O saber dos Índios


Estes não compram as terras, mas portanto usam-nas em seu proveito; um grito de injustiça; estes pensam ter o direito à terra; excluindo seus semelhantes e os seres animais que lá vivem e vão desaparecendo, conforme as florestas são queimadas os filtros de águas baixas são esgotadas e as montanhas derretidas.

Com estas queimadas, as bombas utilizadas na guerra, as químicas industriais o fumo de fazer arder de borrachas, o enxofre do petróleo, as químicas que deixam fugir para o ar sem ser atenuado por filtros, o radioativos dos lugares que não foram acautelados devido ao egoísmo do dinheiro; podia-vos falar do lugar onde trabalhei Elliot Lake, onde milhares de toneladas de meterias radiativas, estão a céu aberto, sendo lavadas pela chuva que sempre escorre para o lago; e um dia quem sabe se não serão arrastadas milhões de toneladas de resididos radiativos para o lago huram; uma das maiores fontes de água potável Canadiana e Americana; fonte esta que vai apodrecendo; quando estes materiais deveriam ser tornados em blocos de vidro e depositados no fundo da mina, deixando-os adormecer para a eternidade, radioatividade causa câncer.

Posso-vos garantir tantos dos meus colegas de trabalho contraíram câncer, porque a ambição não deixa ver as injustiças cometidas contra a humanidade, sendo lhe escondido na ignorância o perigo desses três amigos; (radio Dora) (radio gama) (radio ultravioleta).

Um dia ouvi um Índio, um homem vermelho dizer; o ar é preciso para toda a humanidade, todos nós compartilhamos o mesmo sopro, o animal, as árvores, o homem e mesmo a própria água ou o nosso sangue, pois estes precisam de oxigênio; mas dá-me a impressão que o homem branco não sente o ar que respira, confunde-o com o seu próprio mau cheiro, o cheiro do dinheiro.

Diversas vezes fui pescar com esse homem, que me deixava estacionar o carro e lançar o barco na sua doca, homem que conhecia as dificuldades; mas sempre dizia que todo o homem deve ser irmão, muitas vezes admirei o secar do peixe, que os faria sobreviver em dias menos favoráveis juntamente com partes de veado ou animais maiores; então muitas vezes me dizia, o que seria do homem sem animais!… se os animais desaparecessem o homem morreria duma enorme solidão de espirito, pois quem corre hoje com os animais, amanha correrá com o homem. Verdade, esta grande lição está bem ligada.

Lembras-te tu com quantos os americanos já correram?… eu também não, mas vou procurar dar uma idéia.

Falando da segunda guerra mundial, onde morreram muitos milhões, tudo porque o homem queria conquistar a terra do homem, então quantos morreram no Japão com a bomba atômica; quantos americanos, morreram na Pérola Árvore , quantos morreram da Indochina, no Vietnã, na Coréia do Sul e do Norte, mandaram em El salvador, Panamá Canal, Granada, a guerra fria durante décadas; quantos CIA instigaram guerras em Angola Moçambique Etc quantos provocaram guerra no Iraque, e ajudaram o Iraque a provocar a guerra com o Iram, o quanto ajudaram Bin Laden a destruir os Russos no Afeganistão, para depois sofrerem os horrores do setembro 11 terrorismo este que nunca mais ficara em paz devido ás diferenças de religiões e egoísmo.

Mas voltando ao Índio por vezes meu guia de pesca que me dizia, vocês devem ensinar vossas crianças que a terra que pisamos é cinza de nossos antepassados, para que estes a possam respeitar, ensinem a vossas crianças que a terra é nossa mãe; tudo o que acontecer à terra e à água, nos acontecerá a nós, se cuspires na terra alguém beberá vossos micróbios.

Mas a verdade é que essa água límpida que ouves cantar nesses riachos são veias de sangue de nossos antepassados, que a ambição do dinheiro teima em envenenar.

Meus amigos verdade que eu ouvia o Índio, mas não compreendia verdadeiramente o valor das suas palavras, porque elas eram como parábolas, de grande espirito: depois ele dizia, a terra e a água não pertencem ao homem, mas sim o homem é que pertence há terra.
Dizendo, quando é que o homem branco preto ou amarelo irá descobrir que somos todos irmãos, que cada um adora um deus que lhe poderá dar mais riqueza, mas que afinal existe apenas só um Deus.

Grandes verdades nas suas palavras que por muito tempo ignorei, não no seu todo, porque com ele iniciei a respeitar o limite da minha pesca, e a não atirar com as latas para o fundo do lago, ou a garrafa vazia de vinho que era coisa que o Índio muito adorava…comecei a ter enorme respeito pelo fogo na florestas, extinguindo-o sempre que o ascendia; isto que sirva de exemplo nesta época de viagens á pesca e á floresta.

Tudo me passou, mente esquecida; nesta minha corrida para criar família e vencer na vida.

Mas estas palavras Indianas ainda batem certas como pêndulos de relógios na minha mente, quando ouvia, eles dizendo, a seiva da arvorar é seiva de nosso corpo; o poleei das flores é nosso melhor mana; mas estamos vendo tudo a desaparecer; os Búfalos a rarear, os cavalos bravios a serem aprisionados como se aos brancos pertencessem ; os brancos furam a montanhas para extrair os venenos que vai destruir a raça humana… a água já chega aqui branca e amarela e cheia de espuma, a água é desinfetada, mas por quanto tempo o poderá ser?… depois por quanto tempo teremos igualdade de tratamento?… não será verdade que todos os meios de saúde irão pertencer apenas aos ricos? Aos famosos como homens do desporto e artistas de cinema?…

Mas quando nós desaparecer, eles é que tem de fabricar o seu pão, mas depois haverá uma guerra entre eles para saberem quem fica a mandar… e é desta maneira que tem desaparecido outras sociedades que viveram antes de nós. Esta em que vivemos, assim desaparecerá, as cidades de ferro cimento e alcatrão; restando talvez algumas raízes espalhadas mesmo no meio das florestas onde a podridão pouco se possa sentir…

Mesmo assim, quando o calor da terra for ofuscado com fumos a frescura do ar perder sua vitalidade, o brilho da água tornar-se oleoso, onde poderá haver vida ou sobrevivência?… será que o dinheiro desses gananciosos poderá comprar esses elementos já destruídos?…não… porca capada não se des-capa…eu ficava cismando, como o fico ainda hoje, pensando sempre na retidão daquele pobre Índio que vivia da caça e da pesca e de uns magros centavos da renda dos terrenos confiscados à primeira gente que habitou nestas regiões ao norte do lago huram.

Agora falando do lugar onde vivi e trabalhei 25, apenas vos posso dizer que foi um diamante que hoje se encontra perdido, esperando que seja encontrado por quem saiba limar arestas, é um oásis para pessoas que se retirem, onde se pode comprar uma casa com menos de 20.000 dólares, divertimento sem limite para gente de idade, com hospital.

Cidade ainda muito segura, sem crime, lagos cheios de peixe e vistas maravilhosas.

Por: Armando C. Sousa

armando.sousa@rogers.com
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