|
A Bebida e o Amor
Uma
sala, luzes brandas avermelhadas, um castiçal velinhas ardendo,
um ramo de flores, musica suave a imergir pelos cantos, o primeiro
encontro em ambiente igual, ao primeiro beijo o primeiro eriçamento
de desejo, primeiro toque, a música convida, com acordes
suaves e de amor, uma mão estendida a pedir a dança...
sim um olhar cheio de esperança.
De
seguida à mente pede uma bebida alcoólica que transforma
o ambientes em paixão ou talvez um dia em prisão.
Depois
de jantar, se ruçar , se excitar os dois saem dando asas
a sua paixão, entram no motel, o vestido cai, casaco na cadeira;
pronto, mesmo de pé principia a brincadeira da noite sonhada
acionada pelo primeiro inimigo; aquele principiar deveria ser sagrado
mesmo em pecado; mas foi o álcool o grande autor.
Todos
dependentes de bebida chegam à conclusão que o álcool
lhes atiça a paixão, mais um copo os fará reviver,
estes com uns copos chegam a pensar que tem magnetismo e beleza
única.
Quando
estão sobre os efeitos do álcool chegam a pensar que
são atrativos, cheios de beleza exclusiva.
Esquecem
que o álcool não é mais que nojo e malcriadez,
valentia e violência; esquecem que é tudo artificial,
mas que deixa feridas bem fundas, pode trazer histórias sem
principio nem fim, quantas vezes um destino de sofrimento.
Um
casamento baseado em mentiras dos efeitos alcoólico, leva
muitas vezes a nascerem filhos com deficiências que se tornam
em castigo.
Quantas
vezes o vicio leva um deles ou os dois ao bar, ao jogo, ao adultério...
Quase
sempre ele que deixa a vida conjugal para se recrear jogando dominó
ou a sueca ficando ela sozinha a matutar numa vida sem amor; então
ela pega num copo de vinho para esquecer; ele não chega,
a noite começa a ser grande e com insônias; vem a tentação
de ir também à procura de satisfação.
Ali
no bar, meio desajeitada, uma bebida, uma conversa mal principiada,
o escutar duma piada, sobe a vergonha e pudor, foi o tomar consciência
da bebida, ele vem, ali a encontra e principia a tomar em realidade
o que poderia ter acontecido.
Tantas
coisas vem à mente, consciente de desgostos que pode causar
a famílias, da vergonha que lhes incutiu deixando-os vergados
ao pudor; esta era uma vida de amor baseada na bebida, e esta inconscientemente
mentia.
poderiam
ter chegado ao adultério, a traição, o despedaçar
de corações, deixando quantas vezes filhos sem pais,
e dentro um ódio de matar.
Se
sobreviverem um ou os dois ficariam farrapos humanos escravos da
bebida... bem pensando seria melhor retroceder... se abraçaram,
e agora sóbrios prometeram não mais voltar ao álcool,
e fazer dum copo um abraço, beber-lho num beijo, mostrar
a verdade num balouçar de desejo.
Desde
esse dia retiram-se para um outro lugar, por de traz do casebre,
se ouvia a água a tilintar dum ribeirinho, neste e naquele
charco se poderia ver o saltar e nadar de algum peixinho, nas árvores
e nas parreiras, é fácil encontrar alguns ninhos,
mas à tardinha ao por do sol a musica era maravilhosa que
dava a cotovia e rouxinol.
Estes
a tempo se livraram dos efeitos do álcool, trocaram ainda
a tempo a fantasia pelo verdadeiro amor, evitaram a vergonha de
uma vida mal vivida, e mal aconselhada pelo efeito da fantasia.
Mas
afinal tantos que não conseguem retroceder e deixar de beber;
tantos procuram esconder as dores de cabeça da bebedeira
e se embrulham num dois três cigarros de Maria Joana que lhes
dá por algum tempo o prazer de se esquecer que vivem na mentira.
Asa
companhias de desnaturados aumentam, agora existe necessidade de
ser igual, de trocar, de outro corpo experimentar, e se deixam introduzir
no prazer que os enlouquece e os irá fazer morrer muito mais
cedo.
Experimentaram
os pozinhos brancos pelo nariz, aí que sensação
de poder ir agora com uma morena, louca... ela, ela experimentar
se pode com aquela grande coisa dum pretalhão.
Pronto
tudo ruiu; daqui principia o caminho que leva ao desespero e á
morte.
Creio que tens visto amigo, aquelas borrachas, a apertar o braço
a agulha a entrar, quantas vezes tirando sangue para diluir a droga
e ter afeito imediato.
Amigos,
não sei o que sentem, nem o quero saber, mas vejo que se
lhes faltar essa porcaria começam a saltar e a tremer; e
tantos tomam dobrado para morrer.
Esta
torna-se numa vida miserável. Que nasceu muitas vezes duma
cerveja sem controle, dum copo de vinho na ânsia de se fazer
engraçado, e que afinal não soube controlar o resultado.
Amigo,
nem tudo podes proibir, um dia, que teu filho esteja no segundo
digite deixa-o experimentar, regula-lhe os golos e o efeito, mas
não o deixes cair inocente nas malhas desses desnaturados
droguistas, ou na pressão de amigos inimigos da sobriedade.
Diz-lhe
toda a verdade, nada escondas, nem mesmo a sexualidade, a enorme
mas doce loucura do encontro com uma mulher nua... mas que essa
deve ser só sua para a vida.
Dessa
forma não apanhará venerável doença
ou sida.
Fala
com ela, mostra-lhe que sua sexualidade é muito mais que
fazer xixi, ela pode construir um mundo sadio, a mulher por ela
pode construir um mundo de amor.
A
natureza é um paraíso de cor, a mulher plantada no
seu lugar, neste jardim, é a mais linda e delicada flor.
Podes
ter certeza que o amor pode ser regado a água pura, e traz
muito mais prazer e candura.

Por: Armando
C. Sousa
|