Reencarnação do Poeta

Capitulo VI

Pura imaginação

Nomes ou fatos pura casualidade

A noite foi difícil para nosso enamorado, cedo a mãe de Chico veio a seu quarto dar os bons dias, dizendo; amor, hoje preciso de ti para guiares, teu pai esta com uma grande gripe não se pode levantar.

Chico adorava sua mãe como uma santa; era a pessoa na vida a quem não sabia dizer não; olhou-a com tristeza; abraçou-a e disse; mãe, tu vais me ensinar a dar os primeiros passos nos livros do negócios; sei que estais a ficar cansados; minha irmã precisa muito do vosso esforço, e eu ainda preciso de teu colinho, e beijou-a; disse Mãe, logo que o pai melhor, vamos em família falar sobre a conversa que ouvi entre vocês os dois.

A mãe perguntou que conversa foi que ouvistes entre nos os dois?...

Chico… Descanse mãe, depois que o pai melhor, falaremos... mas vossa conversa era a respeito da cooperativa de panificação... termina por hoje mãe...

Mas ficaste tão triste, isto veio modificar teus planos?...

Mãe, eu ainda não tenho planos que não possam ser modificados, mas já tenho as fontes do coração que o faz tremer... a mãe riu, e disse, vai amor, dar bom dia a teu pai e dizer-lhe que Descanse...

O Chico entrou no quarto do pai... chamou-o, os olhos estavam embranquecidos e suava e tremia... Chico pegou na bicicleta e disse a mãe, antes de mais nada vou ao Dr. para que venha... a mãe disse telefona então....

Não mãe quero lhe contar directamente as condições com que o vi... e logo desapareceu na esquina da rua...

Verdade seu pensamento não saia da figura angélica da rapariga da livraria... mas neste momento a família era mais que tudo... e procurava a calmar seu coração angustiado.

Chegou, pediu licença para falar com o Dr. Que por sinal era um amigo da família.

Este escutou-o dizendo, Chico arranja quem aplique esta injecção; vai pela farmácia e leva este medicamento que são também antibióticos... eu em duas horas estarei a examinar teu pai... Chico aplicou ele mesmo a injecção coisa que tinha praticado no seminário...

Com sua mãe ao leme foi arranjar na distribuição do pão e doces...

Entretanto Ana. Entrava na livraria, onde já a esperavam duas estudantes desejosas de encontrar soluções as perguntas de seus professores...

Ana as ajudou na sua selecção de livros infelizmente um era uma relíquia que não podia sair da livraria.

Ana meteu a resposta na foto copiadora, dizendo isto e o melhor que posso fazer hoje.

Seu olhar de quando em vez ia na direcção da porta; exalando um fundo suspiro.

Punha a mão sobre a cabeça, ficando a pensar, e acalmava seu coração... dizendo com seus botões; se não for este, será outro... por agora quero que meu herói da literatura veja o meu pobre escrito... eu não queria ficar a ser sempre o trapo do Paços de Margarida, queria a aprovação de Sá Tinoco, e hoje mesmo vou imprimir tudo para lhe enviar com minha carta...

Sim na carta lhe direi que entrou aqui um jovem que faz tremer meu coração...

queria que ele ouvisse as minhas suplicas, viesse; me apertasse nos seus braços como um pai.

Isto é triste, uma mulher sozinha sem ter com quem desabafar, conversar com seu travesseiro, e ser ele que seque as minhas lágrimas, sem uma doce palavra, sem um ombro, sem um lenço, apenas ter como resposta a solidão...

Ontem mesmo dorida a figura daquele rapaz me fazia tremer todas as cordas...

Estava a escrever a direcção em seus escritos... já passavam das três horas da tarde a livraria vazia... então pensava em a fechar a livraria para por tudo no correio antes das cinco...

Neste momento seu olhos iluminarão ao ver entrar Chico Padeiro com os livros que tinha pedido ontem.

Continua...

Por: Armando C. Sousa