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A bola do destino 2º
A
nossa Princesinha de nome felicidade, ali ficou rodeada daqueles
lindos exemplares caninos, com as mãos correndo todo o seu
corpo, perguntava a si própria, que será que Nuno
deseja? Será que eu já saberei ser mulher?... que
foi fazer Nuno?... assim pensando adormeceu na areia junta a seus
quatro guardas.
Os
sonhos foram das mil e uma noite; viu erguer-se um lindo palácio
um pouco acima do monte junto aos rápidos do rio; à
volta do palácio lindas moradias; ao cair do monte uma bela
escola cheia de crianças de todas as idades; os professores
brincavam como as crianças, para ter certeza que os jogos
eram inofensivos; os jardins junto à praia, eram ainda mais
bonito de que os da sua chegada. A Princesa Felicidade no seu sonho,
sentiu-se mulher, nas suas terras primaveras, senti-se acariciada,
onde existia prazer e dor, mas ao mesmo tempo eram tão doces
suas caricias; era um homem que lhe parecia ser Nuno, e a Princesinha
lhes contava quanto amava viver neste recanto paradisíaco.
Ao
mesmo tempo que lhe apareceu no sonho a prisão e seu pai
paralisado que lhe proporcionou a fuga; neste momento sentiu o quanto
é rude a humanidade na sua ganância de poder, e pensava.
Se eu um dia poder e souber, apenas guiarei sem enforçar,
porque sei que o destino pertence ao fado da pessoa; a sua bolinha
jogando na sua mão parecia ouvir as palavras da velhinha,
que foram ensurdecidas pelo latira alegres dos cães junto
de si, assim acordou dou sonho de prazer e de dor, apenas sentia
pena de tanta ignorância e arrogância das pessoas, entre
ela o que conhecia mais arrogante era seu pai, as lagrimas corriam
nesta hora de saudades da sua meninice, esquecendo-se do desprezo
a que foi lançada.
Os
cães desapareceram numa correria, indo fazer festas a Nuno
que regressava com uma comitiva e cavalos carregados.
As
lagrimas ainda escoriam dos olhos de cor de um azul do céu
onde a meiguice parecia sair como luz escandecente e como um raio
a fazer baixar o olhar de Nuno, que perguntava qual o motivo dessas
lagrimas.
Neste
momento uma senhora vestida como homem habituado a muitas batalhas
descia juntamente com uma muito jovem menina.
Dois
homens montavam uma tenda muito perto da areia da praia...
Felicidade
a linda princesinha olhando sobre si, disse e portanto era princesa
de um reino para alem muito alem, e agora sou ninguém e á
mercê de toda a ajuda.
Sentiu
umas mãos leves e macias a cair sobre seus ombros num abraço,
Felicidade quase pensou existir anjos, mas eram as mãos da
mãe de Nuno que a estavam a abraçar, outras lhe depunham
uma veste maravilhosa lhe indicando a tenda que se montava.
Nuno
não retirava seus olhos dos olhos cor do arco do mundo daquela
menina e sua mãe senti-os tanto encantadores como a primeira
vez que encarou os olhos de seu pai e se apaixonou.
Felicidade,
a nossa princesinha olhou para Nuno e para as vestes na suas mãos,
um sopro de sorriso de muito obrigado surgiu de seus lábios
mais desejados que a mais doce cereja, suas mãos mais uma
vez apertaram a bolinha do destino, pensando seria mesmo maravilhoso;
olhando para a senhora sem palavras de agradecimento surgirem a
sua boca, agarrou as mãos da mãe de Nuno, olhando
para ele com olhos de o derreter.
As
três se encaminharam para a tenda já montada, em pouco
tempo a transformação de uma prisioneira para uma
princesa Real.
Nuno
pediu a sua mãe se poderia falar com a princesa, e saber
dos seus desejos; estas respondeu, meus desejos serão meu
destino, e meu destino está marcado.
Mas
gostaria de ver realizado meu sonho, que aconteceu depois de partires,
sem eu saber o que irias fazer, mas encontrei-me segura com teus
amigos, e com a bola do meu destino.
Assim
esta passou a contar tudo que sonhou ao Nuno mesmo as parecenças
dele com o moço de seu sonho, e o que Felicidade sentiu que
afez corar e deitar os seus lindos olhos ao chão com pudor.
A senhora mãe de Nuno ainda viu o primeiro beijo a ser roubado
na face da Princesinha e se aproximou perguntando se ela queria
fazer parte dos amigos da família e talvez um dia fazer parte
da família; Nuno contou então á mãe
os sonhos da Princesinha, ao mesmo tempo que se ouvia o latir de
cães.
Era
o pai de Nuno que chegava com um bom javali que tinha morto com
uma flecha certeira; uma enorme fogueira surgiu no areal, e assim
todos se saciaram da bela carne do javali, ao mesmo tempo que o
pai foi informado dos sonhos da princesa.
O
velho marinheiro pirata pelo destino, disse pois se é o destino
da Felicidade viver neste palácio de sua imaginação,
com súbditos e escolas, será meu destino de o poder
erguer, com o tesouro descoberto que pertenceu a outros piraras
que morreram pirateando.
Em
dias ali foi erguido um acampamento, os trabalhadores principiaram
chegando, o palácio foi erguido no alto da colina, e os prédios
e escolas surgiam, e tanto queriam entrar na nova Cidade onde havia
amor pão e igualdade.
Um
dia em que estavam deitado na arei a bolinhas desprendeu-se das
mãos de Felicidade, esta foi aos santinhos parar no peito
de Nuno, que agarrou a bolinha, por momentos tinha o destino na
mão e viu a princesinha correndo para agarrar sua bolinha
do destino, ao pegar sentiu a mão de Nuno sobre seu pescoço
a puxando docemente tara si; entre os dois apareceu, a velhinha
que os abraçou dizendo, vosso destino está traçado
pelo vosso amor, existe tantos que precisão definir o seu
e precisando desta bolinha do destino.
Nuno
e Felicidade quando a igreja estiver pronta, a união do vosso
amor será o guia de vosso destino, e a ti Felicidade este
segredo, não foi teu pai que te meteu em prisão, tu
és filha do chefe da guarda de teu Pais; o homem que se dizia
senhor de todos destino, morreu numa cassada ao javali; teu pai
hoje é o verdadeiro rei pelo destino e pelo sangue;
Queridos
Felicidade e Nuno esta bolinha irá definir o destino de mais
alguém que acredite, e lute com todas as forças para
se bater com o egoísmo do poder...
Assim
a velhinha os deixou abraçados ao seu destino e seu fado.
Notem
bem o destino... o destino. Nasci num canto do norte de Portugal,
bem pobre, andei por parte da Europa, para vir ter aqui ao país
das neves eternas e do sol da meia noite, onde o sol não
faz dia por semanas... escrevo-vos estas historias pois sigo meu
destino...
Por: Armando C. Sousa
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