Encontro de línguas e Gentes

Associação Migrante de Barcelos

III Festival Internacional Folclore

 

Barcelos; esta Cidade, e sua gente, situa-se no triângulo do baixo Minho entre Povoa de Varzim Viana do Castelo e Braga; um enorme conselho rural onde o artesanato é vida de todas as mãos, por esse motivo são gente amigos do convívio com gentes de outras índoles e Continentes.

Barcelos é uma cidade que existia antes de Portugal, e era um dos caminhos de Santiago de Compostela donde nasce a historia do peregrino e o Galo, um símbolo da Justiça e da inocência.

Este grande salão de festas estava bem representado com artesanato construído por mãos (Bracelençes) tudo coisas do passado e presente, a sala estava com bom aspeto, dando uma idéia.

Das belezas da terra; estava o soca calçado de todos os dias, a cantara a defesa da rapariga para encontrar o namorado, as concertinas instrumento da festa depois das malhas e desfolhadas, os bordados, onde se juntavam as mulheres nas noites cálidas de inverno a confeccionar as toalhas de linho para a Páscoa; cobertas feitas de algodão usando a agulha.

Cavaquinhos e violas minhotas também uma arte rural Barcelence , ali não faltavam as bolsinhas bordadas dos trajes de festa e mesmo as cabaças, grandes amigas da romaria.

Ali não faltando sacho para o jardineiro.

As grandes vontades, da Cultura do baixo Minho, tem redobrado de força de vontade e levado aos píncaros este grupo de cultura Minhota, tornando-se num grupo folclórico entre os melhores apetrechados, quer na nossa diáspora ou mesmo em Portugal.

José Mário Coelho e Ana Fernandes foram os apresentadores da noite, usando a língua Portuguesa e Inglesa para elucidar o público das ocorrências; estes, diga-se de passagem, foram eficazes sem ser maçadores.

Assim José Mário e Ana, deram inicio ao excelente Jantar composto de Mar e Terra um trabalho de cozinha onde existia muito sabor e esmero, parabéns à Europa Catering.

Só que Peter Fonseca um corredor político veio interromper para entregar um certificado de congratulações do governo do Ontario, pelo muito que o imigrante de Barcelos empresta a gente da Província.

No fim do Jantar Foram apresentados os grupos participantes, nesta noite de musica e convívio com diferentes culturas, depois da apresentação foram entoados os hinos das diferentes nações representativas tendo o Hino Canadiano sido entoado com muito respeito pois este é o hino da terra que escolhemos para viver, da terra mãe por opção.

Estas cerimônias foram pensadas e executadas a primor, com parabéns para os diretores culturais pela maneira harmoniosa como tudo decorreu entre tanta gente, mesmo as Crianças estão de parabéns, quietinhas, e assim estão os pais e responsáveis; estes fizeram tudo para que a harmonia existisse entre tanta gente.

Mas a entrada do Rancho de Barcelos em palco deixou a platéia delirante ao ver o grande número desta formação com os dançarinos e uma estúrdia de se lhe tirar o chapéu, sem duvida uma das mais bem compostas da cidade e arredores. Dançaram com agrado e primor, danças que eu dancei em criança, de parabéns está o professor das danças e coreografia . assim como o diretor cultural, e da associação, depois desta tremenda prova da nossa cultura, entraram as raparigas Angolanas, que deram a platéia uma deposição remarcante; uma moça vinda do fundo da savana, no meio do mato Angolano deu ao publico uma bela sensação para o resto da noite. Depois em grupo, as Angolanas as danças das quatro moças, eram simplesmente maravilhosas movimentações de corpo, coisa diferente do nosso vira e malhão, estas deixaram uma sensação doce para o resto da noite na mente da nossa juventude e mesmo nos mais idosos.

Seguidamente entrou o grupo folclórico de Londom, com viras e Marchas, diferente coreografias do que estamos habituados com agrados para todos.

Foram apresentados os convidados por José Mário e Ana Fernandes uns retirados outros ausentes justificados outros substituídos justificando a presença, outros ainda ignorando o convite... neste momentos foram apresentadas as boas vindas ao Sr Dr. Emidio da Veiga Domingos Cônsul geral de Portugal em Toronto, foi entregue uma recordação da madrinha do Rancho Sra. D. Maria José Amaral (ausente).

Foi apresentado o grupo da Indonésia 2 elementos que representaram uma dança com visibilidade de namoro de duas galinholas; muito bem representado.

Seguidamente o grupo Transmontano deu-nos um cheirinho dos pauliteiros de Miranda, muito aplaudidos pelo publico, parabéns.

Seguidamente entraram os seis elemento da tropa do peru, dançando em principio um tango peruano, para depois darem-se ao luxo de apresentar as vestimentas muito significativas das roupas brilhando eu ouro dos primitivos Incas, donde se descobriu os montes, e passagens onde viviam; era um mistério admirável esses primitivos cheios de bom senso e o saber fazer.

Ficou para o fim do festival, a entrega de lembranças aos convidados, o conto do GALO de Barcelos, também iriam discursar o Sr. Cônsul Dr. Emidio da Veiga Domingos e mais alguns dignitários. Minha esposa, de joelho muito dorido, eu tive de regressar antes dessa cerimônia o que peço perdão.

Resta-me agradecer a toda a organização o Imigrante de Barcelos, em especial a Diretora das relações públicas a maneira correta como tratou seus convidados de honra e a imprensa comunitária.

Da minha parte e em nome do Jornal nove ilhas os meus agradecimentos a toda a direção em especial à Graça e ao Carlos que foram incansáveis na organização do evento.
Com gente desta clareza, vale a pena servir a comunidade.

Por: Armando C. Sousa