O Valor dos Amigos

 

Amigos leitores, eu sou do tempo em que se aprendia como viver, e ter amigos, com contos e exemplos, muito mais que com os livros; então, nesse meu tempo de criança depois da ceia, escutava-mos as historias mais lindas que quase sempre terminavam em castigos dos que não cumpriam com exemplos de moralidades próprias da vida, quantas vezes sendo premiados com o amor, ou com a confiança de honestidade, vivendo felizes para sempre.

Então se principiava, era uma vez um moco que muito gostava de conversar e brincar com a filha do rei; todos os momentos que a via no jardim pedia a sua mãe para lhe dar licença de ir brincar com ela.

Sua mãe compreendia as suas intenções e logo lhe dizia porque não fizeste os serviços que te pedi para fazeres, vez Tabico; se os tivesses feito agora estarias livre para brincares com a princesa.

Tabico ficava desesperado, e dizia a sua mãe farei tudo logo; sua mãe respondia isto era para estar tudo feito, e enquanto o não fizeres não podes sair.

A rapariguiha princesa veio chamar por Tabico para ir jogar no baloiço real, Tabico muito desolado disse.

Minha Princesa Tâmara, não posso enquanto não tiver feito o que minha mãe me destinou; foi então que a prinsesinha se lembrou que teria as lições de piano e os deveres do mestre para fazer.

Assim foi fazer tudo que a rainha tinha ordenado, no fim sentiu um grande abraço de sua mãe com as lindas palavras, este beijo querida, é pela tua sensatez e caminho correcto da vida, se assim continuares, serás rainha e teu reino o melhor, e disciplinado, de todos os reinos.

Já há noitinha Tabico se encontrou com Tâmara nos terreiro do palácio real; este corou e ela também, dizendo na próxima temos de ser mais obedientes, e atrás do coqueiro do largo, deram as mãos prometendo selando a promessa com uma cuspidela nas mãos levando-a ao peito, prometendo de fazer tudo antes da brincadeira.

Tabico cada dia no fim da escola perguntava a sua mãe o que deveria fazer antes de seus tempos livres, então a mãe principiou por lhe arranjar um pedaço de terreno onde Tabico deveria transplantar e semear suas preferidas flores, regar e cuidar de retirar as ervas daninhas, teria de as alimentar e as venerar;.. mas ele disse isso assim pegara meu tempo todo e me faltara tempo para brincar com a Tâmara.

Mas aos poucos tâmara o vinha ajudar a venerar suas flores, o jardim principiou a ser o mais viçoso da redondeza. As flores eram tantas e belas, que Tabico oferecia a sua mãe cada dia uma das mais belas rosas, esta sentia-se orgulhosa.

O pequeno jardim de Tabico era mais vistoso que os grandes jardins do reino.

Os dois cresciam, tâmara corava, sempre que Tabico lhes dava beijos como anos atras, ele era a mesma criança, mas ela, andava acompanhada com dama de companhia e de sombrinha.

O tempo chegou de Tabico ir para o colégio no reino vizinho, os estudos e o trabalho dos campos do colégio retiram-lhe todo o tempo de brincadeira, ainda escreveu duas letras a Tâmara que não chegaram ao destino, falava dos dias alegres de brincadeira nos baloiços do jardim real.

Tabico nunca fora bem dado com animais que por vezes brincavam no meio de suas flores destruindo-as e isso preocupava o rei, que via o seu tempero, o Rei, um dia observou a surra que este deu ao cavalo de seu pai, por este lhes comer umas rosas... este não sabia apreciar o bem que um cavalo lhe poderia fazer, e como e fiel a amizade dum cão, sempre o lambe quando chegas e se senta a seu lado mesmo nada dizendo não deixa seus inimigos aproximarem-se.

Seus pais no tempo de ferias iam passar uns tempos com Tabico, este crescia puxado pelos exícios do trabalho nos campos de cultivo, trabalho duro, e as longas horas de estudo, este conhecia quase de tudo mas pouco valorizava a amizade de animais amigos, que o ajudavam no dia adia.

