Jornal Nove Ilhas e o Armando

 

Amigos! Tenho de me esquecer destes dias frios, nuvens muito escuras e os farrapinhos de neve a cair, e neste meio ver o fantasma da ditadura a entrar no jornal que á tanto tempo escrevia.

Foi doloroso para mim, ver o risco vermelho riscar artigos, que me eram queridos e para muitos de meus leitores, onde a hipocrisia, e a ditadura, não entram, até no jornal nove ilhas estávamos protegidos, pela nossa responsabilidade, afinal tudo foi por água abaixo.

Como venho fazendo desde tantos anos, escrevi artigos que reponham a verdade duma gente, sem malabarismos ou hipocrisias, mas onde a verdade vista e ouvida estava estampada, desconsolo meu, no quest. da humilhação fui eu que a mais senti, mas os clubes em geral e a comunidade Portuguesa ficou desnorteada, vendo que esta mulher estava muito longe de conhecer o valor que é uma família ou duma comunidade.

Os artigos apareceram no jornal estripados do verdadeiro sentido, longe de a verdadeira verdade, que os nossos olhos viram nesses eventos, a importância dos fotos, que dizem mil palavras foi dada a primazia aos seus amigos Lisboetas, a nossa comunidade Torontina desapareceu da face do jornal.

Os colaboradores que tantos anos escreveram, sendo adorados pelo publico desapareceram por incompetência, na mente louca de alguém com sementes ditadoras, se reparares amigos no jornal, vereis que esta Sra. foi dar primazia aquém ninguém conhece do outro lado do Atlântico: ainda de linhas ditadoras?..
Não sei, mas ainda amaria saber qual loucura que atravessou sua mente, será que sua atitude, a levará em pouco tempo a fugir!?...ou assentar arraial numa esquina de Toronto estendendo a mão?

Sim, tenho me deixar esquecer pela visão de mil diamantes a brilhar quando o sol levantar e bater naqueles (folículos) de neve que vem de cair, e agradecer a riqueza que meus olhos me dão para melhor viver estes dias com gente deste calibre.

Tantas vezes me senti vencido pela hipocrisia, e maneira autoritária e louca da ditadura, mas logo a verdade em mim reagiu, e o bom senso iluminou-me o caminho, vencendo.

Amigos, fugi da ditadura, e agora me deveria subjugar a outra que esta mulher se prepara para impor no jornal nove ilhas?... ainda por cima escrevendo de graça!...

Verdade que gosto de escrever, mas tenho o site oferecido pela amiga pequenina, que corre mundo: pena, é que gente do meu tempo, prefere o dominó e a garrafa de cerveja ao computador, isto só medo que não seja possível dominar a tecnologia.

Coisa que eu tenho certeza que será possível a todos os humanos.

Assim pensando a velhice vai dominando a mente, e nunca mais terão pernas para se aproximar do apeadeiro, e pelo menos verem o comboio passar.

Livre, amando a liberdade; ditadura, isso é para esquecer e lembrar-me de quantas vitórias quantas alegrias ao sentir gente alegre, sentindo minhas vitórias.

Infelicidades chegam, e as sofremos, mas a maior vitória está em enfrentar as Infelicidades com optimismo.

Quem ainda não cometeu erros?... quantas vezes caímos na vida!...cair é próprio do homem porque é humano; o mais importante é aprender e nunca voltar a cair para o mesmo lado com o mesmo erro.

A verdade, é a comunidade perdeu o Nove Ilhas, o único jornal que pugnava para um pouco de dignidade entre nós.

Tinham medo do professor argolas, do Zé dos Açores e da verdade dos seus colaboradores, que eram o máximo nesta comunidade Torontina.

Amigos, a ultima palavra é vossa. Vosso dinheiro, e vossos anúncios, têm todo o poder, é a única arma, contra a ditadura donde tivemos de fugir.

Como sempre, a tirania ganha, mas na verdade estou satisfeito pelos anos que dei meu contributo; este destruído por uma mente ditadora.




Por: Armando C. Sousa
20/11/2005