Cultura de meu torrão

De ontem e de hoje


Meus amigos, montei nas minhas asas da imaginação e procuro deixar a caneta escrever sobre o passado e o presente da nossa cultura, aquela cultura que muitos de vós ainda tem em memória, isto do nosso velho Portugal continental, do passado do outro Portugal que são perlas no meio do mar tenebroso, que era muralhas uma vez, mas que essa gente conseguiu transpor e correr mundo, esses tem deixado bem marcado, seu esforço e o caminho para onde querem ir.

Do meu velho Portugal, gente de meu tempo continua com a mesma mentalidade religiosa, ir ao São Bartelumeu, tomar sete mergulhos no mar e oferecer uma galinha preta para se livrar do diabo, mas sabem que a mesma crença não conseguem transmitia, a uma terceira geração que está agora a imergir; posso garantir-vos que esta geração de crianças que os pais ainda tem um pouco dos velhos costumes de seus avós principiam a imergir com uma mentalidade longe de ser sadia, mas já não conseguem impingir-lhe o medo do diabo, o principal, hoje seria ver a juventude ver-se livre de um inimigo muito pior que os medos que nos traziam tolhidos durante a noite, essa era e é uma religião de mentiras e interesses; mas quero falar dessa maldita droga que obriga a juventude a roubar, para manter esse caminhar da morte, roubar como o fizeram na praia de Carcavelos perto de Lisboa, matar policias, e os velhos são os mais visados.

A cultura dos campos e leiras que outrora eram verdejantes e bem cuidados, hoje estão cheios de silvas mato e eucaliptos, ainda se tivessem o bom senso de plantar carvalheiras castanheiros sobreiros e oliveiras ainda fazia sentido, mas deixarem tudo a ir para mato é falta de bom senso de um governo que não sabe governar.

Nós poderíamos retirar uma lição do rei D. Diniz quando mandou plantar o pinhal de Leiria, livrando as culturas das areias e ventos marinhos.

Mas estes governantes apenas pensaram nas remessas do imigrante, sem pensar verem as aldeias a terminarem, apenas meia dúzia de velhos, que já nem os caminhos podem limpar, estes governantes agora dão gritos ao verem as mamas secarem, com os filhos por criar... mais de 2.000 freguesias vai desaparecer seu estatuto, poupar dinheiro nas escolas e nos papões das juntas.

A verdade é que, os governantes não podem construir mentalidades, e estas dos jovens deixam muito a desejar, primeiro os homens não querem estudar, preferem ir ganhar uns tostões para a droga, para de noite irem para a rotunda, discotecas, dançarem com as moças e terem oportunidade de lhes oferecer uns pozinhos brancos ou pílulas de êxtase, ao mesmo tempo camuflar sua inferioridade nos estudos, as moças podem não ser mais inteligentes, mas de certeza são muito mais estudiosas, e nesta maneira das classes conjuntas, eles ficam envergonhados, e hoje em Portugal há muito mais mulheres medicas abaixo dos 40 anos que existe homens médicos o que obriga elas a casarem-se com homens de profissão bastante inferior, o exemplo está em dois sobrinhos meus, apenas professores.

Passei minhas ferias sem ver uma vaca ou um boi a pastar em campos, um cesto de erva á cabeça, ou um antigo carro de bois. Esta cultura de que fala aqui o imigrante, desapareceu, e creio que hoje terminaram danças em terreiro, e creio que somos um povo que menos dança ao ar libre retirando os ranchos folclóricos.

Hoje uma grande parte da gente tem carro, por vezes mais que um, embora que muitas vezes seja apenas para fazer inveja ao vizinho porque o dinheiro para gasolina escasseia.

Os pais procuram que os filhos, estejam entretido nas horas de ócio, mas o sucesso é muito maior com as raparigas, que estão procurando inverter o numero de libertinagem.

Pelo que me deu a observar numa feira do livro, em V.N. de Cerveira.

As raparigas eram que mais procuravam livros... mulheres de meia idade também, os homens como antigamente juntavam-se mais nos cafés. No palco uma das noites foi preenchida com centenas de mocinhas em grupos de balei de dança ritma ou dança de movimentos musicais., estes grupos vieram de diversas escolas e mesmo do outro lado de Espanha.

Não, não vi folclórico, estes grupos são mais familiares e amigos onde os velho folgazões quer divertimento, mas hoje a juventude está a preparar-se melhor para enfrentar um futuro que se vê no horizonte muito escuro, enquanto não pensarem que fazem falta braço para trabalha a terra donde sai a beleza e o alimento.

Tive ocasião de reparar no aspecto das crianças mais pequenas, que chegavam em mini autocarros, transporte da escola. Para a praia, ali faziam jogos de convivência com os amigos e professores, a uma pergunta minha, os professores afirmaram que todas aquelas crianças, dos 4 anos aos 7 poderiam abrir um computador, capazes de pegar nas cores usando-as para fazerem seus desenhos e ler as primeiras letras, em historias de letras figuras e números, uma porta aberta para o saber no futuro.

Essas crianças que vi em razoável número, creio que será a geração que vai mais usar as ciências de hoje e as vão desenvolver a um ponto nunca imaginado pela nossa geração, que mesmo assim, já muito temos visto.

Mas mesmo assim não deixo de não pensar na cultura de hoje tornada em rios de dinheiro de corrupção e de dividas, esta nossa cultura do futebol, onde os interesses ao dinheiro que não lhes pertence tem destruído clubes e grandes nomes de pessoas; antes, indestrutíveis, hoje o futebol é uma religião das maiores de deuses de pés de barro, mas capazes de fazer enlouquecer, a ponto de se deixarem morrer de ar de ataque ou de se tornarem corruptos e ladrões, entre alguns casos posso mencionar o saco azul, ou o apito dourado, mas isto não impede de podermos ver as catedrais desta religião, sempre cheias e aos gritos ensurdecedores.

Haveria sempre mais a dizer mas já vou muito longe e chega a aborrecer tanto bla bla bla.

Meus amigos, espero boa semana cheia de alegria para todos.

Por: Armando C. Sousa