O amarrar do amor
A
cada madrugada Corvo Azul o filho mais novo do feiticeiro da tribo
gente Índia que vivia junto as grande lagos do norte das
Americas. levantava a pele de veado que lhe servia de entrada
a sua tenda, cheia de troféus de suas caçadas nas
redondezas, e mesmo nas montanhas onde recolhia as penas mais
belas para suas vestes festivas ou coroa de guerra; este mais
uma vês osculava os ventos as nuvens e as cores dos astro.
A
cada dia que passava este bravo guerreiro mais sozinho e desolado
se sentia, havia de já alguns dias que seguiu aquela maravilhosa
corça que aparecia de traz de uns arbustos a pouca distancia
de sua tenda confeccionada com peles de suas caçadas.
Naquele
dia o veado fêmea surgiu, olhou Corvo Azul, viu que foi
vista, e iniciou sua correria por entre arbustos, contornando
penedos e arvores seculares daquela floresta cheia de caça
e de mistério; esta numa correria desenfreada, olhando
que Corvo Azul se encontra-se a boa distancia mas sem a perder
do olhar.
Assim,
chegou junto do alto penedo mais próximo da queda, mais
uma vês olhou para traz e saltou, desapareceu nas águas
espumosas que aqueda transformava a pequena lagoa.
Corvo
azul correu, mas como os outros dias nada viu do alto do penedo,
e ao mesmo tempo sentia faltar-lhe a coragem de saltar e entrar
no lago sagrado, segundo diziam seus antepassados.
Diziam
os seus bravos visavós; que aquele que naquelas quedas
entra-se, não voltaria mais para contar suas desgraças
ou aventura.
Corvo
Azul, pensava se seria verdade ou se seu pai teria algum feitiço
que o pode-se arrebatar, pois acreditava nos poderes do fumo das
folhas secas que tocavam as brasas tornando-se em aromas misteriosos.
Aquela
queda cheia de mistério, era quase como a divisão
da terra em altura, sem se poder vislumbrar onde se poderia subir
sem ajuda de longas cordas.
Nesse
dia Corvo Azul concebeu o seu plano pensado; acreditar em lendas
nos pode libar de mil perigos...mas quando poderemos saber se
esses perigos realmente existe?
Creio
que deveremos enfrentar esses perigos, e quem sabe talvez descobrir
uma nova dimensão para nossas vidas; sei que isto é
contradizer, e me podem chamar louco se o fizer, nada direi, mas
desde hoje irei em segredo trabalha a tecer cordas das peles da
minhas caçadas.
Em
pensamento Corvo Azul dizia, um dia terei corda suficiente que
atinja as águas da lagoa e me poderei banhar na espuma
e torrente inimaginável da cachoeira
Os
dias foram passando, a cada manhã lá estava aquela
bicha linda de olhos irrequietos, com as orelhas a tremelicar
como dois radares esperando o sinal de partida, mesmo como um
desafio ao filho do Feiticeiro da Tribo. Corvo Azul.
Corvo
Azul preparava suas flechas, acertava seu arco, e pensava; por
onde poderá subir este animal que me desafia a cada dia,
e sem medo se lança nas águas funda da lagoa da
enorme queda de água.
Este
pensava... porquê que os seu viviam de lendas e medos sem
nunca as procurar desvendar; porquê que a vida dos seus
era governada por espíritos que nunca via, por palavras
e gestos com o fumo, cantos e danças.
A
sua determinação e curiosidade era cada vez maior,
Corvo Azul queria desvendar a duvida que o ruía... falando
para si próprio dizia; afinal todos morremos, porque não
desvendar este mistério que traz minha gente cheia de medos.
Naquele
dia a corda chegou a esconder-se na espuma, chegou o dia da grande
aventura; dia do desvendar o mistério e entrar no segredo
que rodeava toda sua tribo.
Os
raios de luar clarinho descendo das alturas infiltrando-se por
entre os pinheiros,( maples) e carvalhos, dava ás clareiras
muita luz, e a Corvo Azul o poder caminhar junto ao pinheiro que
ele dias antes tinha feito o palanque de espera pela bicha.
Já
em cima, nele sentado seu arco e flechas traçado sobre
o joelho, encostou-se e dispôs-se a esperar; a alvorada
ainda vinha longe, Corvo Azul embalado pelo silêncios, apenas
o uivo da coruja se fazia ouvir; Corvo Azul fechou os olhos, talvez
sonha-se, talvez não, mas um volto de asas transparentes
cruzou os raios de luar, a beleza do corpo o fez tremer todas
as células de seu sangue, visão maravilhosa ou sonho;
suas mãos desceram como um autômato sobre seu arco,
ao olhar a baixo viu a bicha que principiava a correr como acouçada
por um (predastor) inimigo.
Corvo
Azul disparou seu arco, nos ares ecoou um gemido mas a bicha desapareceu;
Corvo Azul desceu e correu para o grande penedo de onde cada dia
a bicha saltava e desaparecia na espuma da pequena lagoa da grande
queda;
Seu
destino estava traçado, queria ir mais alem e distanciar-se
da lengalenga de seu progenitores, Corvo azul estava mentalmente
preparado para entrar nos contos misteriosos onde se guardava
o medo de tantas gerações; talvez desaparecer nas
águas espumosas da pequena lagoa, assim os seus, poderem
criar mais lendas de terror.
Corvo
Azul ainda viu a bicha saltar, a profundeza era grande mas não
deteve desta vês Corvo Azul, que saltou, e sua surpresa
foi enorme ao subir depois de quase tocar o fundo. Na superfície
das águas estava uma beleza de mulher que se debatia para
se soltar das algas que lhe pendiam os pés, Corvo azul
num ápice pegou na sua faca de mato cortando as algas;
quando este voltou à superfície já não
viu aquela beleza de mulher.
Os
minutos passaram, e os mergulhos se sucediam.
Já
cansaço se sentou junto à corda por onde deveria
subir de regresso à aldeia, quando por de traz da queda
das águas surge um vulto de mulher coberta de peles, um
braço imobilizado, talvez ferido, mas a moça sorria
e se aproximava de Corvo Azul..
Os
dois se sentaram nas bodas das águas da queda; Corvo Azul
espantado pela tranqüilidade daquela beleza perguntou, ?quem
és tu? Porque te encontra aqui?...os olhos daquela moça
brilharam, e num grande sorriso disse; meu nome é Gloria
da Manhã, sou filha dum chefe de tribo que vive depois
de passar as montanhas e os grandes lagos, apenas asas de anjos
me podem levar ao fim do destino de meu fado que tu cortaste com
tua flecha certeira me feriste.
Assim
os dois passaram horas contando o porquê que ali se encontravam.
Todo
o mistério foi desvendado: A moça mais nova das
sete irmãs corria o fado. Que só poderia ser cortado
por homem corajoso disposto a encontra a verdade de ditos e lendas.
E fosse libre de amar.
Agora era
Gloria da Manhã que se torcia com dores no braço
ferido.
(Fim
da primeira parte)
Conto Inédito
de Armando Sousa
Por: Armando C. Sousa