Julho
13, picnic anual
da Casa do Alentejo
Sócios
e amigos desta casa Alentejana em Toronto estiveram reunidos no
Sloviano Hunters e Anglers Parque, em Everett, cerca de 100 quilômetros
ao norte de Toronto.
A
participação não seria das maiores em quantidade,
estiveram presentes cerca de 75 famílias, mas creio que
o foi em qualidade de repouso, participação dos
divertimentos.
.
Dei uma fugida do Carabram para ver o que se passava, com as gentes
das terras dos fadistas, e habituados aos campos sem fim de espigas
de ouro, nestes dias quentes de julho.
O
que vi não surpreendeu, muitos retiram-se para repouso
total e dormiam. E assim longe da algazarra dos mais pequenos
que faziam ressaltar a água temperada da piscina com o
bater da barriga, outros apenas queriam ter os pés demolho
talvez para amolecer os calos duros feitos pelas botas de trabalho,
na piscina havia de tudo, desde o peixe agulha, sereias e baleias,
mas neste caso o mais importante era a convivência e passar
um domingo arrecadando forças para mais uma semana de trabalho.
Carlos
Sousa atual presidente encontrava-se atarefado a organizar o jogo
da malha onde havia também Mulheres que procuravam deitar
o meco com a malha.
É um regalo vez a convivência sadia, sem discriminação
de sexo.
Verdade
que estive pouco tempo, mas o suficiente para receber do Presidente
uma bebida fresca, que caiu bem depois da viagem. E para admirar
a vontade dos pequenos e maiores
pelas danças de outrora, que formam hoje o folclore daquela
região Alentejana.
Desta
vez eles dançaram sem os tradicionais traje de à
100 anos atrás. Usando o que daqui a 100 anos será
folclore.
Foi
a primeira vez que estive num Picnic com gente Alentejana e deu-me
saudades da alegria, garridice e da festa minhota quando se juntam.
Mas
continuando a dizer que foram os Alentejanos que mais vezes nos
mataram saudades, trazendo Portugal a nossos pés.
Enfim,
não eram muitos, mas a alegria reinava, a semente é
de grande qualidade para fazer renascer os belos tempos de outrora,
voltando a ver a casa da lareira cheia de amigos.
Por:
Armando C. Sousa