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A bola do destino
Amigos
leitores, por vezes nem acredito que coisas do passado venham
ao presente da nossa mente, e que nos dão motivos para
escrever historias maravilhosas.
Tenho
umas pequenas luzes de quando era jovem e pela noitinha eu e os
colegas ir para cima dum penedo contado cada um suas historias
moralistas, as quais nos davam o motivo para decifrar o bem do
mal, e um calor moralizador há nossa consciência.
E
assim principiava-mos; Era uma vez um menina princezinha que não
acreditava totalmente no poder, mas sempre acreditava no destino.
Isto porque uma vez uma velhinha lhe deu uma pequenina bolinha
dizendo; minha princesa, esta é a bola de teu destino,
se um dia tu te encontrares perdida, deita-a por terra que a bolinha
te indicará o que fazer na vida
O
pai da Princezinha era o rei daquele pais, governava com mãos
duras e severas; dizendo o destino de seus súbditos estavam
nas suas mãos.
Um
dia chamou sua esposa seu filho e as duas princesas suas filhas,
dizendo, hoje vai haver um julgamento na praça do castelo;
mas eu já sei o que se vai passar, porque o destino de
toda a humanidade do meu pais está nas minhas mãos.
Virando-se
para a esposa perguntou, tu crês que tenho teu destino nas
minhas mãos?...
A
rainha logo sim meu senhor sou toda tua e estarei sempre ao teu
comando, tu és senhor do meu destino... a mesma pergunta
foi feita ao filho... a mesma resposta recebeu .
A
outra princesa tambem respondeu Sr. Meu pai tudo que decidires
seguirei , tu és senhor do meu destino.
A
outra mais novinha apertava a bolinha contra seu coração,
e disse meu pai eu farei o tu me pedires e for justo, mas tu não
tens meu destino na tua mão.
Sei
que tu tens mandado matar, mandado cortar mãos aos ladrões,
que tens castigado por prazer, mas mesmo assim não tens
o meu destino nas tuas mãos; meus destino ninguém
o viu ou adivinha.
O
pai todo ufano, ferido no seu orgulho pela filha mais nova, disse
vamos ver se tu vais concordar, e disse hoje vais fazer todo o
arruma do castelo, a menina meteu-se ao trabalho, eram altas horas
da noite e ela não tinha acabado, quando foi dormir cansadíssima,
todos no castelo dormiam, ela atabalhoadamente deu por terminado
o trabalho.
Ao
outro dia o pai recriminou seu trabalho e mandou-a continuar dizendo
tu assim saberás quem é senhor do teu destino.
Ao
terceiro dia de trabalho a princesa disse a seu pai, tu não
tens o meu destino nas tuas mãos, alem disso és
um pai muito injusto; e muito mais injusto como rei deste Pais
A
cólera do pai subiu ao teto, ele passou de branco a vermelho
e barafustando, mandou encarcerar sua filha com grades fortes
dum fedorento calabouço.
Por
semanas a pobre da princesa ali ficou, suja mal nutrida e ainda
olhada com desprezo...
Os
habitantes estranhando a falta de princesa principiavam a ficar
inquietos com o trato que lhe seria dado, procurando maneira de
se esquivarem aos princípios da lei.
O
pai mais uma vez lhe perguntou estás de acordo que o teu
destino está em meu poder?... a princesa respondeu, pai
eu teu poder nem o amor de minha mãe tens, ela te vira
a cara com desprezo, e tu podes me matar... mas esse era meu destino,
mas meu destino está em mim só em mim, e aqui está
o objecto de meu destino; o pai tentou esbofetear a princesa,
mas ficou paralisado, de braço no ar.
Prisão
aberta, esta deitou a bolinha em terra e segui-a como a velhinha
dissera; a bolinha a saltitar foi para cima de um carro de palha,
que passava; a princesa entrou no meio da palha que levava escondida
muita uva e nozes.
A
princesa comeu e dormiu; ao acordar de cara com a velhinha, foi
esta que lhe tinha dado a bola do destino, e agora ali estava
para a guiar, ela era o seu destino.
A
princesinha ficou dormindo, ao acordar voava montada num branco
unicorne com asas suaves como o branco algodão das nuvens
como ondas dum mar movido.
Este
unicorne depois de sobrevoar montanhas, e montanhas, atravessou
lagos e campos com plantas naturais de mil um feitios de alvores,
e cores de flores, desceu num jardim paradisíaco, onde
reinava o canto de mil e um passarinhos e zumbido de abelhas,
nozes e frutos de toda a espécie, a princesa sabia que
fugia da morte e enfrentou seu destino com tranquilidade e esperança
no caminho maravilhoso do viver que seu fado lhe reservara..
Depois
de deposta naquele paraíso, o unicornes subiu as mesmas
nuvens de algodão e desapareceu. Felicidade, assim se Chamava
a princesa, depois te todas as peripécias encontrava-se
exausta e sentia a necessidade de um bom banho no rio que mansinho
serpenteava deixando aqui e ali umas Alagoas pouco profundas com
praias de areia banca e límpida, depois de desfazer de
seu roupão de prisioneira, Felicidade entrou nas águas
de uma ternura que nunca tinha sentido; despida se olhou, sentiu-se
diferente quando as águas acariciavam os pêlos que
indicavam pura virgindade de inocência, e sentira que tudo
acontecera nos seus dois anos de prisão a que seu pai a
devotara; Felicidade deliciou-se naquelas águas esquecendo-se
do tempo, tinha lavado seu roupão que se encontrava a secar
no penedo virado á lagoa, quando ouviu o latir de cães
que se aproximavam; pegou no seu roupão e deitou a bolinha
na areia, que ali ficou dois passos para a frente.
O
latir aproximava-se mas a bolinha ali ficava; de momento sentiu-se
rodeada de quatro belos exemplares caninos; um de cada lado pegaram
nas mãos de felicidade sem morder e puxavam para a frente,
quando de momento um vulto em cima dum cavalo se aproximava, mas
felicidade, a nossa princesinha, confiava que tudo era o destino
e não se amedrontou; esta desde que confiou no destino
sabia que o medo era o maior inimigo.
O
cavaleiro desceu e saudou aquela beleza eu trajo de prisão,
mandou retirar os cães e pediu se poderiam conversar na
areia....então este disse a Felicidade que seu pai possuía
uma das maiores riquezas das redondezas e procurava para fazer
um palácio num sitio onde a tranquilidade era suprema,
sitio como este em que se encontravam.
Nuno
devagarinho pegou na mão da Felicidade, esta sentiu arrepios
de prazer e pensou se este é meu destino, não é
a força de meu pai, e deixou ir sua mão receber
os lábios do primeiro homem, o que ela sentiu era supremo
prazer, e pensou, será este meu fado, e eu tenha chegado
ao fim da má estrada, onde a estrada da Felicidade seria
começada?...
Bruno
disse, aqui ficam meus fies amigos contigo eu voltarei com roupas
para ti e te fazer uma proposta, que neste lugar creio que é
o sitio do prazer e da felicidade, com mais dois beijos na mão
da princesinha e Nono Partiu.......
(Fim
do Primeiro Capítulo)
Por: Armando C. Sousa
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