Reencarnação do Poeta

Capitulo III

 

O poeta via nesta criança, alguém que poderia ter sido um pouco de seu sangue... via essa pequenina que tanto amava, ler e brincar com todo que este magico poeta e escritor pensava e escrevia.

Oh que amor louco esta criança tinha pela literatura... agora deitada nesta cama hospitalar, este olhando. Branca e em coma, por ter sido medicada.

Pensava o que deveria fazer por esta criança.

Sá Tinoco em parte sentia-se culpado... porque deveria ele, ter dado a palestra sobre verdade e jornalismo, nas redondezas?...

Porquê seus fãs, era tão de votos ou fanáticos de suas palavras?... Porque esta criança deveria atravessar naquele exacto momento?...

Então pensava...Haverá Deus?... Deus viu essa criança correr e não a deteve,.... se existe deus, ele não viu: ou então a quis punir... Oh... punir uma criança? Que mal fez ela?... Para me castigar a mm: que mal faço eu?...

Para castigar meu amigo?... não... não deus não comanda... Deus deu a cada um de nos um destino, a tal sorte... o tal fado, talvez mal fadado... se Deus esta por detrás de tudo, tem bem escondidas suas razões...

Mas erguer as mãos cheias de pranto nada adianta... rezar essas são coisas de fanáticos medrosos... acreditar e se punir ou matar1... são coisas de loucos varridos... Deus Quer isso?... Não. Não... se deus existe, ele apenas quer para nós o melhor...e que tudo venha de nosso trabalho... assim como nós devemos querer para o nosso semelhante tudo que para nós desejamos, estando nós de boa saúde mental.

Nunca nos devemos deixar mentalizar pelo fanatismo de religiões... o mundo andou sempre em guerras uns para se defender, outros com o ódio entranhado na sua mentalidade doentia, apenas querem ver destruição da humanidade sem motivos...

Será que Deus vê?... Eram pergunta que Sá Tinoco sempre fazia...

Veio o Dr. Acompanhado Por uma Enfermeira... o Dr. disse; ainda não houve Família que viesse saber desta criança que fui obrigado a amputar-lhe a perna acima do joelho, vou a manter medicada por três dias, e só depois se tudo correr bem ela poderá falar se o desejar.

Sá Tinoco Apresentou-se ao Dr. escrevendo um cheque que entregou ao Dr. Pedindo... que seja o Sr. Toda a sua família... esta menina vivia com o avo que esta invalido com atrozes reumáticas que o retém na cama ou cadeira de rodas... ela era toda a sua ajuda... tomarei providencias para que seja ajudado...

Pediu a sua mãe se fazia o favor de tomar conta do senhor Conde de Margarida...mesmo sabendo que foram inimigos devido a marcos mudados nas suas terras... este disse a sua mãe... vê mãe, ele ficou sem nada... mesmo o mais rico por quantos anos terá sua riqueza?...

Mãe sabes?...Te vão mudar o nome... tudo porque o teu coração nunca se deixou macular...

As semanas passaram, o poeta mandou que fosse medida uma perna com o joelho mecânico coisa que obrigou a virem técnicos do pais vizinho...

Mas ao fim de um ano a menina já passava seu tempo com as crianças menos afortunadas que ela... crianças deficiências nervosas.

Era coisa que Ana tanto amava a contar suas historias de criança e os ensinando a escrever...

Sá Tinoco um dia chamou a Ana e lhe disse; faz o que tens de fazer, e o que gostas de fazer... só que por vezes para sobreviver temos de escolher.

O governo nada te paga pelo teu trabalho, eu te poderei empregar na livraria. O que te fará independente da caridade... te dará tempo para escreveres e quem sabe, a continuação de algum poeta ou escritor que ames...

Ana entregou sua demissão... ao director... que ficou embaraçado sem ninguém que pudesse fazer o que Ana fazia com as crianças, sabendo ele que Ana.

Nada custava aos hospício, e alguém estava beneficiando com o trabalho da criança.

A gritaria das crianças pedindo a volta de Ana, era enorme, o director fez um corte no seu chorado ordenado para acomodar Ana que prometeu de vir um dia por semana para contar historias a seu amiguinhos de hospício.

Continua...

Por: Armando C. Sousa