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A Bela e o Violino Viotti
(Parte II)
Do
alto da torre, Bela, a princesa apaixonada por Lito e seu violino
Viotti, encantava as sereias Mida e Hará com musica saída
de sua flauta; sons de melodia chorosa, quase fúnebre; a
princesa sabia que seu que seu amado seria degredado pelo mando
cruel de seu pai Rei dos Algarves.
A
bela sereia gémea Tifá, chegou, e logo mergulharam
as três gémeas, para conversar sobre o que disse o
bruxo dos mares, vieram novamente sobre os penedos mesmo em frente
da torre onde permanecia a Bela com sua flauta, o canto das sereias
emitando o violino entrou pela janela da torre fazendo-a olhar o
mar e seu olhos pousaram nas três sereia que faziam sinais
que se compreendia abraços de compaixão.
neste
momento um barco que saia dom porto e na proa olhado o castelo um
homem com sei violino à tiracolo e os pés fortemente
acorrentados... Chegou a hora deste Tico provar o amargo do amor
e nem seu vittoli poderia tocar o instrumento que ele tinha feito
com tanta paixão, para poder encantar as deusas na terra
e atrair as sereias e o seu cantar,
os marinheiros saiam para o convés, ficando encantados com
o canto que ouviam, e que seu navio seguisse esses misteriosos sons,
como um magnético o atraísse e guiasse.
Dias
passaram e as sereias sempre encantadas ouvindo Tico Brincar com
o violino Viotti
nesta altura as três irmãs sereias notavam garbosos
cavalos marinhos.
Os marinheiros tinham perdido o tino, as águas se encapelavam,
e os penedos surgiam em frente do navio como nascidos do fundo;
era o precipício das sereias, os penedos surgiam como plantado,
e o barco começava a ser atirado de um penedo ao outro.
O
barco principiou a ser despedaçado e a afundar-se, Tifá
a sereia ruiva saltou dentro, e pela primeira vez tocou um humano,
escusado será falar dos tremeliques que ela sentiu e sua
beleza quase tornava em delicada espuma, livrando-a das correntes
dos pés que retinham Tico preso a seu beliche.
Mida
e Hará recolhiam os mais diversos utensílios e frutas
que elas viram os humanos comerem.
Estes
se encaminharam para as ilhas das sereias, onde o encanto era indiscritível,
as suas frutas sus flores mantos tecidos das algas de mil cores,
e mais finas, de macieza de suma auma, caramanchões erguidos
nas nuvens pouco acima do nível do mar, a escada subia com
o olhar, e as nuvens o faziam balouçar.
Tico ficou ali naquela beleza e as três irmasinhas sereia
foram informar ao pai e a mãe de todo o passado, Aqulá
e Aquália ficaram encantados por suas filhas estar fazendo
o possível pelo bem esta de Tico e iriam ver o que fazer
por Bela.
Seu
pai disse-lhe que depois de tudo ser resolvido teria uma surpresa
para as lindas sereias.
estas montadas em cavalos marinhos vieram para junto da janela da
torre, na esperança de ver a linda princesa da Flauta.
Pouco
tempo tinha passado e a bela estava em cima da falésia auscultando
o mar, talvez ouvir o encanto das sereias... estas não se
fizeram rogar e o seu canto ouviu-se vindo com o sussurro do vento
e mesmo as pingas de água faziam um telintar uma musica inédita.
Bela
desceu a boca do inferno, sentou-se num penedo molhando os pés.
De
momento um belo cavalo marinho surgiu, e Mida e Hará a garraram
Bela a fazendo montar e seguiram com ela a toda a velocidade, mas
primeiro lhes deram o sopro do encanto, cavalgaram durante a noite,
ao romper da aurora por entre os penhascos da ilha paradisíaca
das sereias, a Bela acordava para a realidade.... e o que viu a
fez desmaiar, quando acordou estava deitada numa cama de nuvens
junto a Tico... Este; com seu violino Viotti, fazia sair música
paradisíaca, que so anjos ou sereias a poderia tocar.
Estavam
sozinhos, as sereias tinham partido, deixando a areia com muitos
diamantes e pérolas enormes, dum grande bambu Tico Tinha
feito uma bela flauta para sua amada e os dois sentados na cama
de nuvens iniciaram o mais lindo conserto já ouvido, caindo
e se abraçando e beijos sem fim.
Os
dias passaram a felicidade era enorme mas a solidão principiou
a entra em seu coração,
recolheram todo o tesouro com medo que alguém atracasse e
sarem mortos por isso.
as sereias continuavam a trabalhar para a felicidade desses dois
amantes, os penedos da morte foram removidos e elas com seu encanto
encaminhavam um barco com a bandeira Portuguesa...
Estes
foram ao encontro da ilha para eles desconhecida, e ao verem ali
dois sobreviventes que falavam a mesma língua os recolheram
os fizeram embarcar os deixando numa das ilhas de bruma, onde foram
governadores enriquecendo a população com seus diamantes,
nasceram duas meninas tão velas que ainda hoje se fala nas
filhas das sereias, apenas a morte foi o término de tanta
felicidade... quando Tico Morreu, a Bela sua amada se deitou ao
lado, conta a lenda, que vieram seres pelo ar que deitaram sementes
de rosas brancas e vermelhas, que se entrelaçaram, demarcando
esse grande amor que o coração das sereias deu a humanidade
esta lenda.
Fim
Por: Armando
C. Sousa
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