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O Príncipe Malotinha
Na
minha meninice adorava ouvir meus irmãos mais velhos principalmente
a Carolina ou o Manuel contar-me historias de Príncipes e
fadas, de princesas encantadas, ou prisioneiras, de algum louco;
que as encerrava em torres ou calabouços subterrâneos.
Quase
sempre se passava este dos serões à roda da do brasume,
ou muitas vezes já na cama, em grandes noites de inverno
debaixo das mantas de farrapos frias mas pesadonas
Quando a historia tinha um desfecho sublime de felicidade, onde
o direito e o bem terminavam de mãos dadas, com lógica
e virtude; sentia-me extremamente feliz.
Essas
histórias principiavam sempre “ERA UMA VEZ ANTIGAMENTE”...
um rei, que sua esposa a Rainha deu á luz um filho lindo
e perfeito, até que sua criada e prima o foi lavar das marcas,
e sangue de nascença; mas quando o trouxe à cama da
mãe o principezinho já vinha com uma malotinha.
A
rainha bem chorou, mas teve de se resignar a criar o seu filho primogênito
que deveria ter direito ao reino, mas assim defeituosos?..
A
criança cresceu sempre raquítica e doente, até
que o rei e a rainha resolveram ter mais outro filho, mas afinal
nasceram dois gêmeos que eram uma riqueza de moços
bonitos em comparação ao irmão malotinha.
.
Os três Príncipes foram criados com grande educação
pelos melhores professores de livros e armas do reino, com a diferença
o Príncipe malotinha mal podia com a espada culpa do seu
raquitismo.
Os
pais desgostosos procuravam maneira de deixar o reinado para um
dos irmãos gêmeos; mas ao mesmo tempo a consciência
lhe doía, sabendo que o direito pertencia ao primogênito.
Com
forme foram crescendo os pais foram preparando os filhos, que todos
iriam ter uma grande oportunidade de serem reis.
Depois
de os preparar em todas as formas de governar, de tolerância
e de guerra, disse-lhes podeis sair juntos e separar-vos na primeira
encruzilhada de caminhos indo procurando noiva, aquele que me trouxer
no tempo determinado o melhor presente feito pelas mãos da
mulher que ama será o herdeiro do trono.
Assim
seguiram os três conversando, separando-se na primeira encruzilhada
de caminhos já tarde ia alta.
O
príncipe malota seguiu pelo lado esquerdo, os outros seguiram
um pela estrada do meio outro pela da direita.
Vamos
seguir o caminho do príncipe malota que se ia tornando pedregoso
e acidentado; lá longe muito longe por vezes por meio dos
arvoredos se poderia distinguir uma pequena cabana, o caminho tornou-se
num pequeno carreiro de animais, a noite estava a chegar o príncipe
no meio sem orientação, foi então que viu deslumbrar
uma luzia muito longe, e assim mais contente seguiu o rasto dessa
lusinha de salvação.
À
noite passo-a quase caminhando para essa lusinha, ao lá chegar
viu que era uma cabana muito velha e sem vidros as janelas.
Ao
espreitar sentiu-se arrepiar com o que viu, estavam lá dentro
muitos macacos, e macacas que brincavam e dançavam.o malotinha
já ia fugindo quando uma macaquinha lhe saltou para os ombros
e lhe deu um beijo na testa, e lhe disse não tenhas medo,
eu gosto de ti e vamos brincar.
O
Príncipe malota ficou abismado de ouvir a macaca falar, mas
ao mesmo tempo com menos medo mesmo pronto para entrar na brincadeira
com os macacos.
A
macaquinha perguntou-lhe o motivo de seu encontro , a que o ele
lhes respondeu que procurava noiva para casamento e tinha de levar
aos pais a coisa que eles mais adorasse como prenda da sua amada...
Logo
a macaquinha lhe saltou para os ombros e o beijou muito na cara
na boca na testa e lhe perguntou eu servirei para tua noiva..quando
olhou viu todos os grandes macacos de volta dele, e teve medo de
dizer não.dizendo veremos o que meu pai diz.
E
continuou , veremos o que meus irmãos levarão a meus
pais, ele escolherá entre nós o que irá reger
o reino...
Seguimos
agora o Príncipe do meio que o vamos encontrar numa luta
desigual entre três ladrões que procuravam roubar e
abusar duma linda dama que transportava uma cantarinha de ouro e
diamantes, uma riqueza e beleza imensurável .
O
seu cavalo foi um grande companheiro de batalha, com duas patadas
eliminou um dos ladrões e o príncipe batalhava de
espada em riste contra os mal feitores, um deles foi ferido mortalmente
o segundo ao fugir encontrou a perna da moça com uma rasteira
que o fez cair no precipício da morte.
O
terceiro príncipe que seguiu na estrada da direita, chegou
ao outro dia em frente duma grande torre, onde lhe parecia ver uma
cabeça de mulher, com um cabelo muito comprido e de ouro,
talvez estivesse a sonhar cansado pela noite sem descanso.
Mas
ao reparar viu aos portões da torre um enorme gigante que
guardava a entrada.
A
dama da torre virou-se, e era uma beleza a sua imagem, ela viu o
cavaleiro e fez-lhe sinal que estava presa, então ele resoluto
se encaminhou par o gigante dizendo algumas palavras a orelha de
seu cavalo, este se encaminhou para o gigante, chegando a ele virou-se
e desferiu-lhe dois pontapés nas partes privadas do monstro
que o deixou encorrilhado como uma cobra gemendo de dores, logo
o cavaleiro vai com a espada para liquidar o gigante, este de joelhos
pede clemência e que se prostraria a ser seu escravo.
Que
o guiaria através dos subterrâneos da torre, que a
dama estava encerrada pelo egoísmo de seu pai ao determinar
que seus cabelos eram de ouro, encerrou-a na torre para ela com
seus cabelos confeccionar as mais ricas toalhas, para fazer inveja
aos reinados vizinhos. o pai ao dar falta da filha morreu de raiva
e o príncipe voltou com ela, e os artigos que ela tinha trabalhado
a seu pai, que ficou encantado, esta tinha direito ao reinado de
seu pai que morreu.
O
príncipe malota não teve outro recurso que vir com
a macaquinha e comitiva de macacos para apresentar a seu pai.
Ao
passar por a fonte da moura o malota quis beber esperançado
no encanto da fonte.
Logo
que ele tocou a água e reparou no reflete do espelho da água
, viu a mulher mais bela de sua vida, os macacos já não
o eram, mas sim homens bem garbosos ele já não tinha
malota que era uma maldição duma fada malvada que
o assistiu no parto.
A
cabana dos macacos era um reino amaldiçoado que a água
da fonte da moura quebrou o encanto e cujo reinado pertencia á
macaquinha que já agora irias ser sua esposa.
A
prenda da macaquinha para o pai do príncipe Malota era uma
toalha da sua bisavó que tinha sido roubada do reino pela
bruxa, mãe da bruxa que o tornou defeituoso.
Ao
juntarem-se os irmãos foi uma festa no reino onde todos os
pobres foram convidados, e retribuídos com terras, tornando-se
reino mais prospero das redondezas e os filhos seguiram o exemplo
dos seus pais, vivendo esses reinados em franco progresso até
aos dias de hoje.

Por: Armando C. Sousa
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