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A Menina e a Rosa IV
"Nomes
e lugares apenas coincidência
esta historia e produto da imaginação"
Ana,
já tinha trocado o preto com que se vestia depois da morte
de seu pai, por uns vestidinhos de chita mais clara, mas ainda estampada
a dor na maneira de vestir.
Depois
da venda da sua primeira rosa ao portão da fábrica
onde a mãe trabalhava, nunca mais deixou de ir lá
vender a cada sábado…
O
Sr. Pinto, pai de David, quando vê a menina das rosas logo
se lembrava de como mudou sua vida, a felicidade veio morar em sua
casa e entre toda a família, mesmo entre vizinhos e amigos
da família.
Era
uma alegria mesmo entre algumas mulheres que compravam uma rosa
para por na lapela do fato do marido se tinham compromissos de baptizados
ou casamentos.
Só
que agora Ana vinha com sua bicicleta montada com três cestas
de flores.
Os
operários da fábrica da Senhora da Hora já
tinham baptizado Ana (a menina andor)
Dona
Judite não queria acreditar, como sua menina tinha transformado
sua vida… tudo por cause de seu doce coração,
amor a seu pai e à única amiga; sua verdejante e florida
roseira; única com quem falava nos momentos de tristeza e
desespero…
Tempo
de ditadura; a fabrica da Sra. Principiou ganhando fama por pagar
mais 2 escudos por dia que o obrigatório; em parte pela bondade
do Sr. Pinto um dos conselheiros da empresa.
Dona
Judite não tinha mãos a medir na venda e no manejo
dos pedidos de manter o arranjo florido das campas…teve mesmo
de empregar pessoas, pois era demais o trabalho;
Bastava-lhe
o ter a certeza que tudo estava em ordem; que os seu fregueses recebiam
o trato que mereciam do seu contrato.
Dona
Judite trabalhava dia e noite… realizou, que seria impossível
manter esse ritmo.
Quando
Ana entra na escola ira muita coisa pela água abaixo pensou…
Terei
de fazer alguma coisa neste sentido…
Ana
sentindo o peso da responsabilidade cresceu como jovem, sentia que
mais alguma coisa mudava em si; muito a medo abraçou sua
mãe e disse, mãe, hoje fale comigo, mas como eu seja
mais que a menina que me deitava no teu e no colo do pai…
fala comigo mãe… sim filha, falaremos.
A
conversa foi longa e dolorosa para Dona Judite… naquele dia
terminou dizendo: temos muito a falar filha, mas para hoje te digo,
principia a calcificar o procedimento de teus amigos e desvia-te
das amigas sem preconceitos.
Não
querida, nunca tenhas medo de mim, deixa que eu seja tua melhor
amiga, alem de ser tua mãe também; verás Ana,
quando fores mulher, ficas-te a ganhar, ao mesmo tempo que me enchias
de alegria, aumentando meu saber.
As
duas se abraçaram por alguns minutos… agora diz-me
filha, farei bem ou mal?... E passou um livrinho que tinha estado
lendo paciente mente para as mãos da querida Filha…
esta leu e disse; andas a estudar o código das estradas Mãe?...
A
mãe riu e disse… filha; principias-te com esta saga
para teres oportunidade de escola, agora todas as pedras estão
a cair no seu buraquinho.
Sim
filha… vou procurar passar o exame verbal de código
das estradas… depois aprender a conduzir; não haverá
outro meio para continuar o que principias-te…
Já
temos alguém que depende de nós para ter seu pão;
outros dependem de nós para manter seu orgulho de amar seus
ente queridos.
Creio
que iremos ter sucesso; a verdade filha: precisamos duma carrinha
para o negócio que está a florir… mas tenho
medo, o que iram dizer de mim filha?!....
Mas
tudo suportarei por teu amor filha, por tua escola, pelo quanto
poderás ainda ajudar a nossa aldeia e para glorificar a tua
roseira cheia de magia... só a inveja poderá falar.
O
tempo da separação aproximava-se, David pediu a sua
mãe e seu pai se poderia convidar a meninas das flores e
sua mãe para uma despedida.
David
sabia que iria ter tempos muito difíceis no colégio
sem o conforto de sua amiguinha Ana, a menina que tanto amor trouxe
a sua casa com suas rosas cheias de magia... mas afinal sempre foi
assim a vida de um casal... a esposa sempre gostou de rosas... sente-se
amada e mais segura no seu amor... como senhora e como esposa.
O
convite foi enviado para festejar o dia de Aniversário de
David.
"Continua
no próximo capítulo IV"...
Por:
Armando C. Sousa
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