Casa
Cultural de Vila do Conde
Reviveu tradições de Páscoa
Vila do conde mesmo sendo Parte do Douro
Litoral está ligado pela liturgia ao meu Minho; este está
recheado de belas tradições ligadas ao renascimento
da vida e da ressurreição de Cristo.
Páscoa
era uma grande atração com a cruz conduzida pelo
Padre e mordomos que andava de porta em porta.
Naquele tempo, na aldeia os caminhos de terra batida, eram varridos
e atapetados com pétalas de flor de (japoneira) Camélias,
e verdes; murta, era e lestas; uma erva muito cheirosa depois
de cortada uns dias antes e ao ser pisada deitava um cheirinho
maravilhoso...(Recordações de criança) camuflando
as dificuldades higiênicas da época.
Depois do sino anunciar o aleluia hera uma alegria.
A visita pascal continha um místico contagiam-te de amizade
e de perdão.
O ir beijar a cruz na casa do vizinho e o confraternizar com um
copo, a ressurreição; era uma espécie de
perdão de faltas cometidas ao longo do ano.
No meu Minho e arredores a páscoa era vivida com a alegria
de vestir fato novo, a juventude de amêndoas no bolso para
as moças, quando estas as queriam pegar do bolso.
A cruz passava e o fogo estourava; as violas e concertinas saiam
à rua, a festa continuava com dança.
As gentes de Vila do Conde, ligados á casa cultural de
Vila do Conde de Toronto juntaram-se mais uma vez para confraternizar
e reviver esses momentos da alegria da Páscoa, que nos
conta a tradição dos folares, uma oferta quase exclusiva
dos padrinhos aos afilhados relembrando o compadrio, e o ter feito
um crente em cristo.
Sobre o símbolo do ovo e a vida, data de milhares de anos
atrás, vindo da China, e adotado ao cristianismo cerca
do ano 350 DC.
As pessoas que organizaram este convívio Vilacondense estão
de parabéns por englobar os mais minuciosos detalhes para
um convívio perfeito, recreando as tradições
do beijar da cruz, com uma alusão ao acaso pelo Reverendo
padre Cunha.
Mas antes foi servido um almoço delicia para nossa gente...
o bacalhau estava maravilhoso, o Bife e seus acompanhamentos estavam
deliciosos, com o refrescar da sobre mesa.
A sala estava bem engalanada para relembrar a aleluia, e o renascer
da vida, as amêndoas lá estavam em quantidade, mas
o melhor de tudo era a harmonia do convívio, que não
arrefeceu mesmo com o estourar da bomba lançada pelo atual
Presidente, homem que à cerca de 8 anos vem pondo a sua
enorme carolice para guiar os destinos deste clube.
Disse, estimados sócios e amigos; a casa Cultural de Vila
do Conde vai fechar... grande silêncio... aquelas palavras
foram como um grito de apelo; para os sócios e amigos se
reunirem e tomarem conta dos destinos deste clube...financeiramente
este Clube de Vila do Conde estão bem sólidos, José
Carlos deu a entender que a família Eusebio precisa de
passar as rédeas diretivas a outros carolas; estes se esqueceram
de aparecer na última reunião da assembléia
Geral; motivo talvez de horas contraditórias com a boa
Ética.
Calos Eusébio ainda como Presidente, fez um apelo para
no dia 8 de Maio estarem todos presentes para continuarem com
as tradições dos convívios de uma terra que
vem dos confins do tempo, e com foros dos nossos primeiros Reis.
Mais tarde vi circular uma Carta escrita e assinada pelo presidente
da assembléia geral deste Clube, que me deu resposta ao
grito do Presidente Eusébio, o que me deu a entender que
a mão esquerda precisa de saber onde está a mão
direita.
É de esperar que sócios e amigos da Casa Cultural
do Vila do Conde, dessa carta, tomem apenas a data da realização
dessa assembléia; no dia 8 de maio, que estejam presentes
para tomarem em suas mãos os destino, desta prestigiosa
agremiação. Prometendo o Presidente de estar sempre
disposto a ajudar, para bem do clube.
A festa da páscoa continuou agora com dança pelo
dj. E as mesas eram servidas com o magnífico pão-de-ló
e ovos duros de Páscoa. Que se pode dizer era delícia
este mimo recebido para continuar com este convívio Pascal.
Mano Belmonte quase conterrâneo que tambÉm brincou
com as águas que banham vila do Conde foi o artista do
dia proporcionando um divertido entretenimento.
6 da tarde o convívio pascal continuava animadíssimo
apenas eu tive de me ausentar por compromissos de família...
Em nome pessoal e do Jornal Nove Ilhas agradeço a Dina
Eusébio, do estúdio 77 pelo convite a este maravilhoso
convívio das tradições do beijar da cruz;
trazidas nas raízes que atravessaram o atlântico
e aqui se radicaram e viveram enquanto dermos forças e
ajudas aos carolas.
Por: Armando
C. Sousa