A bola do destino

 

A nossa Princesinha de nome felicidade, ali ficou rodeada daqueles lindos exemplares caninos, com as mãos correndo todo o seu corpo, perguntava a si própria, que será que Nuno deseja? Será que eu já saberei ser mulher?... que foi fazer Nuno?... assim pensando adormeceu na areia junta a seus quatro guardas.

Os sonhos foram das mil e uma noite; viu erguer-se um lindo palácio um pouco acima do monte junto aos rápidos do rio; à volta do palácio lindas moradias; ao cair do monte uma bela escola cheia de crianças de todas as idades; os professores brincavam como as crianças, para ter certeza que os jogos eram inofensivos; os jardins junto à praia, eram ainda mais bonito de que os da sua chegada. A Princesa Felicidade no seu sonho, sentiu-se mulher, nas suas terras primaveras, senti-se acariciada, onde existia prazer e dor, mas ao mesmo tempo eram tão doces suas caricias; era um homem que lhe parecia ser Nuno, e a Princesinha lhes contava quanto amava viver neste recanto paradisíaco.

Ao mesmo tempo que lhe apareceu no sonho a prisão e seu pai paralisado que lhe proporcionou a fuga; neste momento sentiu o quanto é rude a humanidade na sua ganância de poder, e pensava. Se eu um dia poder e souber, apenas guiarei sem enforçar, porque sei que o destino pertence ao fado da pessoa; a sua bolinha jogando na sua mão parecia ouvir as palavras da velhinha, que foram ensurdecidas pelo latira alegres dos cães junto de si, assim acordou dou sonho de prazer e de dor, apenas sentia pena de tanta ignorância e arrogância das pessoas, entre ela o que conhecia mais arrogante era seu pai, as lagrimas corriam nesta hora de saudades da sua meninice, esquecendo-se do desprezo a que foi lançada.

Os cães desapareceram numa correria, indo fazer festas a Nuno que regressava com uma comitiva e cavalos carregados.

As lagrimas ainda escoriam dos olhos de cor de um azul do céu onde a meiguice parecia sair como luz escandecente e como um raio a fazer baixar o olhar de Nuno, que perguntava qual o motivo dessas lagrimas.

Neste momento uma senhora vestida como homem habituado a muitas batalhas descia juntamente com uma muito jovem menina.

Dois homens montavam uma tenda muito perto da areia da praia...

Felicidade a linda princesinha olhando sobre si, disse e portanto era princesa de um reino para alem muito alem, e agora sou ninguém e á mercê de toda a ajuda.

Sentiu umas mãos leves e macias a cair sobre seus ombros num abraço, Felicidade quase pensou existir anjos, mas eram as mãos da mãe de Nuno que a estavam a abraçar, outras lhe depunham uma veste maravilhosa lhe indicando a tenda que se montava.

Nuno não retirava seus olhos dos olhos cor do arco do mundo daquela menina e sua mãe senti-os tanto encantadores como a primeira vez que encarou os olhos de seu pai e se apaixonou.

Felicidade, a nossa princesinha olhou para Nuno e para as vestes na suas mãos, um sopro de sorriso de muito obrigado surgiu de seus lábios mais desejados que a mais doce cereja, suas mãos mais uma vez apertaram a bolinha do destino, pensando seria mesmo maravilhoso; olhando para a senhora sem palavras de agradecimento surgirem a sua boca, agarrou as mãos da mãe de Nuno, olhando para ele com olhos de o derreter.

As três se encaminharam para a tenda já montada, em pouco tempo a transformação de uma prisioneira para uma princesa Real.

Nuno pediu a sua mãe se poderia falar com a princesa, e saber dos seus desejos; estas respondeu, meus desejos serão meu destino, e meu destino está marcado.

Mas gostaria de ver realizado meu sonho, que aconteceu depois de partires, sem eu saber o que irias fazer, mas encontrei-me segura com teus amigos, e com a bola do meu destino.

Assim esta passou a contar tudo que sonhou ao Nuno mesmo as parecenças dele com o moço de seu sonho, e o que Felicidade sentiu que afez corar e deitar os seus lindos olhos ao chão com pudor.

A senhora mãe de Nuno ainda viu o primeiro beijo a ser roubado na face da Princesinha e se aproximou perguntando se ela queria fazer parte dos amigos da família e talvez um dia fazer parte da família; Nuno contou então á mãe os sonhos da Princesinha, ao mesmo tempo que se ouvia o latir de cães.

Era o pai de Nuno que chegava com um bom javali que tinha morto com uma flecha certeira; uma enorme fogueira surgiu no areal, e assim todos se saciaram da bela carne do javali, ao mesmo tempo que o pai foi informado dos sonhos da princesa.

O velho marinheiro pirata pelo destino, disse pois se é o destino da Felicidade viver neste palácio de sua imaginação, com súbditos e escolas, será meu destino de o poder erguer, com o tesouro descoberto que pertenceu a outros piraras que morreram pirateando.

Em dias ali foi erguido um acampamento, os trabalhadores principiaram chegando, o palácio foi erguido no alto da colina, e os prédios e escolas surgiam, e tanto queriam entrar na nova Cidade onde havia amor pão e igualdade.

Um dia em que estavam deitado na arei a bolinhas desprendeu-se das mãos de Felicidade, esta foi aos santinhos parar no peito de Nuno, que agarrou a bolinha, por momentos tinha o destino na mão e viu a princesinha correndo para agarrar sua bolinha do destino, ao pegar sentiu a mão de Nuno sobre seu pescoço a puxando docemente tara si; entre os dois apareceu, a velhinha que os abraçou dizendo, vosso destino está traçado pelo vosso amor, existe tantos que precisão definir o seu e precisando desta bolinha do destino.

Nuno e Felicidade quando a igreja estiver pronta, a união do vosso amor será o guia de vosso destino, e a ti Felicidade este segredo, não foi teu pai que te meteu em prisão, tu és filha do chefe da guarda de teu Pais; o homem que se dizia senhor de todos destino, morreu numa cassada ao javali; teu pai hoje é o verdadeiro rei pelo destino e pelo sangue;

Queridos Felicidade e Nuno esta bolinha irá definir o destino de mais alguém que acredite, e lute com todas as forças para se bater com o egoísmo do poder...

Assim a velhinha os deixou abraçados ao seu destino e seu fado.

Notem bem o destino... o destino. Nasci num canto do norte de Portugal, bem pobre, andei por parte da Europa, para vir ter aqui ao país das neves eternas e do sol da meia noite, onde o sol não faz dia por semanas... escrevo-vos estas historias pois sigo meu destino...


Por: Armando C. Sousa

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