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Reencarnação do Poeta
Trabalho
imaginário
Um
dos cem mais conhecidos poetas de todos os tempos... dava colóquios
em todos os países, suas palestras eram sábias e eloquentes...
falava da poesia, ou do romance, falava da história, escrevia
sobre a bíblia com exemplos; usando bonecos de barro para
ilustrar, era odiado pelos magos da língua, porque não
escrevia com todas as virgulas, e comas...
Este
poeta deixava que todo o coração pode-se entrar na
leitura e sentir a mesma como sua...
Nem
sempre teve os favores da imprensa, mas escrevia para sua satisfação...
a verdade estava sempre na palma de suas mãos, mesmo descrevendo
o pouco letrado que seu pai era, mas o sábio que via no seu
saber.
Para
satisfazer as necessidades da família seu pai sempre se levantava
com as estrelas e se deitava com as estrelas. Mas fez muito, era
o mais sábio dos homens da aldeia.
Não
conhecia inimigos, nem devia favores, sua mãe era uma santa...
sempre cheia de afogos, de risos, e ditos que aprendia com o marido
e almanaque... na verdade para ela o almanaque era mais sagrado
que a bíblia, este era seu oráculo... seu principio
de colheita que deveria dar pão a toda a família.
O
poeta cresceu no meio deste amor camponês, cresceu no meio
do mel criado das flores silvestres.
Na
serra a carqueja, depois lá vinham as flores das amendoeiras
e dos medronheiros para dar o pique total da diferença que
fazia do mel vulgar...
Poeta...
cresceu no campo, equilibrava as palavras de seus versos com as
estrelas, dava-lhe a meiguice da luz branda do luar...
Quantas
vezes fez desta luz macia sua compelisse no amor... era homem, mas
sempre apreciou a ternura, e macieza das mãos e corpo de
mulher.
Era
amado, suas musas eram deusas sadias da brandura das estrelas, que
vinham viver no seu sonhar, criando as mais belas poesias.
Compunha
lindas crónicas usado verdades... andava sempre de costas
voltadas à mentira... seus romances retirados do imaginário
eram obras primas, onde literatura fluía como por um encanto
magico que o imaginário lhe concebera.
Enfim,
este chegou ao pináculo que seria desejado por todos os poetas
escritores.
Meus
amigos podereis morrer de inveja, mas só este poeta escritor
escreveu para o coração ler... ler mesmo o menos letrado,
mas que deixa-se o amor terno sanguíneo vindo da fonte que
treme ri e canta, ou se deixa cair de tristeza quando o paixão
existe.
Era
ainda jovem consciencioso, procurando ajudar seu pai nas tarefas
do campo, sempre se perdia olhando o voar das borboletas ou as trajectórias
dos pássaros.
Um
dia seguia dois melros que acabavam de sair da parreira de loureiros
com vagas no bico... Sá Tinoco dizia com seus botões...
lindo, que amor... os melros procuravam trocar as vagas as bicadinhas
como dois namorados se beijando, procurando comer o morango que
o outro segurava...
Sá
Tinoco procurava descrever esta cena em poema de amor... poema que
amaria que este fizesse parte de sua vida.
De
repente seguindo os melros de olhos com Sílvia, a filha do
Castro de Margaride.
Sá
Tinoco cortou a respiração ao ver aquela beleza em
cima da cerejeira... rindo comendo e pintando seus lábios
com o sumo e doce da cereja, prendendo uma cereja nos lábios
fazendo um biquinho de beijo , deus o sabe em que estaria a pensar.
Um
galho prendeu a blusa, a desabotoando... esta olhou em seu seios...
riu muito... era jovem a desflorar... sentia o prazer de juventude...e
pensava ao olhar-se desabotoada... riu outra vez e dependurou uma
galha de cerejas no bico e rui muito...
Sá
Tinoco deixou seus melros para se concentrar naquela beleza, dizendo
pareces um anjo em cima desta cerejeira... Esta tremeu ao ouvir
aquela voz.
Procurou
esconder seu pudor com as mãos; o corpo desequilibrou, caiu
dos canos da cerejeira, sobre a ramada... as vides não aguentaram
com seu corpo
Sá
Tinoco correu para com seus braços ainda poder amortecer
a queda...
Ainda
trazia a cereja nos lábios e estes pintados... Sílvia
desfaleceu nos seus barcos quando este disse em vos triste e doce...
Que beleza... Que deverei fazer?... não a posso transportar
longe... fazer respiração artificial com aprendia
na escola?... sim... neste caso seria a solução mais
certa... e principiou por dar um beijo sobre a cereja arrancando-a
da boca...
Depois
de alguns toques no peito e de boca a boca respiração,
esta acordou, arregalando os olhos o beijou e abraçou demoradamente...
dizendo mil obrigados Sá, mas não rias do que viste...
estava pensando em ti...
Por:
Armando C. Sousa
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