Chegou o 2005
Meus
amigos e leitores desejo-vos mil e uma felicidades nestes mais
de trezentos e sessenta dias que espero que passem por nossas
vidas.
Leitores,
depois da última badalada do ano passado, a minha primeira
reação foi beijar aquela que nos últimos
45 anos vem sendo amiga, esposa, companheira, conselheira o poço
de todas as culpas, mas sempre rainha da nossa vida.
Seguidamente
jorros do meu sangue e seres que fazem meu sangue jorrar; abracei-os
e segui para caminha, para entrar no desconhecido do sono; entrei
no abismo desconhecido dos sonhos e pesadelos, que nos leva sempre
pertinho do abismo do ser nada.
Não
sei por onde andei, mas ao abri os meus olhos encontrei-me com
luz.
Sorri
e beijei pela primeira vez depois do sono; entrou em mim uma vontade
férrea de querer usar o resto dos segundos que me são
dados pela vida a poder fazer alguma coisa pela humanidade, mesmo
que seja pouco, mas alguma coisa.
Temos
86.400 cada 24 horas, e precisamos dar cerca de um terço,
desses momentos ao sono, que pode nunca mais nos restituir à
luz; mas se voltarmos a ver essa luz maravilhosa que nos dá
prazer à vida, porque não usar esses momentos a
fazer o bem?
Meus amigos! Creio que neste fim de ano já muito refletimos
no que somos, e a resposta foi bem desiludida.
Primeiro
encontramos a mortandade de uma guerra, que não encontramos
justificação, mesmo sabendo que é uma guerra
de religiões e de vingança, continuamos a não
ver motivo para que a humanidade se aniquile em vez de procurar
meios de entre ajuda e poder educar os teimosos para uma vida
melhor; digo teimosos, porque sei quanto mais atrasadas são
as gentes mais difíceis é de as convencer que existe
outra maneira de viver.
Encontramos
em Israel um meio de religião antiga que não aceita
nada que lhe não traga ouro e poderio; acabando por receber
a morte com as bombas humanas dos Palestinos;
Conforme seu ensinamento, as mães incitando os filhos a
serem mártires para poder receber as virgens a eles destinadas
no paraíso, mentalidade miserável.
Bush
esse encetou uma guerra onde usou uma enorme base de mentires,
para destruir um País milenares com relíquias sem
conta, onde a humanidade sem ser prefeita, ia vivendo com suas
iniqüidades; assim esse Bush e acólitos vão
matando centenas de milhares, enchendo os seus cemitérios
de fotos de jovens, que foram levados à morte por um dever
sem justificação.
Estes
focos de lume de guerra vão se alastrando por todos os
lados, e com a guerra chega a fome e o ódio; temos nós
reparado na miséria que assola a humanidade, em países
que foram ricos de cultura e de viver, tornados por poderosos
em flocos de doença fome e miséria.; reparai na
miséria da Etiópia , do Sudão, da Coréia
do Norte e tantas outras gentes.
Reparai
no riquíssimo Brasil, e na miséria que por lá
vai nestes dias, onde impera a droga e gangas de ladrões.
Reparai
que a riqueza termina quando eles querem aquilo que pensam que
devem terminar; basta olhar para o que foi a primeira liga do
Hokey com suas grandes vedetes... os grandes da riqueza decidiram;
e já não fazem mais falta essas vedetas..
.
Falar-vos do maremoto, nos mares da Azia é real mente um
insulto; um assalto à vossa mentalidade, estamos massacrados
de tanto ouvir.
O
oferecer velas ou missas, não ajuda nem vivos nem mortos;
mas que seja um dólar angariado, isso sim, nela está
um coração que bate para ver bater vida.
A
destruição foi quase total. Não foram poupados
grandes nem pequenos, nem escolas ou hospitais; as igrejas e imagens
de deuses de todas as crenças foram destruídas por
onde passou a onda de destruição.
A
Mãe Natureza esteve muito zangada, mostrando ao mundo que
ela manda, e que afinal neste vale de lagrimas, o que mais necessitamos,
é ter um coração sensível que possa
refletir mais igualdade e menos egoísmo.
Nunca
vos esqueceis que na medida que vamos envelhecendo, nos tornamos
em pessoas diferentes, em nós deixa de existir os sonhos
e metas.
Fica-nos a esperança de mais um dia ver o sol a brilhar,
e darmos mais um sorriso para os amigos e companheiros, e nesse
momento devemos dar abraços de agradecimento por não
nos deixar viver na solidão...
Verdade
é. Para podermos expressar nosso sentimento primeiro temos
de acreditar no que nosso coração sente.
Creio
que nos podemos agigantar e passar a ser mais que aquilo que somos,
e nunca paramos de crescer por dentro, nesse momento em vez de
sonhos, vamos traduzir em ações, para produzirmos
nas mentes pequeninas lembranças do terror, mas também
das faces com sorrisos de alegria ao receber a ajuda tão
indispensável ao viver e saúde do mundo; atos de
caridade para com os necessitados permitirão dar exemplo
aos jovens para que nos vejam que somos humanos, e assim na formação
dessas mentes pequeninas nunca cresça o medo, mas sim a
certeza que vale a pena viver 365 dias após 365 dias e
cada momento desses mais de 80.000 momento por dias sejam de felicidade
para toda a humanidade.
Por: Armando
C. Sousa