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Viagem ao Minho
Sonolento
e um pouco faminto desci o avião no aeroporto Sá Carneiro
a Norte de Portugal.
Na
minha mente um desejo de umas ferias maravilhosas a passar nos recantos
mais pitorescos do meu Minho, entre o verde dos campos, das vinhas,
dos espigueiros, de casas bem desenhadas e de novas linhas visíveis
nas encostas das serras, onde antigamente cantarolando de cascata
em cascata, contornando ora um penedo, ora uma coutada, corria água
no rego que fazia tocar os moinhos na sua decente antes de lagrimar
no rio Minho, e contar de suas alegrias, ao ver os mais pequenos
jogar nele com barcos de papel e com azenhas feitas de pau de loureiro
e penas feitas de bugalhos, dizer ao rio que separa as raízes
de um povo que foi conquistando batalha a batalha pedaço
a pedaço o que é hoje Portugal, mas muito mais o que
foi ontem
Depois
esse rio entrar no mar e levar um abraço ao povo que nasceram
nas maravilhas de ilhas no mar atlântico, e dizer-lhe nos
também somo parte de vocês, através do mundo
nossa língua será nossa pátria, já que
a pátria por muito anos nos foi madrasta.
Maravilhosas
aspirações, sentimentos que nascem libres no homem
que sonha com o amor das gentes, depois de algumas peripécias
que salto por cima, encontrava-me em Viana Princesa do lima, Capital
do Alto Minho, é linda e muito hospitaleira.
Lá
no alto o mosteiro de Santa Luzia, olhando para o mar, e os doentes
do hospital que lhes fica ao pé, dando-lhes alento e coragem
nas horas que a coragem mais esmorece.
Lá
de cima o panorama é de sonho, sendo esta uma das maravilhas
de tantas que tem o Minho.
Segui
viagem e em breve estava em Vila Praia de Ancora com uma areia limpa
e macia, um ambiente sem o frenesi das grandes praias, mas mesmo
em dia de vento se poderia estar nos penedos ao norte, recebendo
o sol amigo das margens do mar, que nosso sangue e pele procura
nestes meses quentes do ano; o ar húmido com o cheiro a sal
entrava nos pulmões para os desintoxicar do (smogue) que
aqui em Toronto estávamos por semanas respirando.
Mais acima um pouco, fica a foz do rio Minho, estamos em Caminha
Vila que se tem agigantado, de cara bem fresca de cores suaves é
a primeira princesinha do rio Minho onde predomina ainda a arte
do cobre.
Mesmo
em frente, do outro lado fica o monte de Santa Tecla, ou como se
diz na primeira porta aberta virada para a Europa, a vizinha Espanha,
ou seja uma das mais belas e antigas relíquias dos nossos
ermanos da Galiza.
Tive
ocasião de ir visitar aquela citânia com peças
e artefactos escavados no lugar o que demostra já um grande
desenvolvimento desses povos que se resguardando dos ventos e vistas
marítimas erigiam suas aldeias construídas em pedra,
com suas varandas viradas ao sul. A aldeia toda murada para defesa
das investidas barbaras.
Pelos
restos arqueológicos feitos. demostra que esta povoação
é da idade do Bronze existiu nas épocas 1.600 a 1.100
AC.
Como
ia dizendo os artefactos encontrados, seus cântaros de conserva
de enterrar na terra com seus bicos como uma espécie de termómetro
conservava os alimentos.
Tudo estava bem visível no museu ali no alto, demostrando
os moinhos manuais, com o mesmo sistema que eu conheci em criança,
movidos pela água do caneiro, do vento ou pela azenha, sistema
muito mais adiantado do que ainda se observa hoje em certo lugar
de países Africanos.
Esta
povoação foi descoberta em 1913 quando da abertura
da estrada para o alto do monte de Santa Tecla, Capela e Cruzes
datam dos anos XVI, dizem que esta povoação da idade
do bronze tem cerca de 700 metros por 300 metros e que apenas estão
escavados cerca de metade, a vista é maravilhosa e o povo
que ali reside muito gentil.
Amigo,
se fores ao Minho não te esqueças desta maravilha.
