A Menina e a Rosa VI

"Nomes e lugares apenas coincidência
esta historia e produto da imaginação"


Os Amigos do Senhor Pinto e Dona Clara espalhados pelo Jardim estavam se divertindo conversando rindo-se das asneiras que diziam, bebendo e jogando umas amigáveis partidas de cartas.

As Senhoras reuniram-se com as crianças ensinando-lhes alguns jogos de seu tempo de juventude.

Dona Clara olhou na direcção e sorriu, vendo sua irmã servindo guloseimas e bebidas.

Dona Clara sabia que dona Judite tinha sido uma operária que trabalhava com teares na fábrica que seu marido hoje tinha sido nomeado gerente.

As outras Convidadas tinham o nariz um pouco erguido sabendo que esta era viúva de um mineiro.

Mas ainda não sabiam que esta tinha deixado a fábrica, quando uma lançadeira quase a cegava e teve de receber cuidados no hospital por traumatismo que a deixou sem acordo por uns bons minutos.

Veio a decisão de Ana vender rosas para dar uma rosa da Felicidade, ao Senhor Pinto; essa magia que acreditava que era sua roseira que lhes dava toda a felicidade e poder de conversar com seu pai no cemitério da aldeia, Ana queria ver David e seu pai mais feliz; David era sem duvida seu melhor amigo e confidente de algumas asneiras de criança e trocas de saber e aprendizado na escola.

Dona Clara disse, Amiga Judite; “quem aos meus filhos ama, minha boca adoça”; deixe-me chamar-lhe assim; precisaria de conversar muito mais tempo para fazer algumas comparações do amor e sofrimento, do querer e do medo: dos pensamentos talvez absurdos que me assolam; do medo de ser feliz; tenho necessidade duma verdadeira amiga, sem ter de usar a hipocrisia e fingimento.

Minha irmã tem feito um bom trabalho, sempre sorrisos; mas aquelas não tiram os olhos de nós; vamos juntar-nos; vou-a apresentar como amiga dos bons amigos que desejam ter um relacionamento são, uma ajuda nos momentos mais difíceis.

Olha Judite, adoro tua menina, já uma mocinha, mas entende-se também com o David...

Neste momento entrou no jardim um grupo tocando os mais diversos instrumentos...

Entre eles se destacava uma Guitarra um violão e uma concertina.

Vinham tocando uma virada; mas creio que seriam contratados para divertimento.

E talvez cantar os parabéns ao David. Uma senhora de xaile preto portava uma grande travessa com um enorme bolo de aniversário.

Todos se aproximaram ao som dos instrumentos, e a música convidava a dançar.

As crianças foram as primeiras a fazerem roda e se divertir; neles existia a amizade de crianças sem maldades ou preconceitos... depois o Senhor Pinto, iniciou; foi pegar na dona Clara, convidando todos os convidados a se divertir, neste dia que ficara para sempre na memória de David.

Depois de duas danças todos se sentaram a grande mesa; mas todos ofegavam excepto as crianças, que principiavam a sentir um formigueiro nunca sentido a abanar todo o seu corpo...
David teve de soprar duas vezes, para apagar as treze velas; ficou envergonhado da risota e dos ditos, quase em simultâneo todos diziam: se estavas a sonhar com a Ana, não é desta vez que teus desejos serão cumpridos. “risos”.

As cadeiras Apostos, para o tocador da Guitarra e violão... a Senhora de xaile no meio dos tocadores pedia silêncio. Vamos Tocar e Cantar O fado

“O Xaile de Minha Mãe”

No final, não faltavam rostos com lágrimas e soluços, mães pensando ficar sem os filhos fora de casa pela primeira vez...filhos pensando na falta que iriam sentir longe dos pais e amigos.

David Baixinho ao ouvido de Ana; vou seguir a risca as instruções do livro. Será sempre tua voz que ouvirei; quero sentir-me orgulhoso de obedecer a teus desejos.

No colégio, vou sentir tanto a tua falta, teus conselhos e ajudas... tanto orgulho sentia de tua presença... Ana, és a mais carinhosa de todas as meninas, tua mãe vai ser muito feliz ao ficares junto dela...

Todos dançavam; Dona Clara aproximou-se da mãe de Ana pedindo; Judite queria que ouvisse minha história de amor, e me aconselhasse...

Amanha terei um tempinho, que quiser passar pela minha humilde casinha, também poderá ver a roseira da felicidade que Ana acredita.

"Continua no próximo capítulo VII"...

Por: Armando C. Sousa