Vale a pena

 


Sim, vale apena amar; mesmo quando temos de pagar essa pena com o amor, mesmo que tenha-mos de pagar com a dor da saudade. Não, ciúmes não vale a pena; ciúmes são desamores.

Claro que o amor muda a cor do nosso olhar, por vezes quando somos correspondidos o brilho do nosso olhar é como diamantes luzidios, alegre, por vezes muito terno, a quase como em prece… dos lábios sai um trejeito de alegria, que dá viço a um beijo.

Será que o amor também enfeita as fantasias?… amacia o olhar, empresta perfume aos sonhos, abre as asas e deixar partir o ser voando nas ondas da imaginação.

Será que o amor também tem a cor da esperança; esse verde é viço do ser que ama, cor dos lençóis que planeia pisar quando ama.

Todo este pensar no valer a pena, dá alegria e vitalidade aos nossos dias, as horas parecem que rimam com a alegria de nossos poemas, e estes são admirados em toda a idade.

Será que o coração que rima poesias?… O nosso pensamento que dá o sentido da alegria a nosso coração, que bate mais despreocupado, e irradia ternura.

Sempre vale apena, mesmo que esse amor um dia tenha um fim, mas que as lembranças da saudade tenham o perfume duma vida cheia de felicidades; esperando que esse amor duma vida não murche; sempre esperando que o vazio da saudade dê mãos aos momentos de felicidade, e assim com estas recordações, matem os momentos de solidão.

Mesmo o amor de pensamento, amacia os sentimentos e dá graça à lembrança.

Mesmo que lágrimas de ternura cheguem, vale a pena escrever e acalmar o coração dorido.
Depois, o pensar em amigos, que nos foram ternos, e o destino nos separou, são saudades que vale apena descrever, para nos acalmar, e nos fazer rever um passado que não volta, mas que queríamos agarrar, e que fizesse parte do nosso ser.

Há saudade, que por vezes nos pões o coração em fatias… mesmo a saudade de ver alguém que faz parte da nossa vida na virtualidade, quantas vezes daríamos quase tudo, para ter essas pessoas por uns momentos junto a nós; como gostaríamos de ao saborear dum almoço ou mesmo dum café, reviver uma vida de imaginações; vivermos momentos iguais aos que vivemos com pessoas reais.

Quantas vezes, parece-nos que conhecemos essas pessoa por uma vida, quando afinal apenas trocamos pareceres e pensares, mas mesmo assim imaginamos a cara linda, os olhos verdes ou azuis, um bom sorrir, lábios cor de cereja natural, ou muitas vezes a mão dum amigo a pousar no ombro, num conforto que desde há muitos desejamos.

Sim, vale apena pensar e escrever, sobre alguém que enviou uma nota de parabéns, pela maneira como foi descrito o nosso pensar; outras vezes palavras doces de alguém que sem a austeridade nos vem corrigir de erros ou palavras mal formadas; da minha parte quanto fico grato a esses virtuais, que mais não querem, que ajudar.

Por vezes digo para mim mesmo; isto seria mesmo maravilhoso, se todos pudéssemos ser tocados pelo ser do amor sem interesse, seria magnífico conhecermos as pessoas por o que elas são.

Sim, se realmente existisse um Deus, tudo seria possível, haveria menos tristeza, não haveria pessoas solitárias, no nosso mundo real.

Solidão é que nos leva à virtualidade, pelo menos dizemos mais verdades sem pretensão de sermos prefeitos.

Sim, vale a pena de escrever sobre nós, por vezes somos como uma panela de pressão que arrebenta se não tiver por onde deitar o vapor.

Eu com este escrito, desejaria tocar o coração de todos, aos que agradei e aos que chateei, a uns para passar à frente com o que receberam; a outros seria uma oportunidade de pedir perdão por os motivos que não estive à altura de sua mentalidade.

Sim, meus amigos! Vale apenas dizer-vos obrigado, pelos momentos de felicidade que de vós recebi, e a vós que aborreci roubando-vos o vosso tempo e disturbando vossa mente, Perdão mil vezes Perdão.


Por: Armando C. Sousa


armando.sousa@rogers.com

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