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A Menina e a Rosa III
"Nomes
e lugares apenas coincidência
esta historia e produto da imaginação"
Ana sentia uma felicidade enorme a crescer em seu coração,
amaria sentir David contente com a alegria dos pais.
As
mãos eram estendidas para o resto das rosas, todos queriam
ter a ultima rosa que a Ana vendia.
Era
a primeira vez que aparecia uma menina a vender rosas á saída
da fábrica… anunciando rosas da felicidade…
Muitas
vezes apareciam os camiões de sardinhas tocando a buzina…
mas rosas era coisa inédita…
As
rosas tinham atado ao pé um pouco de algodão com álcool,
para as conservar frescas e livres de viroses.
Ana,
nas poucas rosas que trazia, tinha ganho um grande dia de trabalho,
e principiou a pensar que seriam as rosas que a levariam a escola.
Há!..pensava
se sua mãe a ajudar, o dinheiro para o colégio surgira.
Como me sai a alegria quando levo minhas magicas rosas a campa onde
jaz o que foi meu pai.
Ao
chegar de Ana com o dinheiro, a mãe tomou a determinação
de aos sábados faltar ao trabalho; ir vender rosas com a
filha.
Iriam
com as rosas para as saídas das Fabricas e para o cemitério
dos prazeres, onde vinham muita gente da aldeia visitar seus entes
queridos mortos vítimas da PIDE.
Dona
Judite andava encantada com os resultados da experiência da
venda das rosas…
Era
formidável… encontrava tanta gente dorida, que esperava
da rosa um milagre salutar… confortava tanto coração
despedaçado, morrendo de saudades e de amor…
Pediam-lhe
para ela cuidar de jazigos sobre contrato…
Queriam
representar a rosa magica nos mercados dos arredores… a fama
crescia da menina do rosa magica.
Haviam
alguns casos que as rosas faziam milagres na mente gastas pela descrença,
mas que tornavam a rosa em noites de magia e amor.
Seu
cheiro diferente, faziam fazer perguntas à natureza e a Dona
Judite… que sempre respondia; esta rosa cresceu para dar felicidade
a minha filha e a todos que a Ana a da para cheirar.
Sem
Ana autorizar não devo cortar uma rosa de sua roseira, que
sempre lhe da uma rosa para ela levar ao cemitério à
campa de seu pai… de lá viemos mais confiante…
eu venho cheia de saudade e de desejo, mas confiante no destino.
Ana;
essa vem com alegria por poder falar com a rosa e seu pai; Esta
como magia a afaga ficando Ana prostrado de rosa na mão encrostada
a Pedra com o retrato de seu pai… vem confiante que poderá
engraçar no colégio um dia, aprender para bem-fazer
na vida…
Os dias de escolas estão contados… David vêm
sempre conversar com Ana e lhe contar que andam felizes agora…
foram os três ao cinema, coisa que a mãe fazia sozinha…
dizendo que estava preza todo o dia… mas desta vez convidou-nos
e ia dependurada no braço de meu pai como uma criança
e pendurada no meu ombro.
Ana!...
É tão bom ver os pais felizes… e aquelas rosas
que vendeste a meu pai, fizeram minha mãe tão radiante…
Falaram
em me escrever no Colégio do Infante se eu ficar bem no exame…
vou-me aplicar para os ver mais felizes…
Ana
disse… minha mãe diz que poderei ir para a escola industrial…
tenho de fazer o exame de admissão. Só que não
seremos mais parceiros de escola David.
Ana;
pede a tua mãe, se poderei brincar contigo no fim de semana…
Ana
olhou-se e corou… disse, por vezes será bom, não
nos vermos a crescer, mas uma coisa é certa, serás
sempre meu grande amigo.
A
Mãe e filha Vendendo Flores faziam milagres de negócios…
a escola estava a principiar… dona Judite já tinha
pago as dívidas da casinha, apenas passados quatro meses
de principiar a vender flores…Uma rosa espetada no chão
da campa de seu pai.
Tinha
crescido e já tinha um botão.
Ana;
tinha espetado a rosa em desespero, porque sua jarra tinha desaparecido
e Ana não tinha onde por água para conservara a rosa
fresca.
Assim
surgiu o milagre da campa do mineiro…esta era muito visitada
para ver a flor;
Um
dia; ali voltou a aparecer a jarra que originou aquele milagre de
perfume natural no cemitério da Aldeia.
Remorso?...
talvez… Inveja?... talvez… mas ninguém e perfeito…
todos erramos…
"Continua
no próximo capítulo IV"...
Por:
Armando C. Sousa
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