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Reencarnação do Poeta
Capitulo
X
O
romance Reencarnação do poeta, já muito conhecido
no meio jornalístico, com muitos comentários favoráveis,
mas também alguns maliciosos...
Neles
descreviam o interesse do grande poeta pela autora, e pela sua beleza
apesar desta se manobrar com uma perna artificial.
Estas
maliciosas insinuações desconheciam completamente
quais os elos de amizade que uniam estes dois escritores, e que
este romance era a continuação de um dos personagens
das obras mais queridas de Sá Tinoco.
O
saber que seus personagens iriam reencarnar na mente desta maravilhosa
escritora o deixava encantado.
Este
escritor tremia ao ser assaltado por certos sentimento de seu pensar...
então dizia com seus botões... deixamos ao destino
o encaminhar de nossas vidas.
Ela
e uma criança; embora seja o complemento de meu pensar, tem
todo o direito a ser feliz; quem sabe, talvez esse rapaz de quem
me vem falando que o deixou sem se despedir a venha arrebatar ao
complemento de meus romances, as festividades musicais que vem dando
aos nossos leitores.
Musica
inédita que deixam os corações tremendo, como
ao entrar num túnel cheio de aranhões, e emaranhado
de teias... terminando num florido jardim, bebendo a frescura e
o mel duma vida a principiar.
Antes
de terminar o jantar mais flores e cartões de novas livrarias
que se propunham editar suas futuras reencarnações
em capas de couro e papel de linho, para durar uma eternidade seu
sonho de escrever, e teria pagamento adiantado, da primeira edição.
Deixando-a
ainda sonhar mais alto com Paço de Margarida
Esta
menina flutuava nos seus sonhos, e olhava com ternura para o Poeta
que presente sentia sua satisfação e seu sonhar.
Houveram
cartões com propostas e convites de saírem ver os
melhores espectáculos da cidade, a que esta sempre recusava
com uma desculpa de cansada...
Haviam
rapazes atraentes, mas esta pensava, estes desconhecem minha verdadeira
origem e historia de vida... depois de se satisfazerem, serei o
mesmo trapo que marcou minha infância... então olhava
para o poeta com reconhecimento, e quase amor
Depois
do jantar e de ouvir duas canções, Ana pediu para
ser conduzida ao seus aposentos do hotel.
O
poeta acompanhou-a na despedida, Ana beijou-lhe a testa... e a rir
disse... seria bem melhor se te pudesse ter a guardar os meus medos...
Ao
fechar a porta disse; espero não ter os terríveis
sonhos que me fazem gritar....
Este
através da fechadura ainda disse... Ana se queres posso dormir
no sofá.
Ana
com a porta na segurança, abriu-a de disse... meu querido
amigo; o homem que dormir nos meus aposentos, e se cobrira com meus
cobertores.
Fechou
a porta pensando no Chico padeiro, e no quanto tinha recebido deste
homem que afinal ainda tinha muitos anos para viver, e estava sempre
pronto para a ajudar na vida... a pensar pôs-se a cortar
as calcas do seu fato novo de dormir.
Principiou
a pensar, o porquê esta sugestão de meu grande amigo?...
seria que este me tivesse visto descomposta nos seus gritos e sonhar?...
Sim
se me viu... viu outra mulher; como tem visto tantas... só
que eu queria ser vista por um único homem... que esse homem
me amasse; me respeitasse.
Ho
eu não precisaria de promessas no altar, porque estas são
sempre quebradas...
A
mim bastaria a palavra do homem, que o destino me destinar.
A
noite passou entre insónias e sonhos, depois do banho esperava
seu grande amigo para um passeio nos arredores, mas este não
chegava.
Telefonou
a seu quarto, mas ninguém respondia, então pediu para
que lhes fosse aberta a porta.
Sá
Tinoco estava deitado, entre os cobertores tremia, tinha febre e
poucas forcas para se levantar. Foi chamado o doutor que determinou
princípios de infecção de pulmões.
Sendo
lhe receitado repouso agasalho antibióticos e muitos fluidos.
Em
três dias voltaria para determinar as melhoras.
Mas
por favor que não saísse do quarto para não
espalhar os vírus que eram contagiosos...
Ana
sorriu para seu amigo e disse, passarei os dias contigo, chegando-te
os líquidos que desejares.
Me
lembra de meu acidente, e dos dias que passas-te no hospital comigo.
Ao
outro dia Ana recebeu, uma carta do Chico...
A
Carta dizia...
Querida
tua fama deu-me a direcção de teu esconderijo... Falei
de ti a família, esta quer ver-te quando vieres ao palácio
de Cristal promover teus livros.
Espero
que tires tempo para vires a minha casa.
Te
adoro e te espero Chico do Padeiro.
Por:
Armando C. Sousa
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