Cerca de 10 Anos de Convívios
Depois de tantos anos no meio dos convívios
comunitários, assistindo e descrevendo festas e romarias,
das nossas tradições; pic-nics de clubes, mesmo
conjuntos familiares; o ter estado em festas de beneficência,
lançamentos de CDs e artistas ou de conjuntos musicais,
em clubes em nome de ranchos folclóricos, amigos de aldeolas
denominados vilas ou Províncias; Clubes em nome da cultura;
grandes nomes de Clubes de futebol seja do continente ou das ilhas;
lançamentos de livros ou exposições de pinturas
e mesmo artefactos, recordações queridas vindos
da terra mãe; festivais folclóricos; teatro e revistas,
e mesmo noites de bailarico...
Todo isto organizado por carolas? afinal serão mesmo todos
carolas? ou no meio dos cordeiros existem muito lobos vestidos
com pele de cordeiro.
Tantas vezes vi gente papuda, por ser presidente ou alguma coisa
no clube, mas longe da carolice, eram os maiores egoístas
do nome que ostentavam.
Nova direção, e desapareciam os carolas; desaparecia
o papo e o homem; contas quase sempre viciadas; dinheiro dos outros
é bem fácil de gerir.
Claro que estes carolas aprenderam nas escolas do governo; pois
estes é que só mostram o quanto devem quando lhes
for retirada a maminha.
Amigos tenho visto tanta gente nestes meus anos que escrevo a
dançar no mesmo espaço, mas sem conseguir dançar
com alegria; uma grande parte desta gente rodopia sem ouvir a
musica; não sentem prazer pela cultura, nem tão
pouco pela amizade que deveria ser a nota alegre do salão;
tantas vezes naquele espaço não se consegue discernir
afinidade intima, sem prazer real da festa.
Lê-se em certas caras os vincos de intriga, caras de inveja
e escárnio; no rodopiar se enxergam caras mesquinhas e
falsas; outras que se acobardam sem coragem de dar dois caralhos
e um murro na mesa dizendo basta de hipocrisia.
Tantas vezes a amizade é atraiçoada: um esforço
tremendo dum grupo de gente que acredita, vê o seu esforço
e vaporar-se e seguir talvez no bolso de quem teve o domínio
de todas as operações e para não deixar pistas,
o livro fica em branco.
A minha alegria foi grande quando 10 atrás aqui cheguei,
vindo duma cidade Mineira; julguei encontrar aqui um cantinho
maravilhoso, quase um paraíso, musica da terra que me viu
nascer e crescer; sim, folclore de Portugal.
Enganei-me; apenas tinha encontrado gente mascarada, com mascaras
de cultura que logo a retiram ao terminar o ato.
Essas mascaras desaparecem, entram outras caretadas que continuam
a dança; essa dança com o salão cada dia
mais vazio; cada vez mais gélido. Pois ali já não
existe o calor terno de pura amizade e o amor pela cultura d’um
país berço de tantos novos povos; verdade carolice
é o motor duma cultura; mas também tem sido espelho
da corrupção de tantos; em nome da cultura, continua
a ser o trampolim que muitos usam parta alcançar objetivos
para si próprio.
Amigos neste meu mundo de escrever, deveria ser composto de lindas
mensagens, tantas vezes é difícil encontra-las;
não seriam reais devido as mascaradas dos atores.
Vamos ficando desilusionados com estes falsos preconceitos onde
reside a hipocrisia.
Esta gente na ânsia de se mostrar alguém, esquece
que o dinheiro não compra respeito: mas pode ser a moeda
da hipocrisia.
Amigos, quantas vezes admirando pequeninos insetos fico admirado
com a maneira organizada de entre ajuda.
Um dos insetos que me faz vergonha e envergonha todos os que tem
a mania de serem alguém, são as abelhas; tão
organizadas e pontuais, se a mãe natureza lhe for propicia,
estas se podem multiplicar em nações, mas não
admitem mais que uma rainha em cada nação. As abelhas
sociais as vespas e as formigas fazem parte dos insetos que vivem
em colônias com uma organização tão
sofisticada que envergonha esses seres manientos de comando que
querem ser alguém no meio humano.
Existem diversas classes de abelhas, mas apenas as melíferas
se organizam em três classes principais, as operarias que
providenciam alimentação à rainha e ao zangão
que acasala a rainha , uma colônia de tamanho médio
tem uma rainha, cerca de cem zangões e à volta de
setenta mil operários.
Elas desempenho o seu trabalho conforme sua idade, assim as abelhas
mais novas dedicam-se durante catorze dias à alimentação
das larvas que a rainha pôs e o zangão fertilizou,
no fim desse tempo tornam-se coletoras, saindo em busca de alimento
pêlos campos de flores, passando 21 dias estas voltam dentro
da colméia para com suas glândulas cerosas passem
a concertar e construir essas células onde dentro das quais
podem armazenar o pólen que virará mel.
As células fabricadas tem precisão...seis lados
iguais que servem também para os ninhos das larvas... a
operária no seu ultimo modo de vida dedica-se a limpar
a colméia e fazendo pequenos vos de reconhecimento, para
estar alerta contra os inimigos e fazendo seu serviço militar,
guardado a entrada da colméia e a ventilando.
Se nós repararmos bem na verdadeira entre ajudas destes
insetos, nós deveríamos de nos envergonhar por tanta
hipocrisia usada em vez de entre ajuda par com nosso semelhante;
essa entre ajuda que temos obrigação de oferecer
aos nossos irmãos da sociedade.
Mas será que estes insetos tão pequeninos, creio
quase sem miolos possam respeitar minuciosamente as doutrinas
de céus deuses?... ou eles não terão deus...
fazem apenas parte da beleza e exemplos que esta mãe natureza
nos oferece?
Das formigas temos outro exemplo, juntas podem cavar um túnel
em terra bem dura, e ali construir seu palácio que enchem
de alimentos; mesmo quando um pedaço de alimento é
mais pesado, podes ver duas, três, ou quatro, carregar com
esse pedaço para seu celeiro; sem verem tiros na ordem
de comando; isto pode-nos ensinar muita coisa... primeiro estes
insetos não precisam rezar para levar a vida, segundo porque
estes colaboram também sem andar á porrada ou roubar
o que pertence à sociedade... enganando esta hipocritamente.
Mas ainda falando das abelhas, estas fazem parte da beleza da
natureza, fecundado as flores, estas produzem mais pólen
e são mais belas, as abelhas fazem parte do nosso universo
por milhões de anos produzindo o doce mais doce.
Tantos anos e este ser humano não aprende a ser honesto
e a deixar sair verdades e doçura de sua boca como o deixam
as abelhas... estas de verdade tem um ferrão no traseiro
Mas os homens, tem ferrão na boca, com veneno fatal.
Por: Armando C. Sousa