|
XXI Semana Cultural Alentejana
Teve inicio dia 14/10/2005
Toronto Canadá
Neste
dia 14 de outubro do ano 2005 Dr. Tomás Ferreira presidente
da assembléia geral da casa do Alentejo, deu inicio a mais
uma semana cultural da gente que veio do meio de Portugal de entre
as Beiras e o Ribatejo, onde os dias não tinham fim entre
o ouro do trigo, e o vermelho das papoilas, onde do hábito
de cantar nasceram grandes poetas, grandes fadistas, e as mais belas
baladas canções, que se faziam ouviu nas noites mais
frias ao redor da lareira, ou nos dias quentes á sombra das
oliveiras ou sobreiros.
Dessas terras que foram o seleiro de Portugal veio até aqui
para ter mais pão e uma vida mais humana; essa gente que
apesar das dificuldades, e das distancias tem tornado o Alentejo
tão perto, e mais visível a todos os Portugueses que
por aqui labutam.
Dr. Tomás Ferreira lembrou, que a casa do Alentejo estando
virada para a cultura Alentejana é muito mais que isso, cerca
de 22 anos vem promovendo a cultura Portuguesa, e na verdade que
lhe devemos estar gratos, por que esta casa a cada ano trás
Portugal a nossos pés...
Depois das boas vindas de Dr. Tomas Ferreira a Sra. Presidente do
executivo Fátima Martins, agradeceu, se prolongou dando uma
idéia das linhas traçadas para a cultura, desta semana
cultural que se vem de iniciar, falou do inicio da abertura desta
casa, que muitos jovens que se formaram nestas linhas estão
entre os 5% que fazem a diferença para o viver e transmitir
boas maneiras.
Fala depois Rosa Sousa como representante da ACAPO e como passada
Presidente desta casa.
Mário Silva pelo governo federal articulou algumas palavras
lendo; oferecendo um certificado de gratidão em nome do governo.
Seguidamente falou Tony Roprech que entregou uma flor Trilium em
nome do governo, do Ontario, mas ouro falso.
Sr. Mário Silva... Sr. Tony... gente desta, á frente
dos designes duma casa desta envergadura merecia muito mais que
um papel mal lido, Mário Gente Assim, para se orgulhar de
seu trabalho a favor da juventude deste País, e entretenimento
para as crianças, e tranqüilidade dos pais, merecia
mais que uma folha mal lida, estes merecem uma folha de maple em
ouro puro, como reconhecimento de seu enorme esforço.
O Trilium flor desta província, deveria ser também
em ouro Sr. Tony , mas nunca um objeto de imitação
importado.
César Plácido em nome do concilio desta Cidade mereceu
todos os aplausos... neste meio tempo, foi servido, vinho, e queijo
e um brinde a esta semana cultural que acabara de ter seu inicio
com o entoar o hino nacional Canadiano e o hino da mãe Pátria,
Hino Português, pelo conjunto dos grupos de cantares Alentejanos
Feminino e Masculino.
Alentejo tão longe e tão perto, é o tema, durante
uma semana não só Alentejanos mas sim todos os Portugueses
podem estar bem perto da cultura Alentejana, que vem até
nossos pés, em carne e osso, com sua viva vós, com
os abraços bem fortes para apertar tantas saudades.
Entre estas saudades, estará uma orquestra, vinda do outro
lado... do verdadeiro Alentejo, instrumentos, arte da nossa gente,
o folclore que ainda esta gente canta lá longe.
Depois a vós de ouro dum Alentejano fadista e seus músicos
privativos, que só por si deveria encher o salão,
com muita mais lotação, mas existe alguma coisa nesta
gente que me dificulta a compreensão; sempre que passa pela
direção, é difícil ver essa gente voltar.
Haverá alguém que me possa dizer o porquê?...espero
que a presença Antônio de Pinto Bastos e seus músicos
privativos e a presença da orquestra sinfônica de Galveias
possa unificar valores Alentejanos indispensáveis a esta
cultura e a esta casa que cada dia que passa se vai tornando mais
pequeno, ou os valores diminuindo.
Amigos, numa semana cultural é impossível encontrar
perfeição, e afinal quem pensa que terminou sua aprendizagem
dê o primeiro grito.
Domingo, estive presente depois do Almoço de gala, para presenciar
a dança das Ceifeiras, mas sobretudo da banda que veio do
outro Alentejo, daquele Alentejo para onde fizemos voar nosso pensamento
e posso vos afirmar que os ceifeiros deram um tremendo espetáculo,
e a banda composta por juventude ALENTEJANA, com 80% dos doze aos
vinte anos, não trouxeram as saudades mortas, mas fizeram-nas
reviver com som (Amália) e marchas e música de dança,
depois, o som límpido, este e seu técnico estão
de parabéns.
Hoje é o último dia desta semana cultural que podem
ouvir e presenciar esta orquestra sinfônica cheia de juventude,
mas cheia de música na maneira de seu viver, que encherá
o coração que qualquer Português que ame um
pouco do nosso passado.
Por: Armando C. Sousa
|