(Um
colaborador um amigo)
Sr. Diretor, essa foi, é, e será, uma grande verdade.
Mas muito mal reconhecida pela nossa gente.
Foi
esta a frase mágica com o diretor do Jornal Nove Ilhas,
agraciou aqueles que nestes últimos anos o tem acompanhado
a levar à nossa grande e linda aldeia de imigrantes; vindos
de todos os cantos de Portugal insular e continental, descrever
noticias na língua que aprendemos, com nossos primeiros
passos.
Daciel Ferreira e sua esposa Lúcia, sentiam-se felizes
por poderem dizer obrigado, a todos aqueles que sacrificam horas
de sono investimento em computadores e maquinas fotográficas
e outras para dar à comunidade, Toronto e arredores, as
noticias credíveis dos acontecimentos passados nos seios
dos clubes e organizações.
Por vezes dando a conhecer coisas que as mesmas organizações
gostariam de esconder, passando por espertos e meninos bonitos.
Da minha parte nestes anos que escrevi para a comunidade tive
apenas uma pessoa que discordou da minha reportagem, aquém
pedi perdão pelo lapso, mesmo sabendo que fui descriminado
com as informações oferecidas pelas relações
publicas do evento e um outro diretor, d’outro jornal que
acabou por não ser nada, (informações negadas),
mas esse se julgando superior.
Colaboradores mostraram ao mundo tantas fotos de caras bonitas
orgulhosas de representarem seus clubes suas aldeias suas escolas,
enfim representar sua mocidade como misses; seus pais, estas e
familiares a fazerem seguir essas fotos para alem, onde ainda
rabeia farrapos de seu sangue.
Estes colaboradores deram a conhecer tantos artistas do fado da
canção, músicos e guitarristas, tantos artistas
que por aqui passaram.
Encheram os olhos de alegria a tantos;... E a outros, o coração
a rastejar de inveja.
Estes colaboradores que descreveram para a nossa aldeia, que é
enorme, a vinda de vozes do nosso Portugal, as cantigas ao desafio,
por afamados cantadores; que descreveram o som da saudade, som
que sai das nossas concertinas; descreveram o feitio e brilho
das saias das nossas moças, representando o nosso folclore;
o brio com que as faziam rodopiar, com seus braços bem
erguidos nas voltas do vira.
Esses colaboradores estavam sempre presentes para descrever a
vinda de presidentes de câmaras a clubes que representam
essa região, dividindo por todos sempre o mesmo carinho,
e recebendo por vezes rude trato por parte de alguns.
Para quê dizer nomes, demonstraria mais baixeza que esses
que nunca souberam ocupar um lugar que apenas carolas instruídos
o podem fazer, para quê?...
Tantas vezes o ar de ignorância mascara esses rostos desprovidos
de respeito pelo trabalho jornalístico do colaborador,
não porque o trabalho não tenha sido bem descrito,
mas porque na anterior participação não viu
sua fotografia no jornal.
Mas o colaborador é homem que não vende sua integridade.
Da minha parte tirava muitas fotos, mas o direito de as mostrar
nunca o quis para mim, para isso o diretor era diretor.
Nas festas e rumarias descrevia o passado no recinto, nem sempre
do agrado dos diretores, mas procurava descrever o que os outros
olhos viam, esses é que eram meus juizes.
Nos piqueniques diverti-me e reportava, mas tive sempre em mente
quem desejava as reportagens, deveria convidar o jornal para tal.
Sim, verdade! Tive um dia um clube de raízes insulares,
que me disse, no dia de matança não precisamos do
jornal para encher a casa... Por toda a minha vida pode ter certeza
que não volta a ver minha cara junto dessa gente; ignorância
e estupidez a mais.
Outros dizendo o jornal é que tem de andar a traz de nós...
Como voluntário divido meu trabalho com forme as interesses
do diretor, e por ultimo meus critérios, mas andar a traz
desses manientos, nunca.
Ao olhar o meu computador, vejo um rico historial; sinto-me orgulhoso.
Mas ao mesmo tempo triste, por nos saber tão pouco apreciados...
esta festa para reconhecer os colaboradores o demonstrou, apenas
alguns tiveram a decência de vir aplaudir o trabalho voluntário.
Não estive presente, nesse jantar de reconhecimento oferecido
pelo diretor do jornal nove ilhas, mas não pelo proprietário
do jornal; não estive; haviam compromissos familiares,
mas também ficaria desolado por sermos tão pouco
apreciados por aqueles que recebem o beneficio do voluntariado.
Ao mesmo tempo pude apreciar que o comercio e profissionais estiveram
incentivando esta iniciativa do nosso diretor, em dar um obrigado
aos colaboradores; para o comercio e profissionais, aceitem minha
admiração e respeito.
A esta minha idade é tempo de deixar-me destas andanças
de noites perdidas e por vezes os diretores não ter a decência
de oferecer uma garrafa de água o ao repórter colaborador;
desde agora apenas o farei quando for convidado. Ou substituindo
o diretor enquanto existir este mesmo diretor neste jornal, depois
se calhar poderei escrever minha coluna com as minhas crônicas
ou contos inéditos; creio que os diretores dos jornais
deveriam pensar mais nas verdades e não tanta hipocrisia
em nome do negocio.
Ao Jornal Nove Ilhas e seu Diretor Daciel Ferreira, meus para
bens, pelos 11 anos a serviço da comunidade.
Por: Armando C. Sousa