Saudades que Voam...

Coração que FICA


Era mesmo muito cedo naquele dia 26 de junho, mas a idéia de ir abraçar raízes fez-me chegar ao aeroporto mesmo antes de hora estipulada; para minha surpresa é que a sala de entrega das malas estava repleta de como eu havia muitos madrugadores, com a esperança de ser os primeiros, uma grande parte eram membros, do rancho Poveiro, muitos deles nascidos aqui neste país dos grandes lagos e Sol da meia noite; alguns pela primeira vez, iriam ver o mar Português de areia lourinha e macia, as procissões no mar, a amizade que canta, as ondas que enrolam, o vinho que faz falar e talvez depois as saudades de voltar.

Este conjunto fazia-se notar pelos instrumentos, entre eles o rac rac e o bombo a concertina.

A comandar este grupo encontrava-se Laurentino Esteves, amante do Folclore e da cultura, falava com eloqüência o de ir mostrar o que ensinaram à juventude que trazem a cultura e Portugal no Coração.

Sei que se foram exibir em diversas localidades.

Entre todas as apresentações, quis a sorte que eu visse uma para o programa de televisão (Portugal no Coração) fiquei chocado ao ver tanta cultura e tanto amor a dançar apenas para as câmaras da TV. Tanto esforço e tão pouca apreciação.

Fiz esta observação para terminar este ponto, agora vou continuar o que observei nas minhas dramáticas ferias pelo norte de Portugal; cheguei ao aeroporto foi-me entregue um carro sem gasolina e com dificuldades de canhão para a chave iniciar o motor, a tal historia que se devem as pequenas agencias de viagens que já chegaram ao mais baixo nível, e continuam lesando sempre que alguém sem conhecimento caia na ratoeira.

Minha viagem até Viana, na auto estrada pouco poderia ver, a não ser bermas da estrada aqui e ali alguns pinheiros queimados provavelmente alguma ponta de cigarro fizera o inicio quem sabe de grandes incêndios, tanto era o desleixo de alguns automobilistas fumadores que eu vi.

Estava em minha mente ler nos jornais tanta sequeira, mas afinal fiquei surpreendido, tudo verdinho no meu Minho, apenas nos picos das serras se via aqui e ali queimadas mas bem queimadas, mas nesses picos via erguer aqui e ali aerolitos, a nova maneira de eletrificar de que havia tanta escassez, e logo me fez perguntar a minha mente, seria tudo aquilo casualidade?... bom, eu não estou a insinuar, mas acho demasiada casualidade, depois da queimada ali erguer os aerolitos; sei que antes era impenetrável com tanta silva tanto pinheiro e tanto mato.

Verdade, estas casualidades posso mostrar em fotografias, e não é por casualidade que mais de 37% das florestas Ardidas no Sul da Europa são Portuguesas.

Essas áreas da Europa são centenas de vêzes maiores que Portugal. Onde está o mistério?

Dizem que alguns incêndios tiveram mão criminosa, sim verdade, e aquém pertencem os interesses desse crime?... creio que não é quem tem uma pequena casinha, mas sim quem tem milhares de hectares de floresta e não a quer limpar, os pinheiros pouco valem hoje em dia, madeira fraca mesmo para papel, e agora os comboios não trabalham a racham como nos anos do meio do século vinte , meu tempo de juventude, não dá para abrir estradas de incêndio como vi bem ordenada nas serras da vizinha Espanha.

Quem será esses senhores?... estarei fora da verdade se disser que, parte dessas terras pertencem a pessoas envolvidas no governo, autarcas ou deputados, familiares ou amigos?... talvez ligados a interesse de energia renovável como são os aerolitos.

A lei Portuguesa de limpeza de terrenos não é severa que chegue para descativar os prevaricadores.

A lei diz para fazer limpeza de 5 em cinco anos, mas ao fim de 2 anos o matagal é tão grande que ninguém consegue mais entrar, e falam em cinco anos, exatamente para se livrarem de responsabilidade, os incêndios são talvez uma solução, anos atrás existiam leiras por todo o país que eram cultivadas, tornando em verde de hortaliça fresquinha, campos de milho e o louro do centeio; hoje é tudo silvas, lugares próprios para ninhos de cobras ou outros animais selvagens, depois entra a mão criminal, mas um incêndio, não tem direção e quantas vezes se volta o feitiço contra o feiticeiro.

Os parques naturais existem, mas cheios de pólvora, prontos a estourar com a mais pequena faúlha, agulhas de pinheiros, fitas e folhas de eucalipto ou as folhas de austrálias.

Sim, existem parques naturais, com forças humanas de prevenção ás florestas, para olhar por esses parques... não é preciso Gente de uniforme para os guardar...

Os parques não fogem, o que seria preciso nesses parques gente para fazer limpeza, mas isso não o fazem, mas querem o ordenado, os meios de prevenção não existem, o que seria preciso maquinas para fazerem balas de incêndio e albufeiras para reter água, depois como antigamente bombeiros, mas agora ninguém quer ser voluntário.

Os autarcas enchem o saco, todos querem mama.

Nesta minha viagem, tive de usar os serviços de saúde Portugueses de imergência, foram duas vezes, e notei que Portugal está melhor servido, que este nosso Canadá; por duas vezes, paguei pelo serviço completo de imergência $36 Euros, aqui alem dos serviços dizerem que é pago por o Ontario Hospital, apenas por um castre tive de pagar $80 dólares e ainda dizem que não existe um Terço... Tinha pago na semana anterior $60 dólares por um castre de formo que nada valia, ou então teria de ter insegurança... que espera o governo que um retirado tenha segurança se estes governos nunca ajudaram as uniões a preservar os benefícios dos trabalhadores reformados, e estes mesmos nunca tiveram inteligência que chegue para porem benefícios em primeiro.

Neste momento tenho a esposa presa ao castre e eu algemado á minha promessa de em bem ou em mal continuar unidos.

Apesar de todas as dificuldades, consegui voar com as minhas saudades, para esta terra que dei a meus filhos para a abraçar e eu também abracei.

NB... Amigos! Na próxima vez, falarei do aspecto cultural, e de meus dias em terras Minhotas e da Galiza.


Por: Armando C. Sousa