| Lusitânia
de Toronto
Uma
matança de porco tipo regional da Terceira Açores,
encheu o salão do Lusitânia, como desde à muito
não foi visto.
S.
C . Lusitânia de Toronto, com quase três décadas
de vida, filial do Lusitânia de Angra do heroísmo Açores.
Sr.
Izidro Sousa, juntamente com José Gonçalves e Francisco
de Castro de pois de tomarem conhecimento numa das ultimas reuniões
do clube das condições financeiras quase de morte
do clube; estes Srs. resolveram procurar levantar o Lusitânia
que também tem sabido transportar a cultura, hábitos
e costumes que por séculos tem sido vivida naquela ilha,
cercada por muralhas de água quase intransponíveis
outrora; mas agora, muitos de seus rebentos vivendo neste País
de acolhimento onde hoje, tantos milhares de filhos da ilha, aqui
residem.
Sabendo
eu da obra extraordinária, de amor e apego que estes Srs.
procuravam levar acabo quis-me associar como membro da imprensa,
fazendo-me convidado.
Esta
matança de porco sendo uma oferta aos amigos, para que estes
ajudem o Lusitânia caído financeiramente, demonstrou
que estes Srs. Possuem o que é de mais importante na vida;
amigos, uma casa a arrebentar pelas costuras, ainda muitos sem lugar.
Apenas
duas palavras a respeito do Sr. Izidro, homem de oitenta anos, com
rasgos de liderança, desceu a Toronto cerca de cinco anos
atrás para se juntar a seus filhos e netos; e quem sabe,
talvez o verdadeiro propósito seja de levantar o orgulho
da gente Terceirense.
Jantar…
foram dadas as boas vindas pela afável Presidente do Clube
Sra. Diná Ribeiro e logo em seguidas as bacias de pernil
e orelheira, e feijão manteigueiro, com um cheirinho da Ilha,
pousaram nas mesas, assim como outra bacia por mesa, com os miúdos
do porco e a bela batata doce, que apenas comi com nossos irmãos
de língua; Ilhéus.
Seguidamente
as travessas com todas as carnes de diferentes partes do porco,
com batata doce e (Yame) um vegetal muito adorado pelos insulares,
inundaram as mesas.
E
como todos sabem o que é à moda de minha mãe,
tem melhor sabor, mas este jantar de matança, para mim estava
maravilhoso!
Doces
caseiros, cheirinho de aguardente, vinho com aguardente e figos,
e sei lá as diferentes qualidades de anises expostos, eram
à descrição.
A
apresentação foi de Antonio Pirinu, proprietário
e diretor do jornal sol Português, fez-lho a convite de um
amigo, e porque é ele mesmo é um grande amigo do Lusitânia,
disse que queria ver o milagre da ressurreição deste
clube, e parece que com todos estes amigos e com a graça
da Padroeira, o clube não morrerá.
Depois
de agradecer à imprensa, apresentou o conjunto pai e filhas
que encantou, mas por pouco tempo, era preciso fazer a arrematação
das partes dos porcos; então Pirinu a anunciou um grupo de
folgazões, que tem cheiro a matanças; uma linda tradição
da Terceira, e como é bem conhecido, os Ilhéus são
músicos e poetas, e vozes naturais mas bonitas, assim o demonstrou
o conhecido (Magalhães) e bem ajudado por seus colegas, tudo
isto enquanto enquanto esquartejavam os porcos e mais meia dúzia
de cabeças.
Foi
maravilhoso o entrelace de vozes da Sra. Diná e o Sr (Magalhães)
numa canção que fere o coração, duas
vozes, que uma grande parte dos que se consideram artistas invejariam.
Cerca
da meia noite quando parti, com a certeza de que a alegria da noite
de matança iria continuar manha dentro, e daquela amizade
que se sentia na sala irá sair, para bem do Lusitânia
de Toronto pelo menos mais trinta anos de sobrevivência.
Ao
Sr. Izidro Sousa, em nome do ‘The Portugues Poste’ o
meu muito obrigado, esperando que saia de sua iniciativa a resolução
almejada ….
Por:
Armando C. Sousa
armando.sousa@rogers.com
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