Molêdo,
sitio maravilhoso para umas ferias quando o verão chegar
ao meio de Julho, pode mesmo considerar-se um paraíso escondido,
de fina areia branca, e uma larga extensão de águas
baixas, que descem com as marés: o fruto do mar e o robalo
do rio a lampreia, com a posta Rarrosã e um prato de arroz
solto, meio litro de Verde de Monção, o resto será
feito pelo sonho ao olhar os mais belos corpos que a natureza e
a imaginação nos oferece...
Mais
à frente Fica V. N. De Cerveira, uma das muitas princesas
do rio Minho, de cara fresca, mas com alicerço dum passado
de quezilas entre os nossos Ermanos, ali estão as muralhas
com historias sinistras do tempo do convento de Sampaio, onde dizem
que os frades sequestravam as donzelas do tempo e as faziam sofrer
por os pecados da carne que eles as obrigavam a cometer... verdade?...
Creio que são apenas lendas... este mosteiro está
situado a léguas da princesa povoada e creio que a solidão
total, obrigou a desvandada e abandono do mosteiro pelos frades
Franciscanos.
Estive
nesse convento que foi restaurado por um artista onde o silencio
imenso o atraiu para nesse repouso deixar cair a mente na sua arte
de esculturas, e esboços das pinturas mais inéditas...
este convento vale uma visita por entre as estrada da montanha depois
da visita á cerva de ferro que se enxerga de muito longe
no alto da montanha virada para terra da Galiza, hoje porta aberta
com a nova ponte se pode entrar para fazer contrabando de gasolina,
do outro lado mais barata vinte a vinte e cinco cêntimos.
Deste
lado o mais barato é o sorriso ou ver-nos sentar para uma
bebida, outra coisa que não é cara é parecenças
dos seu desejos.
Mais
á frente encontra-se o grande Braseiro do Minho. Depois Valença
do Minho, uma cidade dentro da Fortaleza que pôr si só
nos conta as rivalidades e determinação dum povo deste
lado sul do Rio Minho que deu inicio ao Condado governado Por Dona
Teresa, depois por seu filho Afonso Henrique, que encerrou sua mãe
no Castelo de Lenhoso, depois que fez contrato com seu primo e o
Papa empurrou os mouros, depois castelhanos e os mouros, até
(Lisa Bon)...Hoje Capital de Portugal Lisboa.
Portugal
esta faixa de terreno com mais de
600
Quilómetros de longo e cerca de duzentos de largura, temos
o mar como Irmão, os penedos com piinhas onde se depositavam
lagrimas de desespero e espera, por mães que nunca viram
seus filhos voltar, estes espalharam seu sangue pelas quatro partes
do mundo mesmo este sendo redondo.
Acima
fica outra Vila de raízes de gente que mais vale quebrar
que torcer, o calibre deste gente fronteiriças onde as lendas
perduram, ali a cada ano se pode assistir ao embate da Coca com
o guerreiro S Jorge, jardim lindo no centro da Cidade velha, e ruas
antigas com gente a lavar-lhe a cara. Termas fechadas, e os jardins
ao lado do rio Minho muito abandonados, esperando que a verdade
diga o porquê...
Como
diz o ditado todos os caminhos vão a S. Tiago, e quem não
for em vida vai depois de morrer; eu quis ir em vida ver a Catedral
onde tantos Cruzados ali juraram de defender a cruz contra os as
gentes do Coram, os sarracenos; os mesmos que hoje estão
usando a se tornarem em homens bombas, para semear o terror e matar
os que abraçaram a cruz.
Santiago
de Compostela é uma Cidade de linhas antigas, sem existir
em si mentes com planos para a modernizar, mesmo alem de seu crescimento:
as lendas de baterem com a cabeça na imagem, de pedra, entro
da catedral, é uma das mais estúpidas mas continuam
a existir tantos vindos de todo o mundo.
Entrei
no interior do alto Minho, onde seus filhos embelezam a mãe
de seu torrão e amam ver os espigueiros comunitários
de antigamente, Paredes de Coura e freguesias limítrofes
,esmo de cara lavada ainda se encontram fachadas de capelinhas a
cair coisa que antigamente eram os bancos dos mais espertos, e farmácia
de todos os remédios.
Amigos
Leitores o Azar bateu no Joelho de minha esposa tornando-se assim
o resto das ferias em dor... mas ainda minto teria a dizer das terras
raianas Minhotas, mas não quero me tornar num incomodo, para
com meus leitores.
Desejando
a todos uma óptima semana... Armando
Por: Armando C. Sousa
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