de medo.

Tudo sossegou no mesmo momento, com ela vinha o grande feiticeiro dos mares montado num bugio enorme que quase fez desmaiar o nosso herói João do Mar.

Verdade esse bugio mais fazia lembrar o penedo onde ergueram cristo rei no Brasil, João tremia, mas Tifá o cobriu com seus cabelos e o acalmou com um longo de doce beijo, dizendo vamos terminar com tua penúria de uma maneira que nunca imaginaras.

O feiticeiro falou com a voz do mar enfurecido, Tifá pediu ao grande feiticeiro calma, para lhe dar ordens a ela que as transmitiria sem João tremer.

Esta depois de uns bons minutos falando com o feiticeiro, Tifá disse; João, já sabemos o que vai com tua aldeia, mas tudo vai voltar a ser ainda muito mais do que era... hoje mesmo vamos afundar o cargueiro que tem inundado todas as praias vizinha de óleo.

Para o fundo ira o capitão e seus mais próximos comandantes.

Estes propositadamente deixaram estragar o mar e a terra, o cargueiro será enterrado nas profundezas, nós estancaremos o rombo que hoje tem, com algas que colam, e se misturam com o ferro.

Tu meu anjo, com quem já tive momentos de puro prazer quando sonhavas, nos teus dias negros da pesca do bacalhau, vais para junto de Maria e a vais acalmar, esta noite o mar vai falar alto, mas tu não tenhas medo, o óleo do mar que te vem destruindo tua vida v ai ser empurrado pelo sopro para o poço do outro lado de tua estalagem.

O enorme bugio principiou a desaparecer.

Desta vez um exército de cavalos marinho, rodeou a sereia que lhes deu ordens e estes desapareceram como por encantamento, como o verdadeiro encanto do mar que enfeitiça...Tifá batendo com sua cauda nas ondas disse, vou desaparecer, tu João Levanta teu lampião e vais ter peixe para ti e os vizinhos que vão ter medo do mar.

Apenas uns segundos, este levantou a Luz, os peixes a saltar para a luz caiam dentro do barco, que em pouco tempo estava a meio peso, de momento veio um tão grande que lhe atirou a luz ao mar e não mais peixes saltaram.

João regressou, e quando as nuvens descobriam o luar este parecia ver um busto que andava inquieto no areal da praia.

Verdade era Maria do Mar que esperava o marido naquela noite que este partiu desesperado...

Estes deixaram o peixe no barco, e foram para a estalagem passaram uma noite de loucura, pois Maria se agarrava a seu marido louca quando ouvia o mar rugir como nunca rugiu, mesmo que seu marido contava o encontro com a sereia, Maria dizia que foi sonho e mais o beijava e se entrelaçava nas pernas do João do Mar.

No Próximo Capitulo...

A Praia e o Chamariz


Por: Armando C. Sousa