Brompton
Carabram
O
festival do orgulho Cultural que cada Ética representa.
Cada
um em seu reduto, todos procuram mostrar a seu irmão do
outro canto do mundo, o que mais belo tem para oferecer, quer
na gentileza de receber, no mostrar de sua cultura de danças
e passa tempo, e, sobretudo os poemas tristes, da musica Portuguesa,
que hoje mora em todos os cantos do modo; o Fado.
Os
diversificados gosto culinários, onde o do mar é
Rei, e saboroso paladar de suas bebidas, no seu artesanato, ou
então na beleza que seu País foi dotado e os homens
com orgulho enorme, ajudaram a erguer.
Dia
da abertura estive no pavilhão Português, assisti
ao cantar do hino Canadiano País de acolhimento para depois
ser entoado o hino Português; esse que faz tremer e reviver
um não sei quê no coração cada um.
A
abertura das atividades do Pavilhão Português foi
descrita por Manuel Alexandre Presidente do Clube Vasco da Gama
de Brampton, homem de Coração a não lhe caber
no peito, mas que nesta altura necessitava de tentáculos
de polvo, mesmo muito ajudado por seus colegas diretivos e mesmo
assim! Manuel deu a palavra ao Ministro da saúde do Ontario
Honorável Tony Clment, que oficializou a abertura; Clment
teve palavras de muito apreço que deixou orgulho nos presentes.
Manuel
Alexandre apresentou com honra os homens que desde há muito
aderiram e iniciaram a promoção de Portugal perante
um mundo diversificado que compõem a população
desta linda Cidade e Arredores.
Foram
o Sr Horácio Moniz, o Sr. Armindo Alves; Sr. Manuel Alexandre
e atualmente toda a direção do Vasco da Gama de
Brampton
A
imprensa televisiva estava representada por Clara Abreu que vem
dado uma cobertura de louvar aos acontecimentos de cunho Português
Assim
como presente à imprensa jornalística da Comunidade
que vem escrevendo a historia do que se passa no coração
de mais de 300.000 Portugueses ou descendentes residentes no Ontario
A
organização do reduto Portuguesa brilhou pela revista
de Turismo e elucidação, oferecida aos visitantes
por uma travel agencia; esta revista é mesmo muito valiosa
aos filhos da pátria Portuguesa e visitantes. Portugal
um Pais no sul oeste do velho continente Europeu, banhado pelo
sol e pelo mar, onde as relíquias e monumentos abundam
para deleite turístico.
A
revista abria com o monumento á torre de Belém,
uma descrição aos tabuleiros de Ovar.
No
norte de Portugal passagem da vista do douro e seus Barcos rebelas
com as pipas do néctar que dá nome de Portugal ao
mundo, e faz cantar em dias de festa.
A
beleza da arquitetura dos nossos antepassados é espetacular,
é linda.
Pontes
Romanas, o Bom Jesus em Braga e seu jardins, o museu dos Coches,
os carros antes da gasolina existir que eram puxados à
base de erva.
As
maravilhas das aldeias e campos Alentejanos, para deixarmos perder
a vista, nas amarelinhas areias das praias Portuguesas, fazendo
contraste com o verde azul das suas águas, mesclando com
o azul do céu sarapintado de pedaços de nuvens de
algodão branquinho.
Nessa
revista pode-se viajar no tempo em que éramos nada. Orgulhar-nos
de onde viemos e dos nossos antepassados, excluindo a era negra
de nosso tempo.
Desta
revista teria muito para falar, mas irei falar do salão
de bolingue que albergou a Carabram Portuguesa com enormes condições
de Parque de estacionamento e para albergar as tasquinhas de lindo
artesanato, orgulho dos Portugueses.
Casa
muito precária para condições musicais, e
sem iluminação suficiente para admirar a beleza
dos trajos de Antigamente e o rendilhado das danças dos
ranchos folclóricos que abrilhantaram o Pavilhão
Português, temos de admitir que neste mundo nem tudo nos
satisfaz, ou é perfeito, lamentando pelos artistas que
não poderão demonstrar seu real valor, nem os gemidos
das guitarras dedilhadas por mãos que noutras condições
parecem fazer gemer as magoas da ausência,
As
tasquinhas estavam repletas de maravilhoso artesanato representando
uma outra era onde nossos olhos e imaginação poderiam
lá entrar, ali existia a imaginação a precisão
e paciência da mente, a louça e os enfeites de casa
eram os mais numerosos, mas os bordados e uma colcha feita de
pedacinhos, que no meu entender o seu debuxo era compostos duma
beleza que fazia admiração.
Ali
havia um pouco da nossa alma Portuguesa, O Vinho do Porto ali
estava para ser provado, uma amostra $3.00, com o queijo, ou $7.00
vinho do porto especial (vintage), ou um copo de 100 mililitros
se Somol 1.00. um galo de barro cerca de vinte dólares,
sem as cores do de Barcelos nem galinha ao lado, mas bem confeccionado
e tamanho regular.
Mas,
sobretudo o que mais me surpreendeu foi o Senhor Januário
Araújo apresentando sua oficina, como as suas mãos
de perfeito profissional artesão; de um pedaço de
Nogueira ou outro material, confecciona a guitarra Portuguesa,
o violão baiano, ou a viola da terra, mas estas mãos
estão prontas a preparar qualquer instrumento de corda,
que lhe seja encomendado; é caso para dizer o Sr. Januário
faz instrumentos e musica, o fado pode morar em Toronto, mas ali
estavam representadas muito mais coisas, como a nossa cozinha
e o paladar do mar; o nosso churrasco. medalhas de comemoração
dos 50 anos dos nossos pioneiros, livros dos escritores Portugueses
aqui radicados e de índole religiosa, me será impossível
descrever tudo com exatidão: motivos familiares me chamavam
e tive de me ausentar, tendo ainda oportunidade de ver atuar Mano
Belmonte.
Tony
Camara e a guitarra de Gabriel Têves e a viola de Januário
Araújo.
No
domingo numa pequena passagem pela Carabram tive ocasião
de escutar e admirar a voz de Jessica Amaro e o movimento de corpo
tornando-a uma atração.
Passei
ainda pelo pavilhão da Índia que fazia saltar aos
olhos a arte da escultura em madeira e os colares para enfeitar
pescoço de Princesa, neste salão o entretenimento
era de bom calibre, onde as mãos das dançarinas
falam mais alto que a boca.
No
salão Italiano entrei e saí, nada de especial a
não ser a doçaria.
Creio
que esta gente já está mais integrada, e sofre menos
as saudades da ausência.
Enfim
gostei e voltarei no próximo ano.
Por:
Armando C. Sousa