Um dia de quase verão Tabico voltou, a casa pertinho dos jardins reais, desceu do coche puxado por quatro magníficos cavalos, saídos da cavalariça do reino.

Passeando com sua dama encontrava-se Tâmara , que se reteve espantada, seu pequeno herói , companheiro de sua meninice, estava ali na sua presença mas desta vez ela mais coradinha se tornou.

Queria correr para ele que ainda não a tinha visto, ou não reconhecida, estavam pretíssimo, mas Tabico muito distraído a olhar para o chafariz erguido na praça, para ele ainda novo... olhando olhando se esbarrou na dama de honor, este de chapéu na mão pedindo desculpas, encontrou os olhos de Tâmara que chispavam, este num gesto automático a saudou e foi com um beijo diplomático; Tâmara, neste momento se agarrou a Tabico e lhes deu um bei demorado e apaixonado que fez corar Tabico, enquanto a dama de honor procurava com a sombrinha esconder aquela paixão de criança.

Na janela do palácio encontrava-se o rei e rainha, que viram aquele beijo louco de sua filha querida e única herdeira do trono.

Estes quiseram ver as qualidades do amor de sua filha e se seria capas de governar um reinado com amor e respeito para com todos os amigos de uma vida, que nem os séculos, vem apagando.

O rei pediu a Tabico se poderia cumprir uma grande missão, para o reino.

Este na ancia de poder agradar ao pai daquela que lhes deu o primeiro beijo que lhes deixou a cabeça rodando e tremeliques de paixão, todo orgulhoso disse que sim que estaria todo as ordens de seu rei.

Este disse a Tabico o caminho é longo, e perigoso, deves tomar conta do mais importante e este tomara conta de ti.

Deu-lhe uma bolsa com alguns diamantes e uma nota para entregar a seu irmão no reino vizinho, este queria cumprir esta missão para o pai de sua amada o mais rápido possível.

Montado no cavalo, segui caminhos, e carreiros sem respeito pelas forcas dos animais, o cavalo e o cão, duas das criaturas mas servis e amigos do homem, já era noite e Tabico ainda seguia sem caminho, quando de repente seu cavalo tropeçou e Tabico cuspido da sela se foi estatelar num pequeno charco.

Molhado e dorido levantou-se, preparou uma fogueira para secar as vestes e calças, seu cavalo ficou junto apenas se encostou a uma arvore, o cão desapareceu por uns minutos para logo voltar com um bom coelho, que Tabico com a fome que estava tratou de o assar na fogueira.

Ao ver cair das bainhas de suas calcas um rolo ensopado lhe foi despertada a curiosidade, o abriu e principiou lendo... o que dizia.

Querido irmão; aqui vão alguns diamantes para despistar e medir honestidade, creio que minha filha esta apaixonada por este mensageiro... mas quero ver se ele é capaz de respeitar os amigos que fazem rodar o reino, transportando-nos e caçando para nossa comunidade,,, e sendo assim se pode ser bom marido e consorte da rainha, que o será minha filha Tâmara...

Tabico ao ler viu o erro que tinha cometido em não tratar os animais como devia, logo foi descarregar o cavalo o cobriu com sua manta e lhe foi dar a ração, ao cão o aconchegou e o serviu com metade de seu coelho e lhes serviu uma talha de água.

Ao outro dia examinou a perna do cavalo que parecia coicear e procurou um ferrador que depois de lhes retirar uma pedra de entre o casco disse estar bom, este pediu para lhes dar de comer, e o tratar para uma viagem ao reino... tudo foi feito...Tabico disse com seus botões tudo se pode aprender, e tudo se pode fazer por o amor duma mulher, e este cavalo foi minha salvação, eu ainda desconhecia o valor dos melhores amigos, de hoje para a frente farei meu melhor para que todos tenham o seu melhor, apenas me sinto envergonhado pela minha curiosidade.

Mais tarde confessarei e minha amada rainha... o reino prosperava e a cada dia se via Tabico e Tâmara, rodeado de crianças contando-lhes historias de ninar e moralistas, as mesmas que hoje conto... estes muito se amaram e foram, os primeiros professores de seu reinado, governando e educando.

 



Por: Armando C. Sousa