Toronto Canada

Semana Cultural madeirense


Estão de para bens as gentes vindas da pérola do atlântico Português que vieram viver e formar esta grande colônia de gente que tem a língua como pátria. E as saudades de tudo que viveram nessa pérola que as flores e os frutos são os verdadeiros ornamentos das festas que trouxeram no coração.

Na exposição de artesanato podia-se apreciar os formidáveis bordados que essa gente malha a malha confecciona com a paciência que empunha a prisão pelas muralhas da água salgado por tanto suor de nossos antepassados.

Hoje não temos colônias territoriais, mas temos grande comunidades cheias de orgulho de seus feitos que levam ao seio de outras gentes seu costumes, sua cozinha cheia de sabores exóticos e d’outros tempos de sobrevivência que deixam espalhados pela sua juventude.

Que continua dizendo, este é o sabor de casa o sabor e mimo de minha mãe.

Sexta-feira dia vinte de Maio deste ano 2005 estive presente nas cerimônias de abertura desta ultima semana cultural que contava de iças as bandeira e cantar o hino nacional o do Canada E o hino da Madeira. Coube a honra ao grupo coral do Amor da Pátria de o fazer, sem duvidas o cantaram muito bem. Mas a verdade em comparação, faltou-lhe à cerimônia aquele tremer que o clarim dá ao coração, que se transforma no mais alto sentimento pelas pátrias, uma que nos deu berço outra que nos deu pão.

Mesmo assim este grupo coral foi muito aplaudido.

Nesta cerimônia de abertura estava muita gente, atraída pelo respeito á terra que os viu nascer, pelo matar de saudades e pelo belo bufete oferecido pela direção.

Mas o abrir do salão foi assinalado pelo Madeira de Honra e pela delicia da terra, o bolo de mel e nozes.

De seguida o grupo coral do Amor da Pátria deliciou os presentes com seus cantares de antigamente, seu monólogos cantados, e as lindas vozes com tom de fado antigo ou musica popular de adequava bem ao grupo.

Apenas um ditado me veio á mente... quem toca muitos burros algum deixa para traz, isto a respeito do maestro ser acordionista, quando era maestro deixava de ser acordionista, quando acordionista deixava de ser maestro.

Me perdoe a minha observação. Sem duvida este grupo coral estão no caminho certo para deliciar a comunidade.

Esta noite foi bem abrilhantada pelo rancho da madeira... o rancho da casa, que está sempre à atura de deliciar com seus cantares e dançares desta vez me pareceu melhor ainda, adorei velos velozes nas suas danças.

Creio que nesta noite mesmo sem estar anunciado Profírio Ribeiro iria cantar, e mais uma vez o perdi, outros compromisso estiveram na causa.

Sábado segundo dia de semana cultural, com uma equipa de televisão para dar mais brilho e levar ao outro lado do Atlântico o que por aqui fizemos, senti a casa meio vazia, mas logo compreendi que estávamos num grande fim de semana, e esse seria o motivo.

Foi servido o jantar com boa aparência, mas o fiel amigo um pouco salgado para o paladar de alguns. Ou alguns tiveram menos sorte.

Mas a alegria era a palavra da festa, e o grupo os vadios souberam encher a sala de musica que o povo gosta, o recinto enchia-se para rodopiar, as pessoas sentiam-se alegres em cavaqueira nas suas mesas.

Veio depois Jorge Carvalho um Madeirense cheio de talento para a musica que cantou e encantou com sua harmônica como acompanhamento. Terminando tocando para Salomé Gonçalves dar seu inicio no fado, que por sinal gostei.

Esperava ainda ouvir a Otília de Jejus que empresta sempre à comunidade seu enorme valor como artista por sinal minha companheira de mesa.

Quis o destino que iniciassem o vingo, então dei-lhe boa noite esperando que o destino nos voltem a juntar, pois companhias destas são raríssimas.

No domingo a semana Cultural continuou com ranchos folclóricos da Casa das beiras Arsenal do Minho da casa dos Poveiros e o rancho da Casa.

Segunda feira demonstração de bordados. Terça-feira dia dos Municípios da Madeira

Quarta-feira dia do chicharro. Quinta-feira dia da espada preta. Seita feira dia do comerciante, estes dias sempre com musica dos vadios para dançar.

Sábado enceramento desta semana de cultura Madeirense e celebração do 42 aniversario da casa da madeira. Com um Madeira de Honra, jantar a sirloin staek. noite Madeirense com seu rancho e corte do bolo de aniversario com champanhe em nome do jornal nove ilhas um muito obrigado ao Sr Gilberto Araújo e ao salomé pela maneira afável como nos receberam.

 

Por: Armando C. Sousa