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Quantas
vezes...
Quantas
vezes a nossa mente entra em conflito com a verdade, assim pensamos
em desistir e deixar de lado o nosso ideal.
Os
nossos sonhos parecem morrer; então barafustamos desalentados
por essa traição com o coração despedaçado
pela grossa injustiça.
Ao
mesmo tempo sentimos o peso da responsabilidade que a nós
mesmos propusemos, sem ter com quem a dividir; assim sofremos ver
tanta ignorância humana.
Tantas vezes no meio de grande multidão somos cercados de
solidão; quantas vezes falamos com nossos olhos; sim são
esses nossos interlocutores: ninguém o nota, mas falamos.
Quantas
vezes lutamos por uma causa aonde vimos à intrujice e mentira
ganhar à verdade; quantas vezes sentimos a sensação
da derrota à vista; mesmo as lagrimas quase a cair; mas na
hora que precisamos as forças chegam, e não é
um mesquinho mentiroso, um Zé ninguém que nos faz
cair ou fugir.
Nossa
mente recolhe-se que está a lidar com um ser em decadência,
um ninguém: estamos a ver com suas mentiras destruir-se a
si próprio.
Sim,
recebemos a força da razão, da luz, força dessa
musa que entrou em nós; essa força verdadeira não
nos deixa cair, assim deixamos a estupidez mentirosa ficar a sós.
Quando
vimos que esse ninguém, não teve coragem para fazer
um telefonema, escrever um pequeno cartão que nos fizesse
acreditar no prosseguir, no dividir de tudo que temos em nós
para dar, sentimos dor por esse Zé ninguém.
Sabes
tu porquê? Olha bem, se és tu esse ser mesquinho que
te atravessaste no meu caminho.
Mas
crê que não será difícil arredar-te para
eu prosseguir se é este o meu destino, o meu caminho será
ainda mais sedoso, mais colorido e mais bonito; tudo porque tenho
de prosseguir minha missão.
Mas
dói ouvir a verdade sobre aquela pessoa, conhecer sua malvadez,
quando a gente sabia que existia, mas não o queríamos
admitir.
Dói
mesmo de verdade quando a gente confia, e recebe como pago a traição:
esse traidor não deixa escapar a verdade que gostaríamos
de ler.
Apesar
de que no fundo, sempre palpitamos em ser verdadeira esta amarga
realidade.
Dói
pensar naquela pessoa que atraiçoa; essa mente maligna que
não se pode esconder da verdade, que o seu caminhar é
a par da mentira, com intenção de destruir ideais.
Teria
necessidade essa malígnidade de existir?... se o caminho
da verdade deveria ser o mais curto e linha recta sem altos e baixos.
Sr.
Zé ninguém, não haveria necessidade de criar
tantas expectativas, e tantas elisões, deveria usar apenas
a verdade e os contos de fadas não morreriam, por que nunca
nasceriam.
Olha
Zé ninguém, quando aprenderes que a verdade é
o único caminho, será muito tarde, e assim irás
conhecer a tal dor, por teres sido um mesquinho ignorante...um estupor.
Desta
maneira irás conhecer a realidade do fracasso, e viverás
o romantismo da traição.
Saberás
como faz doer à solidão, e o custo em dor do assubalhar
à razão.
Por: Armando C. Sousa
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