Brincando com prosa
Se eu tive-se nascido poeta ao deixar o
paraíso maravilhoso do ventre de minha mãe, abrir
os olhos para a luz miraculosa do sol, que sozinha ilumina e aquece
este enorme universo composto por uma natureza rainha de todo
o ser vivo, onde os quatro elementos são o soro de todo
o viver.
Sim, se eu tivesse nascido com todos os requisitos necessários
para ser poeta; Teria tido possibilidades de escola para aprender
pelo menos o essencial; mesmo que isso me não livra-se
de controvérsias e azedas contradições do
meio do meu pensar, escrever e agir.
Assim cheguei a este planeta, que chamamos terra e quase que meu
primeiro chorar com razão, foi por causa da fome.
Pequenino sem pai, as trombetas da segunda guerra mundial dos
nossos dias ouviam-se por todo o lado, retirando o amor, e instalando
o egoísmo e terror.
Creio que as gerações dos nossos dias que ao ouvir
falar os mais antigos não acreditam que esta diferença
existiu.
Que o povo desse meu tempo quase nada sabia nem queria acreditar
que este universo é infinito, cheio de planetas e sistemas
solares ainda mais brilhantes que este sol que nos aquece e dá
vida.
Houveram uns tantos loucos com lógicas visionarias que
abriram o caminho ao pensar, e a mente do homem desde aí
se tem transformado; o seu pensamento é como uma minúscula
semente, que se transforma num mundo de rosas; dando à
ciência um não acabar de contradições
de que nunca tínhamos ouvido falar, e que os menos letrados
e mais teimosos nunca acreditarão nestas realidades, e
assim ficam agarrados á fé e esperança que
os não levará a lado algum de progresso.
O poeta verdadeiro nasceu para lançar o fruto de sua imaginação,
procurando agarrar as cores do amor universal; o poeta penetra
na sombra da noite com sua lanterna de pensamentos inéditos,
ele cria e segue sombras de toda a espécie; o poeta deita-se
e adormece com suas personagens; depois passeia com elas do abismo
do desconhecido; vive os sonhos alucinantes que talvez o decorrer
do dia tenha atravessado no seu caminho.
Vem os pesadelos que o fazem acordar do impossível; então
tu podes ver a luz que sai em fios pela janela onde o poeta está
recordando esses sonhos que tantas vezes levam a descobertas,
coisa que a mente nunca tinha imaginado.
Leitores, é assim que o mundo do poeta tem vida, ele seguiu
os sonhos que criou; estes se tornaram vida que invadiram seu
caminho, e povoaram um mundo impossível aos primeiros olhares;
mas o poeta não quer duvidas sombreadas, assim arma sua
mente que manipula as idéias atadas ao sombreado que o
sonho criou.
Este é um fenômeno que a natureza do poeta encontrou
depois do sol se por, o poeta seguiu a invisibilidade do ser real
que se esconde no infinito do tempo mas crescido na sua mente,
no seu ser, no seu eu; para mim isto, creio que é aquilo
que vós chamais alma.
Mesmo que me possais dizer e afirmar que é diferente; até
hoje nunca alguém com boa lógica me soube explicar
a diferença sem ajuntar crença; coisa que não
é nada mais que coisas que lhe foram entulhadas na mente.
A mente tantas vezes no sonho recolhe pedaços da vida passada
nos baços da mãe, ou brincadeiras com amigos; o
poeta procura pegar nesses fragmentos e escrever, vivendo de lembranças,
mas tantas vezes procura lança-las no fogo do esquecimento
, porque essas lembranças lhe fere a mente; mas aí
estão as saudades com essas memórias estranhas,
essas, que na mente vive eternamente enquanto seu eu viver; amigos
quantas vezes a lucidez nos atraiçoa deixando um grande
vazio na nossa mente; esta deixando a tristeza se apoderar daquela
maquina pontual que fomos; quantas vezes a lucidez abandona o
corpo deixando-o como um vegetal, sem noção do tempo
ou como se alimentar, nada sabe do viver e o morrer não
será a perda da vida, será talvez dor, talvez...
Leitores se o poeta não poder articular palavras lúcidas
para poder escrever, os dias principiam a se tornar longos e sem
graça.
Uma das coisas que tenho notado é que o poeta nunca tem
certeza, mas a duvida nunca o deixa com tranqüilidade; este
procura encontra-la no saber da ciência, e assim aprende
coisas, muitas coisas que não sabia, mas nunca chega a
dissipar a duvida, nunca chega a ter a certeza de saber.
Leitores, nós neste mundo criamos varias crenças,
e lhe chamamos crenças espirituais; verdade que estas crenças
fazem falta para ocupar a mente e dar moral e sentido á
vida; mas a verdade é, existe muitos seres que ocupam sua
mente procurando o desconhecido, o descobrimento duma coisa que
não existia; depois veremos que esta coisa facilita a vida,
e pode aumentar os anos de sobrevivência; mas isto irrita
aqueles que viviam das ladainhas e promessas.
Eu sou do tempo que andava entre o centeio que estava a ficar
loiro apanhando (dente de cão) para vender e fazer penicilina.
Sou do tempo que a lixívia se comprava ao quarteirão
ou seja quarto de litro.
Sou do tempo que o radio era tamanho duma televisão de
24 inchas.
Sou do tempo que quando chegou primeiro gira discos elétricos
andava de aldeia em aldeia ligado a um alto-falante, bailaricos
sem concertina.
Sou do tempo de fugir da porta ao bater as trindades com medo
do mafarrico poder entrar.
Sou do tempo que se uma gata parida comesses os resto duma mulher
que amamentava, esta lhe podia roubar o leite.
Sou do tempo de ver uma mulher parida com menos de um mês
trazer as calças do marido sobre os ombros para afastar
o diabo das paredes caídas.
Sou do tempo de me pendurar no para choque do carro que vinha
à aldeia
Sou do tempo de se fazer excursão ao campo de aviação
para ver um avião de perto
Sou do tempo de comprar três cigarros da tabaqueira por
dois tostões
Sou do tempo da (cadelinha lika) ser mandada para o espaço...
Enfim sou do tempo de ver chegar muitas invenções,
muitos de meus amigos já morreram, nunca nenhum me veio
dizer o que por lá se passa... trabalhei quilometro e meio
abaixa da face da terra, nunca vi o inferno, mas espero ver mentes
da ciência ir muito mais longe nas suas descobertas; a velocidade
aumentará muito, mas nunca nada chegará a ter a
velocidade da mente.
Certeza tenho que depois de morrer continuarei a viver...
Isto
porque toda a natureza é vida; isto até que um dia
que este nosso céu se desfaça em fogo.
Por: Armando
C. Sousa