Imagens e números


Na civilização em que vivemos creio que os números estão pesando muito mais que as palavras; mas uma coisa que descobriram nos últimos anos, e me deixa arrepiado, foram ás imagens.

Ora deitai sentido a isto, as imagens valerem mais de mil palavras, ora aqui está um numero de palavras que não é preciso dize-las.

Significa que a palavra perdeu peso em relação ao numero e à imagem; assim os jornais de comunicação podem tornar-se mais preguiçosos.

Espreitam a imagem: correm atrás do "flash" e zás; lá está a imagem, sem precisarem perder tempo a ouvir os homenageados, ou mesmo reportarem uma palestra, ou ouvir os nossos fadistas, tremer a vós, ou esmo os cantares e danças da nossa gente.

Sabemos bem para os iletrados que a imagem tem um poder de sedução irresistível, a palavra não a entendem, e também não precisam de fazer esforço, por que apalavra não está lá, só a fotografia com as tais mil palavras de valor.

Daqui para diante o caminho ficou simplificado para a imagem, mas para saberem os números sem as palavras é que é um problema.

Logo entra a radio a dar números e opiniões, as cifras modificadas conforme os interesses; ficamos, a saber, os números dos sem emprego, mas não sabemos os números dos que sofrem procurando-o, ficamos, a saber, o numero das companhias que tomaram conta das riquezas do governo que eram nossas, agora é privado o gás.

A eletricidade querem privar os transportes, a recolha de lixo, estão a privatizar a água, são privados os laboratórios que nos protegiam dos manipuladores dos testes: querem privatizar o Ontario Hospital, ficamos, a saber, que os professores terão de trabalhar cada vez com mais alunos, que os dias de trabalho no parlamento terão de diminuírem, para poderem usar os campos de golfe, pois o governo investiu milhares de dólar em flores, segundo o auditor desta província.

Mas os números não ficam por aqui, o crescimento dos homicídios em Portugal de 22% os assaltos por esticam, as burlas, dizendo que é preciso benzer o dinheiro e valores, isto aqui e lá: os assassínios causados pelo roubo e droga.

Mesmo assim espantamo-nos pelas noticias das drogas aprendidas; aqui não há imagens, só números e palavras escritas.

Os governos estão satisfeitos com os números de apreensão ao ponto de pensarem em criar casas de chuto para aconselhar, e distribuir a droga, quem sabe se a...
O governo em Portugal pode estar satisfeito: apreenderam em 1999 10 mil quilos de haxixe; mas no ano 2000 mil aprenderam 30 mil quilos.

Cocaína em 1999 aprenderam 800 quilos, mas no ano 2000 mil aprenderam 3.000 mil quilos; aprenderam 76 quilos de heroína em 1999; mas no 2000 mil aprenderam 500 quilos.

Foi enorme o numero de empresas que não pagaram taxes, e a mais de dez anos que não o fazem, e são sempre as empresas privadas, como podem sobreviver empresas assim?...Isto são apenas números; os números das receitas dos imigrantes tem caído nos últimos cinco anos, mas as saídas de divisas Portuguesas tem aumentado com os imigrantes vindos do norte da Europa, depois existem empregados que tem de esperar pelo ordenado, casos dos Consulados.

As pontes a caírem de maduras; porque há setenta anos foram feitas para carros de bois, mas agora os caminhôes portam dezenas de toneladas, mas quem manda é o Gutierrez e a sua ganga. Haviam de ser eles a lá passarem, nesse mesmo momento...
Aqui no nosso consulado temos o mesmo exemplo.

Os que necessitam do consulado tem de irem preparados com garrafinhas de água se sofrem dos diabetes, pois o governo Português ainda não teve fundos para uma fonte de água potável sem necessidade de usar a dos lavabos, ora era aqui neste sitio que fazia falta à imagem, para mostrar ao mundo a nossa pequenez, onde o dinheiro é gasto em medalhas de latão e em viagens especiais aos deputados; esses existem só para se mostrarem que são meninos bonitos... Que Senhores.

Falamos dos números e das imagens, afiamos a língua, demos, a saber, alguma coisa, mas ainda não tinha dito que gosto muito das imagens reais a cantar o fado, o debulhar a guitarra e o violão, ou mesmo daqueles conjuntos, a dar-nos um cheirinho da musica para andarmos chegadinhos, com a cabecinha encostadinha, dizer boa noite, e esperar que nossos olhos voltem a ver o sol ao outro dia.

Já sabemos que vamos ver em alguns jornais semanais; algumas imagens daqueles que correm tudo agarradiços ao "flash", tão entusiasmados com o que produziram que, deixam apenas ficarem, aquelas mil palavras de imagem, preguiçosos de escrever, ou de não saber o que dizer, porque não estiveram presentes, desta maneira, não dizem nada.

Será destes jornalistas que precisamos na nossa comunidade?... Ou devemos ter para vos informar, alguém que, reporta o passado, confirmando suas palavras, e com as imagens, que passam a valer milhões?...

Bom, a resposta a vós pertence, e mesmo de verificar, se tem ou não mérito as minhas palavras, por vezes, a verdade é ruim de engolir, tem mais espinhos que um ouriço de castanha verde, mas tem melhor sabor quando é bem mastigada.

Em nome do Jornal Nove Ilhas tenho assistido a diversos eventos da vida comunitária, tenho tirado muitas imagens, e o Jornal publicado diversas.

As restantes tenho-as dado aos clubes envolvidos, não a todos, mas a seu turno a eles as receberão.

Sei que por vezes sou mais um numero ao vosso encargo...Mas...

Será demais fazer-vos a pergunta, para eu ver se tenho cumprido?... Se os vossos olhos viram o que os meus viram?... Numa maneira geral; se tenho correspondido aos vossos anseios? Com o que escrevo?...Depois de fazerdes um exame de consciência, dai uma resposta, por favor.

Já que estou com as mãos na massa, quero pedir imensa desculpa por os meus deslizes: principalmente em nomes...


Para os meus erros...Perdão

Resposta a: armando.sol@sympatico.ca

Por: Armando C. Sousa

Enviar a um amigo
clique ao lado!!!

Voltar