Quem somos?

E porque somos assim?


Claro que a resposta será; somos seres racionais, com a habilidade de aprender, ou por outra, a nossa mente tem a habilidade de receber tudo que lhe deitamos, e transformar em produto final as crenças, sejam de que maneira forem.

 

Estamos no século três mil da nossa era, e divididos em muitas crenças, que nos põe em guerra constante, destruindo-nos uns aos outros, nesta vida emaranhada de nomes, para nos definir como verdadeiros seres inteligentes

Mas na verdade este não foi o principio da vida humana na terra, nem nos deveríamos de regular por tais ensinamentos.

Antes disto fala-se noutras civilizações de que se tem encontrado vestígios por todo o universo de que fazemos parte.

Mas em cada pedaço de terra existe uma outra raça sempre diferente da próxima que se encontra.

Os ensinamentos, muito dificilmente, chegavam a dividirem-se, por outras raças; umas porque não aceitavam o saber que os outros lhes procuravam transmitir, outros porque não podiam aceitam, com medo das represálias, dos homens de poder que dominavam as raças; outros porque tinham suas próprias palavras e meios de se definir são diferentes, outros pela diferença de cor, de hábitos e costumes que se não reconciliam.

Sei que em nossa ingenuidade existe um místico de mentira e cinismo; somos materialistas, sem o verdadeiro senso de duas coisas que nos poderiam levar a uma vida de paraíso; agarrando o senso que a palavra nos impõe; de resto quem sabe verdadeiramente o que é o paraíso?.

Sim amigos, falei em duas coisas, e estas bastariam para nossa vida cheia de paz... seriam essas coisas, igualdade e amor.

Igualdade de língua, igualdade no ter, no trabalhar, igualdade no viver, mesmo que o trabalho fosse distribuído ao nível de compreensão e de definição das coisas que o universo produz para nós, com iguais obrigações do respeito para com os nossos semelhantes.

Mas afinal os deuses de cada um diversificaram tantos as coisas para protegerem os inventores dessas lendas, de mitos e diabos que é inteiramente impossível curar a humanidade de seu ser doente, cheia de raiva, cheia de preguiça e de inveja.

Tudo por falta de igualdade: não falo na igualdade de cores feitios ou fisionomias; mas sim na igualdade que nos encaminharia à paz.

Nos meios católicos literários, a palavra alma, é como um selo dado a uma licença poética, mesmo o poeta sabendo que está usando de hipocrisia, mas desta maneira injeta-o para um lugar superior respeitado por essa classe; isto mesmo que sua crença seja a penas espiritismo.

Noutros, seja o meu eu, meu caráter, minha essência de vivencia, minha energia anímica, meu sopro de vida, ou ainda outra coisa que se relacione com nosso ser.

Verdade que estamos todos fora dos trilhos, se em nossa vivencia ou alma, não procuramos a igualdade.

Quando falo de vivencia ou alma refiro-me a sentimentos, sensações que podem ser de prazer ou de tristeza, que hoje sabemos que são elétrons que se formão em nosso cervo; este comanda o coração que injeta o sangue para dar vida ao corpo, ou mesmo fazer sentir prazer ou vergonha.

Na verdade o coração nada sente como nos faziam crer antigamente, o coração é apenas um músculo, que nada mais faz que o seu trabalho de fazer circular o sangue que nos dá vida, se o não envenenamos; esse veneno vá fazer paralisar o cervo que o comanda o coração.

Haverá alguma coisa em nós alem da química cerebral? Ou teremos apenas a minde criada em nós desde a nossa concepção, alimentada com o que lhe demos para alimentação? Creio que é isso mesmo... se alimentarmos a minde com diabos e coisas ruins, colhemos medos; se alimentarmos a minde, ou se quiseres chama-lhe alma, mas se a alimentamos com amor e igualdade colhemos tranqüilidade misturada com decepções criadas pelos que acreditam nos medos do diabo.

Esta é uma grande doença que faz criar ódios contra aqueles que não acreditam nos diabos ou nos deuses; mas apenas acreditam que deveríamos encher nosso cervo com respeito igualdade e amor.

Conheço pessoas que mesmo dentro se sua própria casa, sentem arrepios ao descer ao basemento de noite, tudo porque alimentam seu cervo, medos e coisas más; se um rato passar nessas ocasiões sobre essas pessoas, elas ficam gritando e tolhidas de medo como seja o mundo a desabar-se sobre essa gente doente de sua minde.

Toda a religião, tem criado um mundo de atrocidades; a minde dos Indianos que freqüentaram escolas e colégios cristãos aqui no Canadá, foram brutalizadas por circunstancias que o tribunal decidiu mas o governo ainda não resolveu.

Em Caxemira entre Indianos e Pakis desde tantos anos tem havido mortandade; na Palestina os Judeus e Islâmicos; estes se têm feito em bombas humanas para obter as setenta e cinco virgens, comida que sua mente, ou alma como lhe queiras chamar, se tem alimentado: e nisto digo mentalidade doente, doença recebida pelos ensinamentos;

No Afeganistão, as mulheres brutalizadas com a lei da burca, sem direito de escola, ou liberdade de palavra, para não dizer mais da brutalidade dos homens que obrigavam a tal ensinamento.

Na (Chachenia Rússia) tudo destruído por uma causa sem causa no meu modo de ver, religião e sempre a religião.

Em Portugal, fomos brutalizados pelo convenio da igreja e da ditadura; um dos motivos porque aqui nos encontramos; eu pelo menos, já que não devo falar pelos outros.

Amigos leitores. O floco de guerra por conta do egoísmo aumenta a cada momento, cada passo se formam novas seitas todas baseadas no mesmo sentido, que é o que ruína mais mentes; essas seitas se dizem religiosas , enchem os cestos de dinheiro; dinheiro esse que fomenta mais guerras e terrorismo.

O que mais precisamos nestes dias é de governos que deixem avançar a ciência, para formarem professores livres das religiões, mas com compreensão do universo que nos ensine a respeitar a mãe natureza.

Que encimem todas as matérias baseadas na retidão da igualdade e do amor.

Precisamos de cientistas escritores e poetas, que nos descreva a verdade da mente e minde, do funcionamento de nosso cervo desde que somos concebidos.

Quando nosso corpo ficar sem mente ou minde, morreu o nosso eu, nosso espírito de vida terminou.

Desde esse momento pergunto: Quem somos nós?


Por: Armando C. Sousa

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