| Os
perigos, distância, e amor
Depois
de tanto caminhar já com os pés cheios de bolhas e
furúnculos do esforço feito pela grande caminhada
para satisfazer o amor.
Desde criança que brincava com aquela princesinha, única
filha do rei das terras, ilhas e mares que circundavam o palácio;
mesmo para alem das sete montanhas, e do mar onde o disco solar
desaparecia a cada noite que chegava.
Um dia que aquele rapazinho meio adolescente levava os sacos da
farinha ao palácio, deixou de ver a menina de longas tranças
da cor do ouro; ela que sempre vinha com uma amêndoa ou um
beijo de chocolate, ou um convite para brincar nos jardins do Palácio,
onde os baloiços os faziam subir ver as nuvens e sonhar.
O rapaz de nome Falíca ficou muito desalentado e esperou
sentado numa erva verdinha mesmo debaixo da figueira esperando ver
aquela que vinha sendo, vida da sua vida… horas passaram e
não via mudar a situação, desesperado principiou
com a mão arrancando a erva; foi quando o moço ouviu
uma voz, Falíca, não arranque o meu cabelo onde a
rainha me enterrou por causa dum figo da figueira que um passarinho
levou…
Falíca ficou assustado e mesmo pensando que estaria maluco;
assim voltou a arrancar a erva mais verde, e a mesma voz se repetiu,
Falíca não cortes o meu cabelo, onde a rainha me enterrou
por causa d’ um figo da figueira que um passarinho levou,
a princesa filha do rei que viu; essa malvada bruxa a matar o criado
preto logo a degredou , e uma praga logo sobre ela votou.
Ora a malvada da bruxa para justificar o desaparecimento da Princesa
e do criado preto que ela tinha assassinado por suas mãos,
disse ao marido que sua enteada a princesinha tinha fugido com o
criado preto.
Logo o rei enviou fazer pregões por todo o reino dizendo
quem encontrasse a princesinha teria direito a sua mão se
fosse jovem em idade de se casar apenas esperando que a precisada
o deseja-se a ser sua mulher.
Foi quando a distancia, os horizontes alem, perguntaram, a Falíca,
vendo-o assim cansado, será mesmo isso que queres andar sem
destino?.. mesmo enfrentando os perigos sem saberes para quê
?…
Creio que deves voltar atrás e procurares saber mais alguns
segredos.
Então Falíca voltou, e contou a seu pai o (moleiro
real), o pai sabia que a mulher que casou com o rei era uma bruxa
e mulher com quem ele já tinha cometido adultério
em tempos que sua esposa esperava dar à luz Falíca
e estava proibida de fazer sexo vaginal sobre sentença de
perder o filho, assim a rainha bruxa lhe tinha contado a respeito
duma torre nos confins do reino que seria preciso passar sete porcos
espinhos, sete jacarés, sete leões e sete falcões
para lá chegar, ao mesmo tempo tinha que saber o segredo
da transformação; esse ela lho tinha revelado na loucura
de uma noite de amor e de trovões estalando chispas por todos
os lados os relâmpados de quem essa bruxa se aterrorizava,
a revelação do segredo só poderia ser feito
a família sua, direta, para o facilitar de chegar onde queria,
as palavras do segredo… (em nome do vulcão onde arde
toda a mulher, deixa meu ser chegar onde quer) desde a pronunciação
destas palavras ele seria tudo que o pensamento o ditasse, sempre
que elas focem ditas em pensamento e silencio seprucal .
O pai disse; este segredo nunca o deves revelar a tua mãe,
se eu cometi adultério foi porque muito a amava e queria
ver o filho meu; que és tu, és sangue do meu sangue.
Seguindo os concelhos de seu pai, Falíca passou pelo campo
da figueira procurando saber mais novidades do criado preto ali
enterrado por deixar o passarinho levar o figo da figueira…..
a erva crescia sempre mais verde naquele lugar, e assim Falíca,
acariciando-a perguntou com voz suave, (Nabil) saberás tu
do paradeiro da princesa? A voz do preto disse está no castelo
do irmão da rainha, bruxa e feiticeira, castelo fantasma,
que só o segredo por ela revelado poderá indicar o
caminho.
Falíca depois de se retirar para sitio solitário pensou
no ábra cadabra da bruxa…
Estão Falíca disse, de mim cavalo, e logo ele se transformou
em cavalo, mesclado de mil cores, que corria como o vento, mas teve
de parar nas bordas dum grande lago e pântano infestado de
jacarés; então ele pensou; de mim homem, e logo se
transformou naquele rapaz esbelto de olhos azuis e cabelos louros.
