A Menina e a Rosa VIII

Nomes ou lugares, será coincidência
Esta Historia e pura imaginação.


As duas ficaram a conversar no terreiro acariciando a roseira que de si inspirava ternura com suas folhas verdinhas aveludadas quase sem espinhos.

Dona Judite respondeu... Olha Clara isso não sei, mas Ana falou-me no seu Amiguinho David que andava sempre triste.

Um dia lhe perguntou!... David porque tua tristeza?... ele lhes respondeu... meu pai anda sempre triste, parece que minha mãe não lhe da a atenção que ele deseja.

Mas meu pai e muito bom para minha mãe.

Neste momento Dona Clara chorava copiosamente, encostando-se ao ombro de Dona Judite, disse... e sobre isso que queria falar... escuta-me amiga e aconselha-me... Verdade David tinha razão... não dava a atenção a Diogo que tanto me amava... eu também o amava muito, mas queria ser odiada, tudo pólo medo que entrou em mim... Um dia tive de fazer uma raspagem, não andada bem.

A verdade e que depois me fazia doer o clítoris quando fazia sexo...

Eu odiava o desejo, amava tanto meu marido, mas queria ser odiada por ele. Para ele nunca me desejar...estava convencida que morria em pouco tempo, depois da raspagem principiaram a aparecer uns caroços nos peitos, me faziam doer e preocupar... estes desapareciam depois do sexo, mas era tão difícil para mim...

O meu melhor momento foi no dia que recebi flores, tão lindas, uma delas se diferenciava pelo cheiro; era como um imã que me atraia a meu marido com um desejo de o cobrir de beijos e o apertar nos meus braços desejosos de amor.

Deixei cair a flor na mesinha de cabeceira e fizemos amor louco, como nunca o tínhamos feito em toda nossa vida; desta vez não senti dores, só prazer; senti-me mulher realizada com desejos de uma família, de uma verdadeira família, onde posássemos dividir amor, não apenas um filho; este que tanto amo.... os caroços!?... esses vão e vem.

Me preocupam...e me deixado pensativa, cheia de perguntas ao acaso; ao impossível, talvez ao gosto dos milagres, dos sonhos de fadas e deusas; talvez nestes pensamentos exista o sabor da loucura...

Toda esta conversa; perguntas e pensamentos foi feita ao sabor de um café e duas bolachas de chá...

Clara continuou... minha amiguinha; será possível, alguém fazer amor fisicamente real, mas na verdade o verdadeiro amor ser feito em espírito?

Que queres dizer?... Perguntou Judite.

Bom. Supor que eu morro; meu marido me ama muito, tenho a certeza, mas e homem, tem necessidade de fazer amor.

Será possível fazer amor com outra mulher e na realidade espiritual, esta fazendo amor comigo?!...

Como tu fazes amor em sonho, seria possível estares a fazer amor fisicamente, e viver esse amor com marido no infinito?

Clara querida; creio que estas a enlouquecer, não me faças essas perguntas;

Sei que ate hoje não me fez falta homem, para minha satisfação física; de hoje para a frente pergunta a deus se o conheces Clara.

Amiga com respeito aos teus caroços...penso ser as glandes mamárias que enchem com o desejo de amar, satisfazer, viver...

Querida amiga creio que deverias beber chá de flor de Guava, ou Goiaba, e de folhas secas trilhadas para melhor saírem as enzimas que dissolverem as glandes mamárias e evitam que estas enrijem tornando-se malignas.

Te digo minha amiga; este chá e vitamina D. a dobrar, Quina e Ferro, livra uma mulher do Dr. E muitas vezes da cova.

Dona Clara, se queres almoçar com nós podes ficar, eu agora vou ter de me despachar, e arranjar alguma coisa a Ana, está prestes a chegar, irei com ela pegar nos livros e encomendar flores e ainda a uma reunião com a fabriqueira do cemitério dos Prazeres... se queres mando vir também o chá porque aqui, não existe... sim, sim Judite, por favor... Amo tanto meu marido; mas tenho medo que seja mais que isso que me dizes.

Já na partida Clara cheia de lágrimas disse... Judite, se um dia em partir para o mundo onde acaba a dor, olha por meu Diogo fisicamente, porque acredito que espiritualmente ele vivera sempre comigo e faz de meu David teu filho... Abraçaram-se, desta vez Judite não pode reter as lágrimas, as duas choravam abraçadas quando entrou Ana no Portão do Jardim.

"Continua no próximo capítulo IX"...

Por: Armando C. Sousa