Dia internacional da Mulher
Na Associação Democrática De Toronto
Era
dia da mulher, dia daquela que me recebeu no seu ventre, e me
guardou por nove meses, apesar dos pontapés que eu dei
em seu ventre.
Era dia consagrado à mulher, mulher que me carregou em
seus braços, quando chorava com fome me chegava os seus
espaços, quero dizer seus seios, para me apascentar, e
fazer crescer, em homem me tornar, e me guiar na vida, ou mesmo
chorar quando nada me podia dar; era imperativo para eu ir a um
lugar onde a mulher fosse, e eu pudesse também com minha
presença homenagear.
No programa falavam que iam ser recitados poemas, coisa que eu
adoro, ao mesmo tempo descrever as lutas e o rol da mulher.
Enfim poderia homenageada a mulher que, como a minha, teve o rol
de companheira, de ser o rouxinol nas horas de solidão,
que me ajudava a levantar nos momentos que escorregava na vida
e caía, que me chegou os seus ombros para eu chorar, em
certos momentos de adeus de familiares e amigos, aquela que os
seus peitos serviram muitas vezes de encosto e de enorme prazer.
Aquela que sem horário de trabalho estava alerta 24 horas
por dia , atenta ao gemer dum filho, e de seu tombos e escoriações,
queria estar num lugar onde pudesse sussurrar, mulher este é
um dia a ti dedicado pelo mundo, eu da minha parte aqui estou
junto a ti depois de 45 anos de percorrer o mundo, com filhos
ao colo, quantas vezes fazíamos corrente humana no quest.
de viver em três países e dois continentes.
Lutando por uma educação que não tive, e
pelo pão que me faltou no País da Ditadura
Com estes pensamentos me apresentei no salão da Associação
Democrática com intenção de reportar para
a comunidade os eventos desta associação, onde pela
primeira vez , já lá vão muitos anos se juntaram
os homens de mentes democráticas neste País das
neves eternas par ajudar e encorajar os irmãos de Língua
e sangue, que ainda carregavam o jugo da Ditadura, a sua libertação.
Daí porque o 25 de Abril figura em grandes letras na sua
sede.
O meu acolhimento não sendo dos mais desejados foi por
mim sofrido. Paguei as minhas águas, e dispus-me à
apreciação do espetáculo.
Depois do jantar a direção a agradeceu aos presentes,
desculpando-se por falhas que por ventura tivessem surgido, anotou
a presença do representante do Jornal Nove Ilhas, dando
a conhecer a ausência de seu diretor cultural Sr. José
Pereira, mas que o programa seguia como ele o idealizou.
Foi apresentado o grupo coral feminino da Casa do Alentejo, grupo
este sempre pronto a dar a mão à cultura da nossa
gente, e cantou muito bem, quatro números, neve…o
tempo vai um encanto… hino da mulher… e ao relembrar
os 50 anos da nossa imigração… cantaram o
imigrante.
Foram apresentadas duas crianças lendo. Depois foi lido,
não clamado um poema da autoria de Manuel Sanches; Avelino
Teixeira apresentou um dos seus lindos trechos o que não
deu para aquecer a vós; falaram da luta da mulher pelas
horas de trabalho e seu inicio em 1857 e pela sua igualdade que
terminou em 1982 com a assinatura dos direitos humanos.
Seguiram como exemplo da mulher descrevendo a vida da Rainha Vitória
e o parto a seus nove filhos, tornando-se Imperatriz da Índia
depois de viuvar, morrendo a 22 de janeiro de 1901… relevante
ou não, idéias do diretor da cultura do centro Democrata
Stefany Mendes cantou muito bem para a sua idade.
Foi realçada a vida de uma mulher da rua Francesa, pescada
por um dos pimpos, tornando-a numa das maiores figuras da música
francesa, seu nome se não estou no erro (Peatre) Hans Muños
de descendência Espñola cantou com muito agrado da
platéia, criança de quem tereis muito a ouvir falar
num futuro bem próximo, tem vós de encanto.
Depois foi a vês de enaltecer a vida de Maria Angelina de
Sousa como poetas de cantigas ao desafio, onde foram lidas duas
quadras de sua autoria, Avelino Teixeira voltou para mais um belo
trecho de musica, deram um intervalo… supondo que teria
de recolher mais retalhos, resolvi com minha esposa ir celebrar
o dia que para mim tem grande significado, e dignificar de verdade
a mulher companheira e mãe de meus filhos, esta que é
tudo para meu ser…
Esperando
que o Jornal Nove Ilhas publique meu poema e do Sr, Manuel Sanches
junto a este artigo...
Por: Armando
C. Sousa