Fábula de La Fontaine

 

Meus irmãos contavam-me sempre histórias de fadas e fábulas de La Fontaine para eu adormecer, cada um que contava tinha sempre sua maneira de o fazer, mas no fim a moralidade era sempre a mesma.

O mais honesto e trabalhador era sempre o que entrava mais vezes no nosso coração.

Rapas de Escola juntávamo-nos no penedo grande, e ali cada um contava a sua, ora acontecia que a mesma fabula se ouvia contar muitas vezes.

Assim era formada nossa moralidade, sempre aprendia-mos.

E a historia principiava sempre da mesma maneira...

Em séculos que já lá vão os animais falavam... um dia a raposa matreira que procurava sempre os ninhos nos sítios rasos onde as aves faziam ninhos e chocavam seu ovinhos.

Nada encontrou logo olhou para os ninhos das cegonhas lá no alto impossível de chegar.

Disse a raposa com seus botões, terei de a convencer, mas tenho de fazer alguma coisa... Então aproximou-se da Cegonha e disse bom dia comadre Cegonha...

Perguntando, então tu já leste a novas ordens do governo animal?

A Cegonha respondeu... não comadre raposa, não li ainda...

Esta muito animada, disse agora todos os animais tem de ser amigos e se respeitarem.

Tu podes fazer o ninho no chão que ninguém lhe toca....

Sim, mas estou bem onde estou comadre.

A raposa... olha comadre Cegonha para te provar que seremos amigas, ficas convidada para o jantar que vou fazer encima do penedo...

A Cegonha disse; comadre raposa... não te faças matreira comigo, ou te arranco os olhos com o bico...

Ou outro dia lá estava a raposa esperando a cegonha para o jantar... A Cegonha apareceu a comer ainda um peixinho, a raposa olhava e lambia os lábios com a língua... a cegonha deixou cair uma espinhenta... a raposa de um salto comeu-a
chamando-lhe um figo...

A raposa virou-se para a Cegonha e disse vou por a mesa para nosso jantar... esta sempre foi manhosa... pegou na panela de papas e esvaziou-a sobre o penedo, dizendo para a cegonha, Grande Amiga, podemos comer do mesmo prato...

Ora a Cegonha picava em cima do penedo mas não comia nada... e olhava triste para a Raposa que com a língua em poucos minutos lambeu as papas todas...

A cegonha agradeceu a gentileza a raposa e disse... agora vou pela sobre mesa, e em poucos segundos apareceu com um belo peixe ainda a rabiar... deu-lhe meia volta e este desapareceu no papo da Cegonha...

Então disse já que fostes muito gentil comigo, amanha também te ofereço um jantar.

A raposa lambeu logo os beiços pensando num bom peixinho que a Cegonha apresentaria...

Mas esta ao outro dia fez também umas papas, mas desta vez as papas foram feitas numa (untaria) esta era uma vasilha feita como um funil ao contrario) tinha um canal bastante estreito para deitar o azeite aos fiinhos...

No dia seguinte lá estava a raposa cheia de fome, esperando a Cegonha.

Esta chegou pôs a untaria em cima do penedo, e disse para a raposa, agora sirva-se, comemos as duas do mesmo prato...

A raposa bem punha a língua mas não trazia nada, enquanto a Cegonha metia o bico ma untaria e sugava tudo... pobre da raposa só lambia alguma pinguinha quando esta tirava o bico para tomar folgo...

Neste momento uma matilha de cais principiou a ladrar... a cegonha voou par a arvore onde tinha o ninho... a raposa fugia dos cais a bom fugir... e a cegonha de cima gritava... Raposa, para mostra-lhe a ordem... mostra lhe a ordem...

Esta dizia, não estes não sabem ler, não sabem ler...

Moral da História as mentiras nunca dão bom resultado.

Não te facas mais que eu
Tu ano és menos nem mais
Debaixo da terra fria
Todos nos somos iguais.

Fábula de La Fontaine... Composição de Armando Sousa

Por: Armando C. Sousa