Examinou o lago e como se comportavam os jacarés, então
um pássaro que entrava dentro da boca do jacaré e
comia de entre seus dentes, mudando dum lado para o outro lado da
boca voando em seguida para outro jacaré.
Então Falíca disse, de mim escova de dentes de jacarés
e logo se transformou em pássaro que em menos de nada tinha
passado por os sete jacarés; do outro lado do pântano
encontrava-se um enorme muralha onde se poderia ver sete grandes
Leões a roncar; estão Falíca disse de mim águia,
e logo voou para o outro lado da muralha, já lá chegando
disse de mim pulga e entranhou-se na sua juba, e assim andou de
um leão para o outro, até que apareceu uma gazela;
o leão carregou para a matar, mas no momento exato que ia
deitar as patas a pulga picou-o mesmo atras das orelhas, e o leão
deixou e rolou como louco, foi quando a pulga saltou para a gazela
que num enorme salto ficou do outro lado do muro, onde brincavam
sete porcos espinhos; então Falíca disse de mim abelha,
e lá andou de espinho em espinho, quando se aproximava uma
enorme quantidade de estorninhos e logo sete falcões, os
estorninhos desbastavam os insetos e os falcões viviam dos
estorninhos; nessa altura ele disse de mim águia e logo principiou
perseguindo os falcões que num ápice desapareceram;
e a águia foi posar num penedo muito alto de onde poderia
abranger com a vista até ao horizonte; foi quando do meio
duma densa floresta viu sair como um fio de fumo e logo voou para
o meio da floresta onde encontrou um castelo com torres altíssimas.
Circulando o castelo uma grande foça infestada de crocodilos
onde eram precisa a força de diversos homens para abrir a
ponte movediça do castelo; na mais alta das torres via-se
umas tranças de cabelos louros, amarradas aos grilhões
da janela, deveria ser Flácida a princesinha que assim estava
presa.
Falíca voou como águia entrando pelos grilhões,
e se tornou no filho do moleiro Falíca. Ela corou e o abraçou
e beijou enquanto Falíca desatava suas tranças douradas
que nesse tempo tinham crescido enorme mente, depois que a desatou
sim. Os dois se entrelaçaram num enorme abraçar e
beijar, e assim os dois sentiram uma sensação, que
queimava e fazia crescer seus corpos, probidade e amor; Flácida
desmaiou.
Falíca, carregou seu corpo descendo o escadario, quando ouviu
passos, era o irmão marrequinha da bruxa, nesse momento Falíca
se tornou em Leão, e com uma patada desfez o corcunda , ao
sair da torre viu dois gigantes mochos de olhos de diamante e penas
de espinhos, mas eram múmias, e seus olhos eram o poder da
bruxa, Falíca os retirou com a pica de picar a pedra do moinho,
e em seguida disse venha o capricórnio voador, e logo chegou
ou magnifico cavalo com o corno de marfim.
Os dois montaram, e voaram através do reinado até
chegar ao castelo, o rei tinha sido avisado que a princesa foi raptada
pela rainha e guardada pelo irmão corcunda.
O rei foi levado ao local da figueira pedindo-lhe para cortar a
erva… assim ouviu a verdade do preto ali enterrado, o rei
mandou por a rainha à porta do castelo e cada sujeito do
reinado se o entendesse deveria a cuspir de escarne e cada um lhe
dar uma bofetada porque o que elas fez ao reino, depois entrará
na torre onde prendeu a princesinha Flácida. E ali sozinha
a bruxa espiaria o resto de seus dias.
Foi dada permissão de casamento aos dois jovens; que o rejeitaram
até ter completado os seus estudos que ele e ela tiravam
em matérias sociais e administração com bases
em igualdade de poderes, rejeitando o reinado por uma democracia
baseada em qualidades morais e administrativas.
Falíca e Flácida acabando seus estudos usaram os grandes
diamantes dos mochos do castelo fantasma onde Flácida esteve
presa; estes serviram para lançarem a primeira pedra da universidade
do reinado, de onde a ciência era deus de todos os súbditos
do país.
No dia das suas bodas toda a gente do país foi convidada
e a festa continua ainda hoje onde existe amor…..
Por: Armando C. Sousa
armando_sousa@rogers.com
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