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10 de Junho 2006
Mais
uma vez numa das mais maravilhosas estações do ano,
Primavera e natureza, mas já não é da minha
vida, estou mais maduro, compreendo melhor ainda o resultados de
minha escolha... escolha que fiz, empurrado pela necessidade, e
sem forcas para enfrentar o egoísmo.
Mesmo
vencendo, olhando o cenário a meu redor, vejo que não
é assim tão risonho como desejaria de o ver.
Existem
muitas coisas que as gostaria de as ver muito diferentes.
Mesmo
que nesta primavera, as Flores continuem com quase o mesmo perfume,
as cores ainda riquíssimas e viçosas a nossos olhos,
a temperatura ainda não está má, mas o ar quase
irrespirável faz-me doente.
Por
muitos anos estive contente com a minha escolha e decisão.
Hoje
nem tanto assim, muito gostaria de conhecer outros lugares com temperaturas,
muito mais moderadas, onde a gente estivesse contente com doas sardinhas
um caldo verde e um naco de pão.
Gente
que fosse capaz de mostrar um sorriso de satisfação....
Pegar numa viola ou concertina e tocar duas viradas, ou malhoadas.
Isto
seria muito mais gratificante que seguir num carro e ficar engarrafo
por horas afio, sem uma gota de água potável por perto,
para apaziguar a sede.
Tenho
saudades das fontes de minha aldeia.
Calor
ou neve, são temperaturas ideais para acidentes e ali ficarmos
paralisados na estrada sem ter par onde fugir...
Muitos
anos atrás, quando aqui cheguei encontrei um país
quase cristão... cristãos mesmo com todos os defeitos
ainda são muito bons; modernos limpos e quase educados, e
com respeito a raças e cores das gentes, muito pouco racistas.
Neste
momento com os Islamitas, suas mentes demandam multidão e
virgens, e na vida meia dúzias de esposas, amam destruição
de tudo que seja superior a seus olhos...creio que o fanatismo nessa
gente é tão cego que procuram campos de treinos para
destruir sua própria nação.
Não
amigos! Não estou satisfeito, gostaria de fazer outra escolha,
mas minhas pernas estão ferrugentas, mas se eu pode-se não
queria mais ver essas mulheres todas de preto apenas os olhos a
reluzir, e carregando um corpo bomba para destruir os de mentes
diferentes...
Sempre
me julguei não racista perante uma outra religião,
mas creio que me enganei, odeio todas as mulheres que se vestem
assim com medo ao machismo Islã...
A
minha outra escolha seria onde meus olhos não poluíssem
minha mente... queria estar perto de todas as raças e cores,
mas a muitas léguas de mentes fanáticas, vingativas
e odientas... amaria viver onde as gentes se possam amar, as águas
sejam límpidas o ar puro e a natureza com mil verdes e temperatura
amena.
Num
sitio, onde existisse amor... mesmo comendo apenas pão com
pão, mas podes-se ouvir os beijos sem hipocrisia, uma bicicleta
fora de casa sem medo de a roubar, e no arame a roupa a corar ao
relento da noite... onde eu pudesse ouvir as mesmas historias que
ouvia em criança, sem ouvir esses noticiários de tiros,
mortes e drogas.
Não queria ouvir falar mais em fome ou bombas atômicas...
Creio
que a mãe natureza me vai dar bem cedo esse prazer, outro
não pode ser neste mundo.
Por: Armando
C. Sousa
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