O amarrar do amor II

 


Corvo Azul olhando Gloria da Manhã semblante de dor, sentiu que a dor se cravara em si mesmo, e quase se arrependera de ter atirado sua flecha, mas ao mesmo tempo se alegrara de o ter feito, dizendo se os meus beijo te quebra-se a dor como os beijos de minha mãe, eu te agarraria e beijaria, mas desta maneira farei o que poder, mas ao mesmo tempo depôs um beijo no braço daquela que rangia de dor.

Levantou-se e nos arredores colheu folhas flores e raízes, que bem machucou dentro duma concha das muitas que se encontravam entre as rochas por onde se sumia a água para aparecer a muitas passadas da lagoa da queda.

Corvo Azul depôs as mistura numa folha do Lírio do vale e depôs sobre o ferida do braço da Gloria da Manhã.

Esta ao sentir a frescura da misturas da poção, sentiu-se aliviada das dores que a martirizavam desde a sua volta de animal a mulher.

Sentindo que poderia manejar seu braço sem dor o lançou sobre o pescoço de Corvo Azul e o beijou efusivamente, quando terminou sentiu sua cara em fogo, o pudor, corou pelo seu gesto de agradecimento, e as células de seu corpo sentia-as crescer de amor...hooo que era desconhecido o que sentia, seus pêlos arrepiaram, seus peitos cresciam, sentia um desejo enorme de voltar a agradecer de o beijar abraçar rolar gritar chorar, seria libre de dormir finalmente com um homem, que muitas noites observava; estes mesmo que se encontrava junto de si.

Corvo Azul cada madrugada que se levantava ainda tudo dormia e já ele se estava lavando no regueiro do lugar; era ali que a bicha ficava até aos últimos minutos da noite.

Admirando a beleza do corpo do homem, e os desejos de ser mulher completa aumentavam; quando vista, esta se lança na ultima etapa da noite, para regressar em forma de estrela Gloria da Manhã ao seu leito.

Agora junto ao homem que amava sem poderes de transformação e regresso, sentia-se enlouquecer, queria sentir o prazer completo do corpo enrolado no corpo.

Os dois se beijaram loucamente, ficando amarrados nos braços um do outro por longo período.... acordaram para a realidade; Corvo azul deitou as mãos à corda feita de trás de peles, e disse, vou em busca de socorro para ti, Gloria da Manhã.

Esta lhe deitou as mãos sobre o pescoço e disse, bem anjo salvador; este disse meu nome é Corvo Azul filho do feiticeiro da tribo, e vou pedir a meu pai para nos amarrar em amor...ela disse, vem Corvo, eu te levo pelo caminho dos corredores; ela e ele de braços sobre os ombros entraram debaixo da queda de água; Corvo Azul ficou abismado com tão maravilhosa gruta repleta de enormes cristais que esplandeciam por todos os lados.

Gloria da manhã nunca tinha visto com olhos humanos tanta beleza.

Esta gruta os levou ao grande labirinto do penedos do inferno... Nunca ser humano tinha profanado seus segredos; ali numa pequena clareira, se encontrava um unicorne branco de asas transparentes que se podia confundir com as nuvens brancas da natureza; este que se encontrava impaciente, corno pegou na Gloria da Manhã, jogando-a a sua garupa, o mesmo fez com o Corvo Azul, então o Unicorne subiu voando com a velocidade quase do pensar, depondo-os na aldeia Sioux de Olho Certeiro, Pai da Gloria da manhã e chefe da tribo.

As novas correram por toda a aldeia como o vento; diziam que um guerreiro de outra tribo vinha para levar a Filha de Olho Certeiro, e que esta era pretendida pelo temível Espinha de Serpente.

Este traiçoeiramente, sem espera; vinha para cravar sua faca nas costas de Corvo Azul, mas Gloria da Manhã que o observava a manobra do Espinha de serpente; rastejou-o nos últimos segundo rastejou-o e este foi cair de focinho entre as pernas de Corvo Azul, que nada sabia do que se tinha passado e menos que foi sua amada que o salvou talvez da morte.

Ao mesmo tempo Olho Certeiro estava á entrada da tenda real e viu a manobra da filha e Espinha de Serpente; chamou os dois e quis saber a verdade.

Sua filha contou toda a verdade e porque Corvo Azul ali se encontrava e iria ser morto se ela não rasteava o Espinha de Serpente.

O pai disse, Corvo Azul não é filho dos nossos bravos, portanto para casar com filho de Olho Certeiro terá de vencer o teu declarado pretendente, e este é o bravo Espinha de Serpente...

O torneio foi anunciado, teriam –se de bater em perícia de armas; galopando seria preciso a flecha atravessar uma argola e o centro do alvo.

Corvo Azul retirou seu Palato de couro, deixando ver-se um corpo cheio de músculos.
E um peito que pulava com o arfar, sues olhos luziam ao olhar Para Gloria da Manhã.

Espinha de Serpente com desdém levou seu arco a devida altura... a flecha partiu atravessou o arco e mesmo no olho de Boi se cravou; Corvo Azul recuou três passos e Gloria da manhã beijocou-o com um beijo de amor e se sorte. Desse mesmo sitio com a moça a roçar seu braço deixou partir a flecha que se cravou na primeira flecha.

E uma flecha que caiu a seus pés desafiando Corvo Para uma luta a corpo. Pois este tinha beijado Gloria da manhã antes de a conquistar.

Pena amarela irmã de gloria da manhã veio em correria beijar Corvo Azul que corou olhando para Gloria da Manha, neste momento uma faca atravessava os ares que veio passar pelo braço de Corvo Azul e cravar-se numa anca de Pena Amarele que gritava com dores; esta foi levada para a tenda, gloria da Manhã pediu ao pai para deixar Corvo Azul tratar da irmã enquanto os guerreiros da tribo renegavam Espinha de Serpente que não poderia voltar à tribo em doze luas.

Corvo Azul foi procurar as n mesmas flores ervas e raízes, para fazer a mistura, depois de tudo feito foi para dentro da tenda onde se juntaram chefe e feiticeiro, Corvo Azul puxou a saia de Pena Amarela para os quadris, deixando uma linda bunda a descoberto por segundo apelidando-lhe o miraculoso liquido das ervas e raízes.

Pena Amarela lançou-se nos braços de Corvo Azul para lhe agrade o terminar suas dores, seria só para lhe agradecer? Ou para beijar os lábios daquele homem que as moças da aldeia todas o desejariam fazer.

Gloria da manhã saiu da tenda de cara vermelha e olhos com lagrima, pensando como poderia amarrar aquele amor que a fez mulher....

(Fim da segunda parte)

Conto Inédito de Armando Sousa

Por: Armando C. Sousa

Clique na imagem
e envie esta página!

Voltar