Madeira
Parque Senhora do Monte
Tradições
e cultura da gente que viveu na princesa do Atlântico guardadas
pela muralha das ondas, ora mansas de caricia, oras tenebrosa
que deixavam sua gente agarrada à senhora de sua devoção,
que era e ainda é na ilha a maior festa de devoção
e profano.
Depois
das grandes festas da Senhora do Monte, nos Estados Unidos, há
outra semana em Montreal; desta vez num dos maiores pedaços
de Portugal no Ontario.
No
frescos e airosos Madeira Parke.
Cheguei
cerca das 5 da tarde ao Parque. A primeira impressão perante
centenas de pessoas que já se encontravam foi de nostalgia
e resignação, mais me fazia lembrar um filme mudo
de Charles Chaplin.
Mas
cerca das 5,30 José Mario Coelho Trouxe como uma lufada
de alegria a novos e velhos com a apresentação dos
duos (Valdo e Vacila) vindos de S. Paulo Brasil, que foram muito
bem acolhidos com canções cheias de ritmo em chá,
chá onde imperava o sotaque bonito do nosso País
Irmão Brasil.
Esta
euforia foi sol de pouca dura, porque cerca das 6 da tarde vimo-los
parti para outro compromisso, ficando o recinto de dança
entregue aos miúdos que se deliciaram a chutar a bola,
um pouco movimento nas espetadas com um recinto primorosamente
modificado com mesas pintadas e para por os espetos, todos em
aço inoxidável, bom trabalho, estão de para
bens.
Houve
depois o cortejo de oferendas, e mais a recolha de donativos,
creio que para a comissão e juntamente uma pequena rusgata
que a fotografia documenta.
7,30
principiou missa cantada em honra da Senhora do Monte Padroeira
Madeirense; e da Senhora de Fátima, mais uma vez o modo
de resignação se instalou através do parque
numa enorme percentagem do que acorreram ao arraial, em tom de
resignação diziam, queríamos musica, mas
meteram-nos a igreja em casa, mas isto é assim, direções
vem, direções vão,… também gostamos
do sagrado, mas as horas, essas é que não condizem,
entretanto bebe-se em vez de folgar; parti prometendo que escreveria
o recado.
A
missa cantada prosseguia e foi-se juntando grande multidão
ao ato religioso, a devoção continua ardente julgando
pelos sírios que ardiam no lugar de culto, a procissão
de velas, embora com poucas velas, mas com uma multidão
à volta de três centenas, regressando o andor da
Senhora de Fátima foi terminada a cerimônia com comoção
o sempre doloroso adeus à virgem.
Então
encontravam-se cerca de um milhar de pessoas esperando musica
o sempre alegre folclore; outro milhar comendo as belas espetadas
regadas creio eu que não com água; rancho folclore
Madeirem-se que encanta esta gente, sabendo que é única
a maneira de dançar desta gente, mas já eram 10
da noite quando a alegria principiou, parabéns aos ensinadores
do rancho pelas horas passadas a ensaiar para deliciar sua gente.
Veio
o cantor Madeirense Décio Gonçalves aquém
a imigração Madeirense lhe dedica verdadeiro culto
e o acarinho como filho da terra, e aquém a cabrinha mê,
mê, mê, deu um símbolo de nova musica Madeirense
este desde principio trouxe à dança alegria, via-se
no sorriso de cada boca.
Ao
ser anunciado por o José Mario Coelho o mais conhecido
Português entre os Estudos Unidos e Canadá, aquele
que não sabe quem é, aquele que traz duas pátrias
e uma terra sempre com sigo, aquele que faz corações
chorar de tristeza, ou polar de alegria, sempre esperado pelas
multidões, é professor de Inglês e cantas
nas duas línguas, o sempre esperado Marco Diniz, levou
toda a gente ao rubro, tempo de me recolher devido à hora
tardia, mas ainda continuavam continuava chegando gente ao parque
quando saí.
O
Grupo musical jovem império não pode atuar devido
à hora tardia em que a excelente atuação
do sempre esperado Marco Diniz terminou.
A
festa à madeirense continuou até madrugada segundo
me informaram.
Domingo
cheguei ao Parque duas da tarde, estavam a meio as cerimônias
religiosas com muita gente dos lados do recinto para fugir do
sol do meio dia, seguindo a sempre tradicional procissão
com os andores da virgem de Fátima e a Senhora do Monte.
Mais
uma vez o rancho deu pequeninos Madeirenses encantou, seguindo-se
uma bela atuação do bem conhecido Jorge Carvalho
e seu filho Filipe que assim formam uma duas de mérito;
segui-se o conjunto jovem império que não pode atuar
na noite anterior, dando boa musica para dançar, mas com
o sol não era muito convidativo,
Esperava
para ver atuar o sempre desejado Marco Diniz, mas o leilão
era preciso fazer-se e o meu tempo limitado com outros compromissos
pessoais. Na minha retirada ainda encontrei nos confins do parque
as concertinas minhotas que são o meu encanto, parei para
uma fotografia e segui.
Assim
parti sem te ver atuar Marco.
Foram
assim como eu vi as festas da Senhora do Monte padroeira dos Madeirenses…
para o ano há mais.
Por:
Armando C. Sousa