Ontario Canadá

Portugues C. C. de Mississauga


Sexta-feira: grande convívio, sábado 14/3/2004...

baile do imigrante
com o conjunto Mexe, Mexe...

Domingo 15, matança do Porco.

 

Verdade… neste clube respira-se amizade, respira-se respeito, e compreensão, porque esta gente, soube ultrapassar desde á muito o som do regionalismo, para enveredar-se num centro de convívio e cultura sem fronteiras, de nomes de Ilhas ou províncias, para se tornar num clube onde a língua de Camões é a única massa que liga a amizade, e o divertimento para todas as idades.

A juventude encontra ali um porto de abrigo, e mostra, que é necessário para uma continuação da nossa cultura, e a ajuda que tem dado é bem visível neste centro.

Ali mora a alegria; a única coisa que domina o nervosismo, tornando-se numa casa de mais 1.200 sócios onde todos se conhecem e convivem na sua casa for a de casa.

Gostaria de escrever o mesmo sobre os Minhotos, sobre os Alentejanos Madeirenses ou Beirões, ou ainda dos Ilhéus de Toronto; infelizmente ainda não o posso fazer, porque nem todos ultrapassaram, os nomes de suas vilas ou clubes regionais.

Como ia dizendo, o jantar de sábado e musica, fazia esquecer a saudade nostálgica do País, e depois um encosto de carinho na dança, fazia crescer o desejo de viver.

Domingo o almoço cerca de uma e trinta, veio com ele recordações duma infância, paladares e cheiros, da terra onde nascemos, depois, estes voluntários são incansáveis, sempre prontos a trazer conforto, por esta causa justa e nobre, de conviver em são convívio., ao mesmo tempo em que havia no grande ecrã, como distração o encontro de futebol Benfica Marítimo, terminado o encontro, o conjunto Voz da Saudade vindo da Capital encantou, com suas canções que contavam uma historia, descreviam uma ilha, ou belezas de suas paisagens poemas inéditos por eles escritos e musicados, sempre acompanhados por imagens no grande ecrã, principiando em Trás-os-Montes, seguindo Porto Coimbra e Lisboa, terminando no Algarve, percorrendo as nove ilhas com Principio em Santa Maria terminando no Corvo, sem esquecer as belezas da Madeira, ou as touradas á corda de ilha Terceira com suas cornadas e peripécias, dando-nos para matar saudades, das iluminações e decorações das feiras e romarias, encanto dos Ilhéus, uma visão linda das flores e suas lagoas e quedas de água a fumegar, beleza das ilhas e seus encantos, residem na sua grande frescura e nas cores de suas flores, dando sempre desejos de lá voltar.

Intervalo, a arrematação dos porcos esquartejados, dando-nos um cheirinho, dos nossos leilões das aldeias, onde por brincadeira e para ajudar a esta causa justa, se despicava para uma boa risota e fazer desembolsar mais um pouco.

Depois, homens que sabem encorajar com seu exemplo tanto a dirigir como a cumprimentar; homens com simpatia para com os sócios.

Nas arrematações notou-se o poder de persuasão do Sr. Gilberto Moniz, e depois deste Horácio Domingos conhecedor da matéria, despachou, para meter bons cobres nos cofres do Clube.

O grupo de cantares vós da saudade com aproximadamente 25 elementos continuou, a escravizar corações, porque não dissipava, tornava as saudades mais vivas.

Regressei, o salão ainda com mais de 400 almas, não queria perder nada daquele grupo.

Mas para a semana há mais no baile do continente, e depois no dia 3 de Abril mais uma noite de saudade com fadistas vindos de Portugal e com um jantar que terá como aperitiva o queijo fresco muito adorado em S. Miguel Açores, o nosso caldo Verde e o nosso companheiro de sempre, Bacalhau Assado na grelha, sobremesa.

Em nome pessoal e do jornal que represento o The Portugues Poste, meu muito obrigado a todos os membros da direção.



Por: Armando C. Sousa

armando.sousa@rogers.com
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